| Nomes anteriores | 8chan, Infinitechan, Infinitychan (∞chan) |
|---|---|
| Tipo de sítio | Imageboard comercial, com publicidade |
| Proprietário(s) | Jim Watkins (desde 2015) Fredrick Brennan (2013–2015) |
| Fundador(es) | Fredrick Brennan |
| Cadastro | Opcional |
| Idioma(s) | Inglês (os usuários podem criar fóruns específicos em outros idiomas) |
| Lançamento | 22 de outubro de 2013 |
| Estado atual | Ativo |
8kun, anteriormente chamado 8chan, Infinitechan ou Infinitychan, este último estilizado como ∞chan, é um site do tipo imageboard composto de fóruns de discussão criados pelos usuários. Cada fórum é moderado por seu proprietário, com pouca interação da administração do site. O site abrigou comunidades de supremacistas brancos, neonazistas, integrantes da direita alternativa, racistas e antissemitas, e foi usado por autores de crimes de ódio e de tiroteios em massa. O 8chan também hospedou pornografia infantil. Por isso, seus conteúdos deixaram de aparecer na Google Busca em 2015. Fóruns do site foram usados intensamente durante a campanha de assédio Gamergate, e participantes passaram a frequentar o 8chan depois que o 4chan proibiu discussões sobre o assunto.
A desacreditada teoria da conspiração QAnon surgiu no 8chan, que se tornou seu principal centro de atividade.
Pouco antes do tiroteio em El Paso de 2019, uma mensagem de quatro páginas que justificava o ataque foi publicada no site. A polícia afirmou estar "razoavelmente confiante" de que o texto havia sido publicado pelo autor do atentado. Após os tiroteios ocorridos em 3 de agosto em El Paso e em 4 de agosto em Dayton, Ohio, o site deixou a clearnet em 5 de agosto de 2019, quando a Cloudflare, responsável por parte de sua infraestrutura de rede, interrompeu o serviço de rede de fornecimento de conteúdo. A Voxility, empresa de serviços de internet que alugava servidores à Epik, nova registradora de domínio do site, e à subsidiária BitMitigate, que fornecia sua rede de distribuição, também encerrou o atendimento. Depois de tentativas frustradas de voltar à clearnet porque prestadores de serviço se recusaram a atender o 8chan, o site retornou em novembro de 2019 com o nome 8kun, usando uma empresa russa de hospedagem.

O 8chan foi criado em outubro de 2013 pelo programador Fredrick Brennan. Brennan criou o site depois de observar aquilo que entendia como um rápido aumento da vigilância e uma perda da liberdade de expressão na internet. Ele achava que o 4chan havia se tornado autoritário e apresentou o 8chan como uma alternativa mais favorável à liberdade de expressão. A ideia surgiu durante uma experiência psicodélica sob efeito de cogumelos.
Os usuários não precisam de experiência nem de conhecimentos de programação para criar seus próprios fóruns. Desde pelo menos março de 2014, a página de perguntas frequentes apresentava uma única regra de aplicação geral: "Não publique, solicite ou inclua ligações para nenhum conteúdo ilegal nos Estados Unidos da América. Não crie fóruns com o único propósito de publicar ou disseminar esse tipo de conteúdo." Brennan afirmou que considerava "repreensível" parte do material publicado pelos usuários, mas sentia uma obrigação pessoal de manter os princípios do site e tolerar discussões que não apoiava, independentemente de sua posição moral.
Brennan aceitou uma parceria entre o 8chan e o imageboard japonês 2chan, e mudou-se para as Filipinas em outubro de 2014.
Em janeiro de 2015, o site mudou de domínio depois que pessoas enviaram reclamações ao registrador do 8chan por causa da presença de pornografia infantil. O domínio original foi recuperado mais tarde, mas passou a redirecionar os visitantes para o novo endereço. Naquele mês, Brennan transferiu o site para um domínio mantido por Jim Watkins. Watkins passou a controlar o domínio e os servidores, enquanto Brennan continuou como administrador.
