Aliança Renovadora Nacional

 Nota: Se procura outros significados de Arena, veja Arena (desambiguação).
Aliança Renovadora Nacional
SiglaARENA
Fundação4 de abril de 1966
Registro7 de março de 1967 (definitivo)
Dissolução20 de dezembro de 1979
SedeBrasília, Distrito Federal
Ideologia
Espectro políticoExtrema-direita
SucessorPDS
Cores     Verde
     Amarelo
     Azul
     Branco
Bandeira do partido

A Aliança Renovadora Nacional (ARENA) foi um partido político brasileiro fundado em 4 de abril de 1966 para dar sustentação parlamentar e eleitoral ao regime militar instaurado após o golpe de Estado no Brasil em 1964. Foi uma das duas organizações políticas permitidas pelo sistema bipartidário estabelecido pelo regime, ao lado do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que reuniu a oposição legalmente admitida. A ARENA manteve a maioria na Câmara dos Deputados durante as eleições legislativas de 1966, 1970, 1974 e 1978.

A ARENA foi formada por políticos dos partidos extintos pelo Al-2 em 1965, principalmente a UDN, setores do PSD e outras correntes conservadoras. Sua função predominante era apoiar os governos militares no Congresso Nacional e organizar candidaturas às eleições permitidas pelo regime. Apesar do alinhamento ao governo, a ARENA abrigou facções regionais que por vezes entraram em choque com o Executivo, inclusive em votações que contrariavam a orientação do regime.

O sistema bipartidário foi encerrado pela reforma partidária de 1979. A Lei nº 6.767, de 20 de dezembro daquele ano, determinou a extinção das organizações constituídas com base no Ato Complementar nº 4, entre elas a ARENA e o MDB. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cancelou formalmente os registros das duas agremiações em 15 de fevereiro de 1980. O Partido Democrático Social (PDS), fundado em janeiro de 1980, tornou-se o sucessor político da ARENA e reuniu grande parte de suas lideranças.

História

Antecedentes políticos

A ARENA nasceu da reorganização política imposta pelo regime militar depois do golpe de 1964. Antes do golpe, o país possuía um sistema multipartidário no qual competiam organizações como a UDN, o PSD, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido Social Progressista (PSP), o Partido Democrata Cristão (PDC), o Partido Republicano (PR) e outras legendas. Cada um desses partidos tinha bases sociais e lideranças próprias, e suas alianças variavam de estado para estado.

No governo João Goulart, as reformas de base, as greves, a mobilização da esquerda e as campanhas anticomunistas acirraram a polarização. Setores civis e militares que se opunham ao governo passaram a defender uma intervenção para alterar a orientação política e institucional do país. O golpe de março e abril de 1964 depôs Goulart e deu início a um regime militar que preservou inicialmente parte das instituições representativas, mas restringiu progressivamente sua autonomia.

Manifestantes durante a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 1964. A mobilização antecedeu a fundação da ARENA, em 1966.

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade, realizada em várias cidades em março de 1964, foi uma das manifestações contra Goulart. Não teve relação com a ARENA, que só seria fundada dois anos depois.

Nas eleições estaduais de 3 de outubro de 1965, candidatos oposicionistas venceram disputas em estados como Guanabara e Minas Gerais. Os resultados contrariaram setores militares que defendiam maior controle sobre a representação política e contribuíram para a adoção de medidas de reorganização partidária. Essas eleições ocorreram antes da fundação da ARENA e constituíram parte do contexto político que levou à criação do sistema bipartidário.

Ato Institucional nº 2

Em 27 de outubro de 1965, o presidente Humberto de Alencar Castelo Branco editou o Ato Institucional nº 2 (AI-2). Seu artigo 18 extinguiu os partidos políticos existentes e cancelou seus registros, encerrando o sistema multipartidário que havia funcionado desde a redemocratização de 1945. A medida impediu que as antigas organizações continuassem atuando formalmente e abriu caminho para a constituição de novas agremiações sob regras estabelecidas pelo regime militar.

O AI-2 também alterou procedimentos políticos e eleitorais, ampliando a capacidade do Executivo de controlar a sucessão presidencial e restringindo a competição entre organizações partidárias. Os partidos não se fundiram por vontade própria: foram extintos por decreto e substituídos por duas legendas autorizadas.

Ato Complementar nº 4 e formação do bipartidarismo

Em 20 de novembro de 1965, o Ato Complementar nº 4 estabeleceu condições para a criação de organizações que exerceriam atribuições de partidos políticos enquanto não fossem formalmente constituídas como tais. O ato determinava que a iniciativa fosse promovida por pelo menos 120 deputados e 20 senadores, dentro do prazo de 45 dias, e que as organizações apresentassem informações sobre seus objetivos, denominação, administração, representação e estrutura dirigente nacional e regional.

As condições favoreceram a formação de duas organizações nacionais. A ARENA concentrou parlamentares dispostos a apoiar o governo militar, enquanto o MDB reuniu políticos que passaram a atuar na oposição legal permitida. O tamanho mínimo da representação parlamentar exigida e o prazo para a organização das novas legendas dificultaram a criação de alternativas independentes e contribuíram para que o sistema assumisse uma estrutura bipartidária.

