Abre Campo | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | abre-campense |
![]() | |
| Coordenadas: 20° 18′ 03″ S, 42° 28′ 40″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Minas Gerais |
| Municípios limítrofes | Caputira, Jequeri, Matipó, Pedra Bonita, Raul Soares, Rio Casca, Santo Antônio do Grama, São Pedro dos Ferros e Sericita |
| Distância até a capital | 216 km |
| Emancipação | 27 de julho de 1889 (137 anos) |
| Distritos | Lista
|
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Márcio Pessoa Moreira Victor (PSDB, 2025–2028) |
| • Vereadores | 9 |
| Área | |
| • Total | 470,551 km² |
| Altitude | 548.13 m |
| População | |
| • Total (Censo de 2022) | 13 927 hab. |
| • Estimativa (2025) | 14 354 hab. |
| Densidade | 29,6 hab./km² |
| Clima | tropical de altitude (Cwa) |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 35365-000 |
| IDH (PNUD/2010) | 0,654 — médio |
| Gini (2010) | 0.52 |
| • Per capita (IBGE/2023) | R$ 23 803,57 |
| Sítio | abrecampo.mg.gov.br (Prefeitura) camaraabrecampo.mg.gov.br (Câmara) |
Abre Campo é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se na Zona da Mata Mineira, estando situado a cerca de 220 km a sudeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 470 km², sendo que 2 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 14 354 habitantes em 2025.
A origem do topônimo "Abre Campo" remonta aos períodos de desbravamento do território, existindo duas versões documentadas nos acervos históricos do IBGE:
A incursão territorial para a ocupação do atual município começou em meados do século XVIII. De acordo com os registros formais, o primeiro conquistador e povoador dos Sertões de Abre-Campo foi José do Vale Vieira que ali recebeu sesmaria em 1755. Outros exploradores aí se fixaram e, por provisão de 15 de outubro de 1741. Com a paulatina chegada de outros exploradores e o desenvolvimento inicial do povoamento, a localidade foi reconhecida eclesiasticamente. o bispo, Dom Frei João da Cruz criou a freguesia com o título de Santa Ana e Senhora do Rosário da Casa da Casca.
Desde 1734, a mando do conde das Galveias, Matias Barbosa da Silva, um dos abridores da picada de Goiás, passou ali numa bandeira com 70 homens e mais 50 escravos para atacar os botocudos. Passou pelas Escadinhas da Natividade e fundou o Presídio efêmero de Abre-Campo. Em 1770 houve um litígio com o vigário de São José da Barra Longa, mas o arraial se reconstituiu.
Em 1.º de julho de 1850, por meio da lei provincial nº 471, foi criado o distrito de Abre Campo, subordinado ao município de Ponte Nova. Em 1889, o distrito foi elevado à categoria de vila e desmembrado de Ponte Nova, por força da lei provincial nº 3.712, de 27 de julho daquele ano. Três anos depois, a vila chegou à condição de cidade, graças à lei estadual nº 23, de 24 de maio de 1892.
A malha fluvial de Abre Campo integra expressamente a Bacia Hidrográfica do Rio Piranga, contando também com forte influência territorial das margens do Rio Casca. Documentos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) atestam que o relevo geomorfológico circundante (mares de morros de perfil plano-ondulado recobertos por latossolos) impulsiona o volume e a rápida concentração das águas pluviais para as calhas fluviais. Os laudos identificam amplas Áreas de Preservação Permanente (APP) ao redor de nascentes, cursos d'água intermitentes e fragmentos de mata ciliar adjacentes às propriedades de pastagens rurais.
Estudos ambientais da bacia regional apontam que o município está abrigado sob o tipo climático mesotérmico Cwa (clima tropical de altitude). Este clima é meteorologicamente definido pela ocorrência de altas pluviosidades (chuvas concentradas) ao longo do verão, contrapondo-se a períodos de inverno caracteristicamente secos.
A devoção católica é historicamente arraigada na identidade de Abre Campo, centralizada na figura de sua padroeira, Sant'ana. A Igreja Matriz de Santana, epicentro desta tradição religiosa, é tombada formalmente como patrimônio histórico. Além da arquitetura do templo, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) cataloga e protege legalmente a imagem sacra de São Francisco de Paula localizada nesta Matriz, um bem cultural cuja autoria atestada pela literatura especializada pertence a Antônio Francisco Lisboa, o mestre Aleijadinho.
Religião no município de Abre Campo segundo o censo de 2010.
| Religião | % |
|---|---|
| Catolicismo | 87,0 |
| Protestantismo | 11,7 |
| Outras | 0,4 |
| Sem religião | 0,9 |
Do ponto de vista econômico e de infraestrutura, a maior força produtiva empregadora na esfera privada concentra-se no Comércio Varejista, seguido pelas atividades da Administração Pública. No escopo da saúde coletiva, Abre Campo compõe ativamente o Consórcio Intermunicipal de Saúde (CISAMAPI e CIS Caparaó), unindo forças intermunicipais para o financiamento de ambulâncias de suporte avançado para o SAMU e transporte inter-hospitalar.
Sobre o escoamento de resíduos e infraestrutura sanitária:
A integração rodoviária do município ao restante da federação ocorre precipuamente de forma margeada ou cortada pela artéria federal BR-262 (ligando a capital Belo Horizonte até Vitória, no Espírito Santo). A logística do município também depende da malha rodoviária gerida pelo Estado de Minas Gerais, sendo essencial para o escoamento a rodovia estadual LMG-845, no trecho vital que liga as áreas de Sericita ao próprio entroncamento pavimentado da BR-262 nas imediações de Abre Campo.
Abre Campo compõe formalmente as diretrizes do Mapa do Turismo Brasileiro através do circuito regional nomeado "Montanhas e Fé". O potencial receptivo local advém essencialmente do turismo rural interiorano, que combina a gastronomia e culinária próprias da Zona da Mata com o turismo contemplativo e religioso, cujo expoente máximo para a visitação e pesquisa artística é a Igreja Matriz, o acervo de Aleijadinho e as paisagens da macrorregião da Bacia do Rio Casca.
O rol de paralisações legais civis e religiosas da cidade está disciplinado institucionalmente por instrumentos como a Lei Municipal nº 1.400, promulgada em 17 de junho de 2011 pelo Executivo municipal:
|título= (ajuda)