Falhas no software Infinity levaram ao financiamento e ao desenvolvimento de uma plataforma sucessora chamada "Infinity Next". Depois de meses de testes, uma migração para o novo sistema foi iniciada em dezembro de 2015, mas não foi concluída. O desenvolvimento terminou em janeiro de 2016, quando Brennan dispensou o principal desenvolvedor, Joshua Moon. Brennan deixou formalmente a administração em julho de 2016 e entregou a função a Ron Watkins. Jim Watkins já detinha o domínio e os servidores desde janeiro de 2015. Brennan citou o fracasso do projeto Infinity Next e sua desilusão com os rumos do 8chan entre as razões para sair.
Após três tiroteios em 2019, em Christchurch, na Nova Zelândia, em março, em Poway, Califórnia, em abril, e em El Paso, Texas, em agosto, cujos autores usaram o 8chan para divulgar seus manifestos, cresceu a pressão sobre as empresas que forneciam serviços de internet ao site.
O diretor executivo da Cloudflare, Matthew Prince, defendeu inicialmente o suporte tecnológico fornecido pela empresa ao 8chan em 3 de agosto de 2019, dia do tiroteio em El Paso: "O que aconteceu hoje em El Paso é abominável sob todos os aspectos, é horrível, e odeio que exista qualquer associação entre nós e isso... Para nós, a questão é qual dos males é pior?"
No dia seguinte, 4 de agosto, depois do aumento da atenção da imprensa, a Cloudflare mudou de posição e anunciou que encerraria o serviço ao 8chan à meia-noite de 5 de agosto, no horário do Pacífico. A decisão deixaria o site mais exposto a ataques de negação de serviço. Prince declarou: "Infelizmente, a medida que tomamos hoje não vai acabar com o ódio na internet... Quase certamente nem sequer vai retirar o 8chan da internet. Mas é a coisa certa a fazer." Prince escreveu no blog da Cloudflare:
O 8chan está entre as mais de 19 milhões de propriedades da internet que usam o serviço da Cloudflare. Acabamos de enviar um aviso informando que encerraremos o 8chan como cliente a partir da meia-noite de hoje, no horário do Pacífico. A razão é simples: eles demonstraram não respeitar a lei, e essa conduta causou várias mortes trágicas. Mesmo que o 8chan talvez não tenha violado a letra da lei ao se recusar a moderar sua comunidade cheia de ódio, criou um ambiente que se compraz em violar o espírito da lei.
Brennan deixou de ser proprietário da plataforma em 2015 e parou de trabalhar para o site em 2018. Em 4 de agosto de 2019, afirmou que o 8chan deveria ser fechado e agradeceu à Cloudflare pela decisão de retirar seu suporte.
A Tucows também deixou de prestar serviço como registradora do domínio do 8chan, tornando o site difícil de acessar. Depois das decisões da Cloudflare e da Tucows, o 8chan passou seu registro de domínio para a BitMitigate, uma divisão da Epik, empresa que já havia atendido sites de extrema direita como o Gab e The Daily Stormer. Depois da mudança, Rob Monster, diretor executivo da Epik, escreveu: "A liberdade de expressão e de manifestação são direitos fundamentais em uma sociedade livre. Entramos em terreno escorregadio quando começamos a limitar discursos que nos deixam desconfortáveis."
A Voxility, que fornecia servidores e conectividade à BitMitigate e à Epik, deixou de alugar servidores à BitMitigate, retirando seus serviços do ar. A empresa declarou que o uso pretendido violava sua política de utilização aceitável. Monster voltou atrás na decisão de hospedar o conteúdo do 8chan pouco depois da saída da Voxility, afirmando que o site não parecia capaz de moderar adequadamente o material publicado. A Ars Technica, porém, constatou que a empresa havia começado a fornecer serviços de DNS ao 8chan.
Embora o site não pudesse ser acessado pelo domínio habitual na clearnet, usuários continuaram a entrar por seu endereço IP e por um endereço .onion nos serviços ocultos da rede Tor, na darknet. A pesquisadora de segurança e analista de terrorismo Rita Katz encontrou também um site que se apresentava como 8chan na ZeroNet, outra rede da darknet. Um administrador do 8chan declarou no Twitter que a equipe não operava aquele site.