O bipartidarismo, portanto, não correspondeu a uma competição livre entre todas as correntes políticas existentes na sociedade. A existência de duas organizações autorizadas coexistia com cassações de mandatos, suspensões de direitos políticos, censura, limitações à propaganda e restrições à participação eleitoral. A ARENA foi o partido governista desse sistema, e o MDB, sua principal oposição legal.

Fundação e registro eleitoral

A ARENA foi fundada em 4 de abril de 1966. O senador Daniel Krieger, antigo integrante da UDN, foi um de seus principais organizadores e ocupou posição de destaque na direção nacional. A organização reuniu parlamentares de diferentes origens partidárias e estruturou diretórios nos estados e municípios para participar das eleições e organizar a representação governista.

O registro saiu em duas etapas. O TSE registra que o pedido de transformação da ARENA em partido político foi deferido pela Resolução nº 8.097, de 7 de março de 1967. Assim, a fundação (1966) e o registro definitivo (1967) foram dois momentos diferentes.

Os integrantes e apoiadores da legenda eram chamados de “arenistas”, em contraste com os “emedebistas”, vinculados ao MDB. A denominação era usada na imprensa e no vocabulário político para identificar parlamentares, dirigentes e candidatos ligados à organização governista.

Composição e organização partidária

Origem dos integrantes

A ARENA reuniu políticos provenientes de partidos extintos pelo AI-2. A UDN forneceu uma parcela importante dos dirigentes e parlamentares, mas o partido também absorveu integrantes do PSD, do PDC, do PR, do PL, do PSP e de outras organizações. A composição variava entre os estados, conforme a força das lideranças locais, as alianças políticas anteriores e os interesses regionais.

Segundo o levantamento do Atlas Histórico do Brasil, tomando como referência a composição parlamentar de 1979, entre os antigos quadros da ARENA na Câmara dos Deputados estavam 70 parlamentares oriundos da UDN, 60 do PSD, 14 do PDC e dez do PR, dentro de uma bancada de 231 deputados. No Senado, a análise registra a presença de 19 integrantes anteriormente vinculados ao PSD e 15 à UDN, em um conjunto de 42 senadores. Os números evidenciam a importância dessas organizações na formação da base parlamentar arenista, sem esgotar todas as origens políticas de seus integrantes.

A ARENA não era a UDN nem o PSD com outro nome. Como os partidos antigos tinham sido extintos, antigas correntes passaram a disputar posições e candidaturas dentro de uma estrutura única. A convivência entre políticos com carreiras e redes regionais diferentes contribuiu para a formação de facções internas e para a existência de divergências em relação ao Executivo.

Diretórios e presença territorial

A estrutura partidária compreendia direção nacional, diretórios regionais e diretórios municipais. A organização territorial era necessária para a seleção de candidatos, a articulação das bancadas parlamentares e a participação em eleições estaduais e municipais. Como as regras restringiam a criação de partidos alternativos, a ARENA também funcionou como espaço de acomodação de grupos políticos locais que, em condições multipartidárias, poderiam estar distribuídos por várias legendas.

A força da organização não era uniforme em todo o país. O apoio ao governo, as redes de lideranças municipais, a influência de governadores e os diferentes contextos regionais contribuíram para variações na capacidade de mobilização eleitoral. O Atlas Histórico do Brasil identifica resultados particularmente favoráveis à ARENA no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto suas perdas eleitorais se concentraram sobretudo no Sudeste e, a partir de 1974, também em parte do Sul.

Mesmo sendo o partido do governo, a ARENA tinha disputas internas. Facções regionais competiam por candidaturas, cargos de direção, influência na escolha dos representantes e interlocução com o governo federal. As diferenças também envolviam questões institucionais, como as prerrogativas do Congresso, a disciplina partidária e as limitações impostas pelo Executivo aos parlamentares.

Principais lideranças

Entre os dirigentes e políticos associados à ARENA estavam Daniel Krieger, Filinto Müller, Petrônio Portela, Jarbas Passarinho, José Sarney, Antônio Carlos Magalhães, Rondon Pacheco, Francelino Pereira e Paulo Maluf. Suas posições variaram conforme o estado, os cargos ocupados e a fase da ditadura em que atuaram.

Petrônio Portela, senador e dirigente político ligado à ARENA, em 1971.

Daniel Krieger teve destaque na organização inicial do partido e na articulação da bancada governista no Senado. Sua atuação durante a crise provocada pelo pedido de licença para processar o deputado Márcio Moreira Alves revelou divergências entre dirigentes arenistas e setores militares acerca da autonomia do Congresso e da disciplina da bancada.

Petrônio Portela teve papel de destaque na articulação parlamentar durante o governo de Ernesto Geisel e nas negociações associadas à abertura política. Jarbas Passarinho foi senador e ministro durante a ditadura, além de relator-geral do programa partidário aprovado em 1976. José Sarney ocupou posição de liderança na ARENA e participou da organização do PDS, que sucedeu politicamente a legenda no início de 1980.

Antônio Carlos Magalhães, Rondon Pacheco, Francelino Pereira e Paulo Maluf estiveram entre os nomes associados à atuação governista em diferentes estados e períodos. A ARENA nunca foi um bloco homogêneo: reunia políticos com bases regionais e interesses próprios. A influência de cada liderança dependia tanto dos cargos institucionais quanto das redes políticas que mantinha em seu estado.

Ideologia e programa partidário

A ARENA foi uma legenda conservadora e anticomunista, alinhada ao regime militar e à doutrina de segurança nacional que orientou parte da política do governo. Sua principal função institucional era organizar apoio parlamentar ao Executivo e disputar eleições permitidas dentro do sistema bipartidário. .

O partido reunia correntes que enfatizavam a preservação da ordem social, o anticomunismo, o desenvolvimento econômico, a integração nacional e a estabilidade política. Esses temas apareciam no discurso público da organização e na justificativa para o apoio aos governos militares. Entretanto, a ARENA não possuía uma base social ou um programa interpretado de modo idêntico por todos os seus integrantes, e suas facções regionais podiam adotar posições distintas em questões institucionais e eleitorais.

Em 1976, a organização aprovou um programa partidário em convenção nacional, tendo Jarbas Passarinho como relator-geral. O documento é uma fonte primária para o estudo da maneira como a legenda procurava apresentar seus objetivos. A existência de um programa próprio não eliminava a dependência política da ARENA em relação ao Executivo nem a sujeição do sistema partidário às restrições estabelecidas pelo regime.

A relação entre a retórica programática e a prática política exige distinguir as declarações do partido das medidas concretamente adotadas pelos governos que ele apoiou. Enquanto a ARENA defendia a estabilidade e o desenvolvimento nacional, a estrutura política do regime limitava o pluralismo partidário, permitia cassações de mandatos e submetia diversos cargos executivos a eleições indiretas.

A ARENA durante a ditadura militar

Sustentação parlamentar do Executivo

A função predominante da ARENA era fornecer uma base parlamentar aos governos militares. O partido apoiou grande parte das iniciativas legislativas do Executivo e manteve maioria na Câmara dos Deputados ao longo das quatro eleições legislativas de 1966 a 1978. Sua posição majoritária permitia ao governo organizar a aprovação de propostas e utilizar os mecanismos institucionais ainda existentes, embora a autonomia do Congresso fosse restringida por atos institucionais, cassações de mandatos e períodos de fechamento.

O papel do partido não equivale ao de uma organização governista em um regime de competição democrática plena. A ARENA atuava dentro de uma estrutura em que o Executivo concentrava poderes excepcionais e podia alterar as condições eleitorais ou interromper o funcionamento do Legislativo. O Atlas Histórico do Brasil descreve a legenda como o braço partidário parlamentar do autoritarismo, assinalando que sua atuação ocorria em um Congresso cujas prerrogativas tradicionais haviam sido substancialmente reduzidas.

A ARENA também se beneficiava das regras de representação, da impossibilidade de formar novas legendas independentes durante o bipartidarismo e da influência do governo sobre candidaturas e eleições indiretas. Esses fatores ajudam a explicar por que a maioria parlamentar do partido não pode ser interpretada apenas como medida de apoio popular ao regime: os resultados eleitorais eram produzidos em um contexto de competição desigual e de intervenção institucional.

Eleições indiretas para cargos executivos

A ARENA não elegeu presidentes da República em eleições populares diretas durante sua existência. A escolha dos presidentes militares ocorreu por mecanismos indiretos, sob regras controladas pelo sistema político vigente. Seus parlamentares participaram das votações que confirmaram os nomes de Artur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo, sem que isso correspondesse a eleições presidenciais diretas disputadas pela legenda.

As eleições para governadores estaduais também foram submetidas a mecanismos indiretos durante o regime, e a escolha de prefeitos não era direta em todas as localidades. As capitais e os municípios classificados como áreas de segurança nacional, entre outras categorias definidas pela legislação, estavam sujeitos à nomeação ou a procedimentos especiais. Esse arranjo favorecia a preservação do controle político governista e limitava a capacidade de transformar votos populares em poder executivo.

Fechamento do Congresso em 1966

Em outubro de 1966, a crise provocada por cassações de parlamentares levou a um conflito entre o Executivo e o Congresso. O presidente da Câmara, Adauto Lúcio Cardoso, de filiação arenista, manifestou oposição às cassações por considerar que a questão afetava as competências da própria instituição. Em 20 de outubro, Castelo Branco determinou o fechamento do Congresso, que permaneceu em recesso até 22 de novembro.

O episódio evidenciou que pertencer ao partido governista não assegurava aos parlamentares autonomia irrestrita nem proteção contra medidas excepcionais. Também demonstrou que a manutenção formal de um partido governista e de um Congresso não significava que o regime permitisse uma relação institucional equilibrada entre o Legislativo e o Executivo.

Divergências internas e disciplina partidária

A unidade da ARENA foi condicionada pela coexistência de interesses regionais, carreiras políticas anteriores e divergências sobre as prerrogativas do Congresso. Parte dos parlamentares considerava que o governo deveria consultar sua bancada antes de encaminhar projetos e respeitar o espaço institucional dos representantes eleitos. Esses políticos podiam apoiar o regime em termos gerais e, ao mesmo tempo, contestar medidas específicas que reduziam a autonomia parlamentar ou ampliavam os poderes do Executivo.

A documentação examinada por Lucia Grinberg identifica divergências de arenistas em votações relacionadas às eleições diretas, às competências do Congresso e a outras medidas governamentais. Alguns parlamentares foram acusados de desobediência ou indisciplina partidária por discursos, articulações e votos contrários às orientações do governo. Essas acusações são analisadas pela historiadora no contexto das tentativas de controle militar sobre os representantes políticos.