Em 6 de agosto de 2019, o Comitê de Segurança Interna da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos convocou Jim Watkins, norte-americano residente nas Filipinas e proprietário do 8chan, para prestar depoimento sobre as medidas adotadas pelo site contra "a proliferação de conteúdo extremista, inclusive conteúdo de supremacia branca". Em 11 de agosto, Watkins publicou um vídeo no YouTube dizendo que o 8chan estava fora do ar "voluntariamente" e que retornaria depois de sua conversa com o comitê.
No começo de setembro, Watkins foi a Washington, D.C., para responder a perguntas do Congresso. Em entrevista ao The Washington Post, disse que a equipe do 8chan estava construindo proteções contra ataques cibernéticos para substituir os serviços da Cloudflare e que o site poderia retornar já em meados daquele mês.
Em 7 de outubro de 2019, a conta oficial do 8chan no Twitter e o canal de Jim Watkins no YouTube divulgaram um vídeo que apresentava o novo logotipo do "8kun". No vídeo, uma serpente semelhante à da Bandeira de Gadsden forma o número 8 sobre o logotipo.
O nome "8chan" usava o sufixo "-chan", forma abreviada de channel, comum entre imageboards que seguem o formato do 2channel. O novo nome foi interpretado como um jogo de palavras com os tratamentos honoríficos japoneses. Nesse uso, "-chan" costuma ser aplicado a crianças pequenas, principalmente meninas, enquanto "-kun" é usado em geral para meninos e homens jovens e, em alguns ambientes de trabalho, para subordinados.
Em 9 de outubro de 2019, a conta oficial do 8chan no Twitter instruiu proprietários de fóruns interessados em migrar para o 8kun a enviar seus "segredos compartilhados", mecanismo usado para recuperar o controle de um fórum do 8chan, a um endereço de e-mail no domínio 8kun.net.
Brennan se opôs publicamente ao relançamento como 8kun. Ele afirmou que a mudança não alteraria a reputação adquirida pelo 8chan e citou sua relação conturbada com os administradores do site. Também disse que o sucesso do 8kun dependeria do retorno de "Q" e de seus seguidores.
O novo domínio do 8kun foi registrado na Tucows em 7 de setembro de 2019. Um porta-voz da empresa disse que ela desconhecia a situação até a divulgação de notícias sobre o 8kun e que investigaria o caso. O lançamento estava previsto para 17 de outubro, mas não ocorreu porque a empresa britânica Zare retirou seu suporte. Um porta-voz da Zare disse à Vice que a equipe do 8kun talvez tivesse fornecido informações falsas durante o cadastro.
Em 22 de outubro, Watkins colocou os servidores do 8chan em uma van e os transportou para um local não divulgado. A mudança preparava a transferência para a rede VanwaTech, pertencente a Nicholas Lim, fundador da BitMitigate. Em 5 de novembro, o site voltou brevemente ao ar como 8kun por meio de um endereço IP bogon fornecido pela Media Land LLC. A Media Land LLC pertence ao russo Alexander "Yalishanda" Volosovyk, chamado de "maior operador de hospedagem 'à prova de balas' do mundo" e cujo serviço foi usado para viabilizar atividades cibercriminosas.
As dificuldades para manter o 8kun na internet continuaram nas semanas seguintes. Em 16 de novembro, Ron Watkins disse ao The Wall Street Journal que "o 8chan está em hiato por tempo indeterminado". O 8kun passou para um domínio .top naquele mesmo dia, depois que a Tucows havia encerrado seus serviços no começo do mês.
A CNServers, que fornecia indiretamente proteção contra ataques DDoS à VanwaTech por intermédio da Spartan Host, rompeu relações com a empresa em outubro de 2020 e o 8kun ficou brevemente fora do ar. A VanwaTech passou então a usar a DDoS-Guard, prestadora de serviços de propriedade russa registrada na Escócia.
O 8kun, uma das principais plataformas usadas por seguidores do QAnon e por integrantes da extrema direita, foi usado por participantes do ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos Estados Unidos para planejar a invasão. Algumas publicações discutiam quais políticos deveriam ser mortos depois que os participantes entrassem no prédio, e outras sugeriam matar policiais, seguranças e funcionários federais.
Depois de receber perguntas do The Guardian sobre o ataque, a DDoS-Guard interrompeu o serviço prestado à VanwaTech, que hospedava o 8kun. Um dos proprietários da DDoS-Guard afirmou que a empresa fornecia serviços à VanwaTech, e não diretamente ao 8kun, e que seus responsáveis "não estavam envolvidos em nenhuma questão política e não querem ser associados de forma alguma a clientes que hospedam sites tão tóxicos como QAnon/8chan". A proteção contra ataques cibernéticos voltou a funcionar quando a VanwaTech passou a usar a empresa norte-americana FiberHub.
Em 27 de agosto de 2021, o comitê especial da Câmara dos Representantes que investigava o ataque ao Capitólio exigiu do 8kun e de outras catorze empresas de mídia social documentos que remontavam à primavera de 2020.
O conteúdo publicado no 8chan provocou muitas controvérsias, a ponto de a simples participação de pessoas ou empresas no site também gerar críticas. Em 25 de fevereiro de 2019, a THQ Nordic organizou uma sessão de perguntas e respostas, no formato ask me anything, no fórum de videogames /v/. A empresa pediu desculpas mais tarde.
Em 18 de setembro de 2014, o 8chan passou a receber discussões da campanha de assédio Gamergate depois que o 4chan proibiu o assunto. O site tornou-se um dos espaços usados pela campanha. Antes da controvérsia, o 8chan era pouco conhecido.
O fórum inicial voltado ao Gamergate, "/gg/", ganhou atenção depois de ser comprometido por integrantes do grupo de trolls da internet Gay Nigger Association of America. Os participantes do Gamergate migraram para "/gamergate/", que rapidamente se tornou o segundo fórum mais acessado do site.
Em janeiro de 2015, o site foi usado como base para casos de swatting em Portland, Seattle e Burnaby, na Colúmbia Britânica. A maior parte dos episódios envolvia pessoas que haviam criticado o Gamergate ou a relação do 8chan com a campanha. Os ataques eram coordenados em um fórum do site chamado "/baphomet/". Uma das vítimas disse ter sido escolhida porque seguia determinada pessoa no Twitter.
Em 9 de fevereiro de 2015, o conteúdo de "/baphomet/" foi apagado depois que informações pessoais de Katherine Forrest, juíza responsável pelo caso Silk Road, foram publicadas ali por meio de doxing.
Em 2019, uma publicação no 8chan ameaçou realizar um tiroteio em massa contra a Bethel Park High School. Uma pessoa de 18 anos foi presa e acusada de ameaça terrorista e retaliação contra testemunha ou vítima.
Foram criados fóruns para discutir temas como estupro de crianças. Embora o compartilhamento de conteúdo ilegal viole as regras do site, The Daily Dot encontrou fóruns usados para compartilhar imagens sexualizadas de menores em poses provocativas. Alguns usuários também publicavam ligações para pornografia infantil explícita hospedada em outros locais.
Questionado sobre se esses fóruns seriam uma consequência inevitável da liberdade de expressão, Brennan respondeu: "Infelizmente, sim. Não apoio o conteúdo dos fóruns que você mencionou, mas esse é simplesmente o preço da liberdade de expressão e de sermos o único site ativo que não impõe mais 'leis' do que as aprovadas em Washington, D.C."
Em agosto de 2015, o 8chan foi retirado dos resultados da Google Busca por material que a empresa classificou como "suspeito de conter conteúdo de abuso infantil".
Em julho de 2016, o candidato presidencial norte-americano Donald Trump publicou no Twitter uma imagem de Hillary Clinton sobre um fundo de dinheiro e uma estrela de seis pontas semelhante à Estrela de Davi, acompanhada da frase "Most corrupt candidate ever", ou "candidata mais corrupta de todos os tempos". A imagem já havia sido publicada no fórum /pol/ do 8chan em 22 de junho, mais de uma semana antes de ser compartilhada pela equipe de Trump. Uma marca d'água levou a uma conta do Twitter que havia publicado outras imagens abertamente racistas e antissemitas.
O 8chan tornou-se a principal casa da desacreditada teoria conspiratória de extrema direita QAnon.