As disputas não significavam que a ARENA tivesse se convertido em oposição organizada ao regime. A maior parte de seus integrantes continuou na legenda, e a organização permaneceu a base parlamentar do governo. Entretanto, os conflitos mostram que a relação entre a direção partidária, os parlamentares e os militares não era inteiramente estável e que parte dos arenistas buscava preservar prerrogativas políticas próprias.

Márcio Moreira Alves e o Ato Institucional nº 5

Em setembro de 1968, o deputado do MDB Márcio Moreira Alves fez um discurso no qual criticou abusos dos órgãos de segurança e pediu que os pais não permitissem que seus filhos participassem do desfile de 7 de Setembro ao lado de militares que considerava responsáveis por torturas. Também pediu que mulheres evitassem dançar com cadetes em bailes da Independência. O pronunciamento provocou uma reação dos ministros militares, que consideraram as declarações ofensivas às Forças Armadas.

O Executivo solicitou autorização à Câmara dos Deputados para processar o parlamentar. A licença foi negada em 12 de dezembro de 1968, em votação que contrariou a orientação do governo. A pesquisa de Grinberg, baseada também em documentação produzida por órgãos de segurança e assessorias parlamentares, identifica articulações de deputados arenistas contra a concessão da licença e registra que essas posições foram acompanhadas por setores militares.

Em 13 de dezembro, o regime editou o Ato Institucional nº 5 (AI-5). O ato ampliou os poderes do Executivo, permitiu o fechamento do Congresso, autorizou cassações de mandatos e suspensões de direitos políticos e restringiu garantias individuais. O episódio marcou o início de uma fase de maior endurecimento da ditadura e demonstrou os limites da atuação parlamentar mesmo dentro do partido governista.

Cassações de parlamentares da ARENA

A repressão política após o AI-5 não atingiu apenas a oposição. Segundo o estudo de Grinberg, entre dezembro de 1968 e outubro de 1969 foram cassados 105 parlamentares, dos quais 33 deputados federais pertenciam à ARENA. O partido governista foi, portanto, atingido por medidas repressivas contra integrantes de sua própria bancada, embora a maioria dos parlamentares arenistas não tenha perdido o mandato e as principais lideranças tenham permanecido, em sua maior parte, na organização.

Os processos analisados pela historiadora mostram que pronunciamentos, votos e articulações contrários à orientação governamental podiam ser registrados em dossiês elaborados por assessorias parlamentares e órgãos de informação. Parlamentares que defendiam eleições diretas, contestavam restrições à autonomia municipal ou atuavam contra medidas de concentração de poderes podiam ser acusados de comportamento “antirrevolucionário” ou indisciplina partidária.

O caso revela uma tensão central do sistema político: a ARENA era necessária para sustentar o regime no Congresso, mas os militares não aceitavam necessariamente que sua bancada atuasse de forma autônoma. A repressão aos dissidentes dentro da legenda mostra os limites da representação parlamentar e a disposição do Executivo para intervir nas carreiras políticas quando as considerava incompatíveis com seus objetivos.

Desempenho eleitoral

Características gerais das eleições durante o bipartidarismo

Durante a existência da ARENA, foram realizadas eleições legislativas em 1966, 1970, 1974 e 1978. A Câmara dos Deputados e as assembleias legislativas eram renovadas por eleições proporcionais, enquanto as eleições para o Senado obedeciam a calendários de renovação distintos. Os cargos executivos federais e estaduais eram escolhidos por mecanismos indiretos, e nem todos os municípios realizavam eleições diretas para prefeito.

A interpretação dos resultados eleitorais exige considerar o aumento do eleitorado, as mudanças no número de cadeiras, as diferenças regionais e a evolução das regras eleitorais. O Atlas Histórico do Brasil registra que o eleitorado mais do que dobrou entre 1966 e 1978. O comparecimento eleitoral passou de aproximadamente 77% nas duas primeiras eleições para cerca de 80% em 1974 e 1978, enquanto a proporção de votos brancos e nulos apresentou comportamento diferente, particularmente em 1970.

A participação eleitoral no período refletia tanto a presença continuada das eleições quanto as restrições impostas ao sistema. A campanha pelo voto nulo em 1970, as limitações à propaganda política e a interferência governamental nas regras eleitorais são elementos importantes para compreender a relação entre os resultados e o contexto autoritário.

Eleições para a Câmara dos Deputados

A ARENA obteve maioria na Câmara dos Deputados em todas as eleições legislativas realizadas durante o bipartidarismo: 1966, 1970, 1974 e 1978. A composição da Câmara variou ao longo do período, em parte por mudanças legislativas que alteraram o número de cadeiras e a distribuição da representação entre os estados. As porcentagens da tabela abaixo correspondem ao total de votos contabilizados para a disputa, incluindo brancos e nulos, e não apenas aos votos válidos destinados às duas legendas.

Resultados da ARENA e do MDB para a Câmara dos Deputados, 1966–1978
Ano Cadeiras em disputa Votos da ARENA Votos do MDB Brancos Nulos ARENA (% do total) MDB (% do total) Cadeiras ARENA Cadeiras MDB
1966 409 8 734 638 4 912 470 2 461 523 1 176 925 50,5% 28,4% 277 132
1970 310 10 867 814 4 777 927 4 690 952 2 098 828 48,4% 21,3% 223 87
1974 364 11 866 482 10 954 440 4 112 973 2 047 084 40,9% 37,8% 204 160
1978 420 15 024 298 14 767 919 5 042 955 2 718 710 40,0% 39,3% 231 189

Fonte: compilação de dados brutos do Tribunal Superior Eleitoral reproduzidos por José Carlos Alcântara (2004, pp. 69–112). As porcentagens tomam como base o total de votos contabilizados em cada eleição.