Em outubro de 2017, um usuário do 4chan que se apresentava como "Q" começou a chamar atenção ao promover teorias da conspiração sobre um suposto "Estado profundo" nos Estados Unidos. No mês seguinte, alegando preocupações de segurança, Q transferiu suas publicações para o 8chan e passou a escrever apenas ali. A atividade deu origem a um movimento internacional.
Sean Hannity republicou hashtags do QAnon em sua conta no Twitter.
Em 14 de março de 2018, o primeiro grupo de seguidores de Q no Reddit foi banido por promover a teoria. Os participantes logo se reorganizaram em outro subreddit, que reapresentava publicações de Q e de outros usuários anônimos do 8chan em um formato mais fácil de ler. Esse subreddit também foi banido, em 12 de setembro de 2018.
Com a chegada de muitos usuários ao fórum, Q pediu a Ron Watkins que atualizasse os servidores do site para suportar o tráfego, em 19 de setembro de 2018.
O movimento também teve relações com a teoria conspiratória Pizzagate. As hashtags #TheGreatAwakening e #WWG1WGA passaram a circular entre seus seguidores. A segunda abrevia "where we go one, we go all", ou "onde um vai, todos vão". A frase "Follow the White Rabbit", "siga o coelho branco", também foi usada.
Em setembro de 2018, a Polícia Estadual da Luisiana foi questionada por usar uma lista falsa com informações pessoais de supostos ativistas da antifa, publicada originalmente no fórum político do 8chan. O documento, chamado pelos policiais de "full list of antifa.docx", na verdade continha os nomes de milhares de pessoas que haviam assinado abaixo-assinados online contra Donald Trump.
A polícia se recusou a divulgar a lista, alegando que isso "comprometeria" investigações criminais em andamento nas quais esperava realizar prisões. Thomas Frampton, professor da Universidade Harvard e ex-defensor público, entrou com uma ação em nome da pessoa que havia solicitado o documento. A ação alegava que a recusa mostrava que a polícia havia tratado a lista falsa como confiável e a empregado em investigações e processos.
Os autores de três tiroteios em massa ocorridos em 2019 usaram o 8chan para divulgar seus manifestos. A pressão sobre as empresas que forneciam serviços de internet ao site aumentou, levando à retirada dos serviços de rede de fornecimento de conteúdo e de registro de domínio e à saída do site da clearnet.
Antes dos ataques contra duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, em 15 de março de 2019, o autor, Brenton Harrison Tarrant, publicou no 8chan ligações para o vídeo de 17 minutos transmitido pelo Facebook Live durante o primeiro ataque, contra a Mesquita Al Noor, e para seu manifesto de nacionalismo branco e neofascismo, The Great Replacement. O título remetia à teoria conspiratória francesa de extrema direita de mesmo nome, formulada por Renaud Camus. No texto, Tarrant expunha motivações islamofóbicas e anti-imigração. Os ataques deixaram 51 mortos e 40 feridos. Integrantes do 8chan republicaram o material e elogiaram os ataques.
Em 20 de março de 2019, as empresas australianas de telecomunicações Telstra, Optus e Vodafone bloquearam 4chan, 8chan, Zero Hedge e LiveLeak em resposta aos atentados. Na Nova Zelândia, os principais provedores de internet, Spark, One NZ e 2degrees, também bloquearam o 8chan e outros sites que hospedavam imagens do ataque.
John T. Earnest, autor do tiroteio em uma sinagoga em Poway, Califórnia, em 27 de abril de 2019, e de um incêndio criminoso anterior em uma mesquita na vizinha Escondido, em 25 de março, havia publicado no 8chan ligações para sua carta aberta e para uma tentativa de transmissão ao vivo. Earnest também citou o 8chan como um dos locais de sua radicalização. A conta oficial do 8chan no Twitter afirmou que a publicação do atirador foi removida nove minutos depois de sua criação.
Patrick Crusius, suspeito do tiroteio em massa em uma loja do Walmart em El Paso, Texas, em 3 de agosto de 2019, teria publicado no 8chan o manifesto nacionalista branco de quatro páginas The Inconvenient Truth menos de uma hora antes do início do ataque. Os moderadores removeram rapidamente a publicação original, mas usuários continuaram distribuindo ligações para o manifesto.