Eleição de 1966

Na primeira eleição legislativa realizada sob o novo sistema bipartidário, a ARENA conquistou 277 das 409 cadeiras da Câmara, contra 132 do MDB. A vantagem parlamentar permitiu que o partido governista se consolidasse como principal força legislativa do regime. Entretanto, o resultado ocorreu em um ambiente de restrições institucionais, cassações e dificuldades organizacionais para os grupos oposicionistas.

A vantagem da ARENA em 1966 não veio de uma disputa equilibrada: o regime tinha reorganizado o sistema e extinto os partidos anteriores, e o MDB reunia políticos de tradições diversas sob regras recém-impostas.

Eleição de 1970

Na eleição de 1970, a ARENA conquistou 223 cadeiras, contra 87 do MDB. O resultado manteve ampla maioria governista na Câmara, mas ocorreu em um contexto de forte repressão política, controle da oposição e campanha em favor do voto nulo. Alcântara destaca o aumento de votos brancos e nulos nas eleições de 1970, em comparação com os pleitos anteriores e posteriores do período bipartidário.

A representação parlamentar também foi reduzida: a Câmara passou a ter 310 deputados, segundo a compilação de Alcântara. As mudanças na distribuição de cadeiras integravam um sistema de regras eleitorais que influenciava a composição das bancadas e favorecia a manutenção da maioria governista.

Eleição de 1974

A eleição de 1974 marcou uma mudança importante no equilíbrio político. A ARENA manteve a maioria na Câmara, com 204 cadeiras, mas o MDB ampliou significativamente sua bancada, alcançando 160 deputados. A diferença entre os dois partidos diminuiu, e a oposição conquistou 16 das 22 vagas em disputa no Senado.

O crescimento do MDB ocorreu em uma conjuntura marcada por desgaste político do governo, mudanças na sociedade urbana e industrial e ampliação da visibilidade da oposição. A campanha também se desenvolveu em um contexto de censura e desigualdade de acesso aos meios de comunicação. O resultado surpreendeu setores do governo e da ARENA que haviam interpretado o desempenho eleitoral anterior como indicativo de apoio popular mais amplo ao regime.

Eleição de 1978

Em 1978, a ARENA manteve a maioria na Câmara, com 231 cadeiras, contra 189 do MDB. A diferença entre as bancadas era menor que em 1966 e 1970. No Senado, o MDB recebeu mais votos na eleição direta, mas a composição da Casa foi afetada pelas regras de eleição indireta introduzidas pelo Pacote de Abril de 1977.

A distribuição das cadeiras foi influenciada pelas mudanças na representação dos estados e pela eleição de parte dos senadores por colégios eleitorais. O resultado demonstrou que o crescimento da oposição no voto popular não se convertia automaticamente em uma maioria legislativa sob as regras estabelecidas pelo regime.

Eleições para o Senado Federal

As eleições para o Senado mostram a mudança no desempenho da ARENA entre 1966 e 1978. A legenda obteve resultados favoráveis em 1966 e 1970, mas perdeu espaço em 1974 e não conseguiu igualar a votação do MDB em 1978. Os números devem ser interpretados à luz das diferenças no número de vagas em disputa, das regras de votação e da introdução de eleições indiretas para parte do Senado em 1978.

Resultados eleitorais para o Senado Federal durante o bipartidarismo
Ano Votos ARENA Votos MDB Senadores ARENA por eleição direta Senadores MDB por eleição direta Senadores ARENA por eleição indireta Senadores MDB por eleição indireta
1966 7 719 382 5 911 361 18 4 — —
1970 9 898 694 6 224 525 41 5 — —
1974 10 068 810 14 579 372 6 16 — —
1978 13 239 418 17 530 620 15 8 21 1

Fonte: dados eleitorais compilados por José Carlos Alcântara (2004, pp. 69–112), com base em dados brutos do TSE. Os totais de votos agregam resultados de disputas senatoriais com regras e números de vagas diferentes; não devem ser interpretados automaticamente como proporção de eleitores individuais. Em 1978, a tabela separa os senadores eleitos por voto direto daqueles escolhidos indiretamente.

Em 1966, a ARENA elegeu 18 dos senadores em disputa, enquanto o MDB conquistou quatro cadeiras. Em 1970, a compilação de Alcântara registra 41 senadores da ARENA e cinco do MDB entre os eleitos. A contagem de 1970 aparece de forma diferente em algumas sínteses retrospectivas, razão pela qual o número exato deve ser conferido diretamente nos registros eleitorais se vier a ser objeto de contestação.

Em 1974, o MDB obteve 14 579 372 votos para o Senado, contra 10 068 810 da ARENA. A eleição de 16 senadores oposicionistas em 22 vagas ampliou significativamente a representação do MDB e alterou a dinâmica política do Congresso. O resultado é considerado um marco eleitoral da oposição durante a ditadura militar.

Nas eleições de 1978, o MDB recebeu 17 530 620 votos para o Senado, enquanto a ARENA obteve 13 239 418. Na eleição direta, a ARENA conquistou 15 cadeiras e o MDB, oito. A composição também incluiu 22 senadores escolhidos indiretamente, dos quais 21 eram ligados à ARENA e um ao MDB, Amaral Peixoto, pelo Rio de Janeiro. O mecanismo favoreceu o partido governista na composição final da Casa.

Eleições para as assembleias legislativas

A ARENA também manteve maioria nas assembleias legislativas estaduais durante o período bipartidário. A tabela abaixo reproduz os resultados nacionais compilados por Alcântara a partir de dados brutos do TSE. As porcentagens correspondem ao total de votos contabilizados, incluindo brancos e nulos.

Resultados para as assembleias legislativas estaduais, 1966–1978
Ano Votos ARENA Votos MDB Brancos Nulos ARENA (% do total) MDB (% do total) Cadeiras ARENA Cadeiras MDB
1966 9 005 278 5 038 761 2 088 927 1 127 416 52,2% 29,2% 731 345
1970 11 442 894 4 940 072 4 129 835 1 893 823 51,1% 22,0% 493 208
1974 12 184 240 11 209 023 3 487 546 1 986 491 42,2% 38,8% 457 330
1978 15 410 073 14 812 313 4 632 604 2 592 849 41,1% 39,6% 492 353

Fonte: Alcântara (2004), tabelas e gráficos eleitorais baseados em dados brutos do TSE.

Os resultados demonstram uma redução progressiva da diferença de votos entre a ARENA e o MDB. O partido governista permaneceu à frente em cadeiras, mas o desempenho da oposição se aproximou do da ARENA em 1974 e 1978. A distribuição regional continuou importante para a composição das assembleias, já que a força das lideranças locais e as regras de representação influenciavam o número de cadeiras conquistadas em cada estado.

Eleições municipais

As eleições municipais foram importantes para a organização das redes políticas dos dois partidos. A presença de diretórios e de lideranças locais ajudava a mobilizar eleitores, coordenar candidaturas e sustentar a atuação partidária entre eleições nacionais. Entretanto, as condições de disputa variavam de município para município, e nem todas as localidades realizavam eleições diretas para prefeito.

Em 1968, ocorreram eleições municipais em parte dos municípios, pois o calendário eleitoral ainda não estava plenamente unificado. O resultado foi favorável à ARENA em vários locais, enquanto o MDB enfrentava dificuldades decorrentes de uma organização recente, das restrições políticas e de deserções de lideranças municipais. Alcântara registra que, em 1970, o MDB contava com cerca de 505 prefeitos e que 303 deles se filiaram posteriormente à ARENA, enfraquecendo parte de sua rede local.

Em 1972, ocorreram eleições municipais em todo o país, embora em capitais e em municípios submetidos a regimes especiais a escolha de prefeito não fosse direta. A ARENA elegeu 3 322 prefeitos e 29 279 vereadores, enquanto o MDB elegeu 463 prefeitos e 5 889 vereadores. Outros 162 prefeitos foram nomeados para municípios considerados áreas de segurança nacional e estâncias hidrominerais, conforme a legislação vigente.

Em 1976, a ARENA voltou a eleger a maioria dos prefeitos, mas o MDB ampliou sua presença municipal. A pesquisa de Alcântara registra 3 176 prefeitos eleitos pela ARENA e 614 pelo MDB. O pleito ocorreu sob as restrições da Lei Falcão, e em capitais e em municípios classificados como áreas de segurança nacional os eleitores não escolheram diretamente os prefeitos. A vitória da ARENA não impediu que a oposição ampliasse sua votação em grandes centros urbanos e em localidades médias.

A ARENA venceu na maioria dos municípios, mas o MDB cresceu nas áreas urbanizadas. A maioria governista não significava ausência de contestação eleitoral: ela foi obtida sob um sistema com limitações à propaganda e à escolha direta de determinados cargos.

Sublegendas e disputas internas

A sublegenda foi um mecanismo utilizado para administrar a competição entre facções de um mesmo partido. As normas eleitorais do regime previram a possibilidade de mais de uma lista de candidatos dentro de uma organização, com regras para agregar os votos e determinar quem assumiria o cargo. O Ato Complementar nº 7, de janeiro de 1966, disciplinou aspectos dessa modalidade, e o Decreto-Lei nº 1.541, de 14 de abril de 1977, reorganizou sua aplicação nas eleições diretas para senador e prefeito, permitindo até três sublegendas.

Nas eleições que adotavam sublegendas, os votos das listas associadas podiam ser somados para estabelecer a vitória da organização, enquanto a escolha do candidato eleito seguia as regras previstas para a modalidade. O mecanismo permitia que facções concorrentes da ARENA disputassem internamente sem necessariamente dividir a legenda e entregar a vitória a um adversário do MDB.

A sublegenda não eliminava as disputas políticas internas. Ao contrário, institucionalizava parte da competição entre grupos locais ao mesmo tempo que preservava a unidade formal do partido.

Restrições eleitorais e reformas institucionais

Lei Falcão

Após o crescimento do MDB nas eleições de 1974, o governo de Ernesto Geisel restringiu a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. A Lei nº 6.339, de 1º de julho de 1976, conhecida como Lei Falcão, limitou a apresentação dos candidatos nesses meios a informações resumidas, como nome, número, currículo e fotografia. A medida reduziu a possibilidade de debates e de divulgação das plataformas políticas e foi interpretada como uma tentativa de conter o avanço da oposição nas eleições municipais de 1976.

A legislação alterou as condições de comunicação entre candidatos e eleitores e limitou a capacidade dos partidos de apresentar argumentos e críticas por meio de rádio e televisão. A ARENA também foi submetida às regras, mas o efeito político da medida favorecia a preservação do sistema governista ao reduzir o espaço para a exposição pública das propostas oposicionistas.

Pacote de Abril de 1977

Em 1º de abril de 1977, Geisel fechou temporariamente o Congresso Nacional e impôs medidas que ficaram conhecidas como Pacote de Abril. As mudanças alteraram a representação política, modificaram critérios para a distribuição de cadeiras na Câmara e estabeleceram a eleição indireta de parte dos senadores. A Emenda Constitucional nº 8, de 14 de abril de 1977, incorporou alterações relevantes ao sistema eleitoral e à representação parlamentar.

Documento relacionado ao fechamento do Congresso durante o Pacote de Abril, em 1977.

Uma das mudanças mais conhecidas foi a escolha indireta de parte dos senadores por colégios eleitorais, que favoreciam a ARENA por sua maioria nas assembleias legislativas. Os senadores escolhidos dessa forma ficaram conhecidos popularmente como “senadores biônicos”. Nas eleições de 1978, foram escolhidos 22 senadores indiretamente, 21 ligados à ARENA e um ao MDB, enquanto as disputas por voto direto ocorreram separadamente.

O pacote também modificou condições de representação e sucessão política, incluindo a eleição indireta de governadores. Essas medidas ajudaram a preservar a influência institucional da ARENA quando a oposição ampliou sua votação.

Abertura política e desgaste eleitoral

A partir de meados da década de 1970, o governo Geisel conduziu um processo de abertura política controlada, descrito pela administração como distensão. A liberalização ocorreu de forma gradual e coexistiu com medidas de controle sobre o Congresso, sobre a propaganda eleitoral e sobre a organização partidária.

O crescimento do MDB preocupou o governo e a direção da ARENA, pois demonstrava que a representação parlamentar não estava inteiramente sob controle político dos militares. As mudanças eleitorais, a Lei Falcão e o Pacote de Abril foram respostas institucionais relevantes a esse cenário.

Dissolução e reforma partidária

Em 1979, durante o governo de João Figueiredo, foi aprovada uma reforma partidária que encerrou o sistema de duas legendas. O Congresso aprovou o fim do bipartidarismo em 29 de novembro, e a Lei nº 6.767 foi sancionada em 20 de dezembro. A lei modificou a Lei Orgânica dos Partidos Políticos e extinguiu as organizações criadas com base no Ato Complementar nº 4 e posteriormente transformadas em partidos políticos sob a legislação anterior.

O fim do bipartidarismo abriu espaço para a reorganização partidária, mas não significou a instauração imediata de uma competição política sem restrições. A criação e o registro de novas legendas continuaram sujeitos a requisitos legais, e a abertura política permaneceu condicionada pelas instituições e pelos limites estabelecidos pelo regime.

O TSE cancelou formalmente os registros da ARENA e do MDB em 15 de fevereiro de 1980, em aplicação da nova lei. A aprovação política do fim do bipartidarismo em novembro de 1979, a sanção da lei em dezembro e o cancelamento dos registros em fevereiro de 1980 correspondem a etapas distintas da extinção das duas organizações.

Partido Democrático Social e continuidades políticas

Partido Democrático Social

O Partido Democrático Social (PDS), fundado em janeiro de 1980, foi o sucessor político da ARENA e reuniu grande parte de suas lideranças e de sua bancada parlamentar. A nova legenda foi organizada para continuar a sustentação política do governo de Figueiredo no contexto de reorganização partidária. José Sarney tornou-se um de seus principais dirigentes, e o PDS assumiu posições centrais no Congresso no início da década de 1980.

Em 1982, o PDS participou das primeiras eleições gerais realizadas após a reforma partidária e elegeu representantes em todo o país.

Dissidência de 1984 e Partido da Frente Liberal

Em 1984, o PDS escolheu Paulo Maluf como candidato à Presidência da República no colégio eleitoral que escolheria o sucessor de João Figueiredo. A decisão provocou a saída de dirigentes que apoiavam outro nome, entre eles Aureliano Chaves, Marco Maciel e Jorge Bornhausen. O grupo organizou a Frente Liberal, que se aliou ao PMDB e apoiou Tancredo Neves, eleito indiretamente em janeiro de 1985.

A Frente Liberal participou da fundação do Partido da Frente Liberal (PFL), em 1985. A ruptura demonstra que as linhas de continuidade da ARENA se diversificaram durante a transição política.

Outras continuidades partidárias

Em 1993, o PDS fundiu-se com o Partido Democrata Cristão (PDC), dando origem ao Partido Progressista Reformador (PPR). A legenda passou por outras reorganizações e mudanças de nome que conduziram ao atual Progressistas (PP). O PFL, por sua vez, mudou seu nome para Democratas (DEM) em 2007; em 2022, o DEM fundiu-se com o Partido Social Liberal (PSL) para formar o União Brasil. Essas trajetórias representam linhas de continuidade política de diferentes grupos oriundos do sistema partidário anterior, não uma sucessão jurídica única e ininterrupta da ARENA.

Tentativa de refundação da sigla

Em 2012, uma iniciativa liderada por Cibele Bumbel Baginski, estudante de direito de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, procurou organizar um movimento para refundar a ARENA. Segundo reportagem publicada naquele ano, o grupo buscava apoio para tentar registrar uma nova organização com o nome histórico do partido. A iniciativa contemporânea deve ser distinguida da organização que atuou durante a ditadura militar e teve seu registro cancelado em 1980.

A identidade de nome ou a reivindicação de continuidade política não substitui o procedimento de criação e registro de uma organização partidária perante a Justiça Eleitoral.

Ver também

Referências

  1. ↑ «| Atlas Histórico do Brasil - FGV». atlas.fgv.br. Consultado em 7 de junho de 2025. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2026
  2. ↑ Bigeli, Alexandre (7 de março de 2014). «Golpe militar de 1964 - elites e militares derrubaram o governo de Jango». Uol. Consultado em 4 de setembro de 2021. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2026
  3. ↑ Ebenau, Matthias; Liberatore, Victoria (19 de junho de 2013). «Neodevelopmentalist state capitalism in Brazil and Argentina: chances, limits and contradictionsh». dms – der moderne staat – Zeitschrift für Public Policy, Recht und Management (em alemão). ISSN 2196-1395. doi:10.3224/dms.v6i1.13113. Consultado em 7 de junho de 2025. Cópia arquivada em 13 de junho de 2026
  4. ↑ «Lei de Segurança Nacional». FGV CPDOC. Consultado em 4 de setembro de 2021. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2026
  5. ↑ «Far-Right Politics and Its Historical Marriage to Fascism» (em inglês). 20 de novembro de 2024. Consultado em 25 de outubro de 2026
  6. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 Olavo Brasil de Lima Júnior. «Aliança Renovadora Nacional (ARENA)». Atlas Histórico do Brasil. Fundação Getulio Vargas. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2026
  7. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Alcântara, José Carlos (2004). O dualismo partidário no período de 1966 a 1982 e sua representação local (Tese). Assis: Universidade Estadual Paulista. Consultado em 17 de outubro de 2026
  8. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Grinberg, Lucia (2009). Partido político ou bode expiatório: um estudo sobre a Aliança Renovadora Nacional (Arena, 1965–1979). Rio de Janeiro: Mauad X
  9. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Grinberg, Lucia (2022). «"Traição", "desobediência", "indisciplina partidária": cassações de mandatos e suspensões de direitos políticos de parlamentares da Arena (1968–1969)». História. 41. doi:10.1590/1980-4369e2022051
  10. 1 2 3 4 «Lei nº 6.767, de 20 de dezembro de 1979». Presidência da República. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2026
  11. 1 2 3 4 5 6 «Aliança Renovadora Nacional». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 13 de março de 2026
  12. 1 2 3 4 5 6 7 «Partido Democrático Social (PDS)». Atlas Histórico do Brasil. Fundação Getulio Vargas. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 20 de outubro de 2025
  13. 1 2 3 4 5 6 «Década de 60». Câmara dos Deputados. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 26 de outubro de 2025
  14. ↑ «File:1964 marcha.jpg». Wikimedia Commons. Consultado em 17 de outubro de 2026
  15. ↑ «Ato Institucional nº 2, de 27 de outubro de 1965». Presidência da República. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 10 de outubro de 2026
  16. 1 2 3 «Ato Complementar nº 4, de 20 de novembro de 1965». Presidência da República. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 11 de julho de 2026
  17. ↑ Passarinho, Jarbas Gonçalves (1976). Programa da Aliança Renovadora Nacional. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico
  18. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 «Pluripartidarismo teve início nos anos 80». Agência Câmara de Notícias. 1 de outubro de 2006. Consultado em 17 de outubro de 2026
  19. ↑ «Regime usa discurso para baixar o AI-5». Memorial da Democracia. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2026
  20. ↑ «Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968». Presidência da República. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 7 de outubro de 2026
  21. 1 2 3 4 «1974: o início do fim da ditadura». Senado Notícias. 25 de outubro de 2024. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 17 de novembro de 2025
  22. 1 2 3 4 5 6 «ARENA vence, mas MDB tem mais votos». Memorial da Democracia. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 16 de setembro de 2026
  23. 1 2 3 «Eleição silenciada dá vitória à Arena». Memorial da Democracia. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 16 de maio de 2026
  24. 1 2 «Ato Complementar nº 7, de 31 de janeiro de 1966». Presidência da República. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 14 de junho de 2026
  25. 1 2 «Decreto-Lei nº 1.541, de 14 de abril de 1977». Presidência da República. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 10 de junho de 2026
  26. 1 2 «Lei nº 6.339, de 1º de julho de 1976 — Lei Falcão». Câmara dos Deputados. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 6 de outubro de 2026
  27. 1 2 «Emenda Constitucional nº 8, de 14 de abril de 1977». Presidência da República. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2026
  28. 1 2 «Partidos políticos registrados no TSE». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 17 de outubro de 2026
  29. 1 2 «Estudante tenta refundar a Arena, partido da ditadura». Folha de S.Paulo. 3 de agosto de 2012. Consultado em 17 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 7 de agosto de 2024

Bibliografia

Ligações externas