| Macaúba | |||||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart. 1845 | |||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||
Acrocomia antiguana L.H. Bailey | |||||||||||||||||
Acrocomia aculeata é uma palmeira nativa brasileira e uma das duas espécies que são popularmente conhecidas pelos nomes de macaúba, macaíba, boicaiuva, macaúva, coco-de-catarro, coco-baboso, coco-de-espinho, coco-macaúba, macajuba, macaibeira, macajá, mucajá, mocajá, bocaiuva, chiclete-de-baiano, chiclete cuiabano, bocaiúva, macacauba, macaiba, macaibeira, macaúva, mucaia, mucaja e mucajaba. A outra é a Acrocomia intumescens. Sua principal característica são os espinhos escuros, longos e pontiagudos na região dos nós.
"Macaíba" vem do tupi ma'kaí'ba (através da junção de bacaba mais yuba, que significa "coco amarelo"). "Bocaiuva" vem do tupi mokaie'yba. Acrocomia vem dos termos gregos akron (uma) e kome (cabeleira), numa referência ao formato em coroa das folhas da planta.
O termo é visto em vários topônimos no Brasil, entre os quais os municípios de Macaíba (Rio Grande do Norte), Bocaiuva (Minas Gerais), Macaúbas (Capitólio-MG), Macaúbas (Bahia), Bocaiuva do Sul (Paraná) e Macaé (Rio de Janeiro), bem como no antropônimo Bocaiuva.
A palmeira, que apresenta altura de até 15 metros, é uma árvore ornamental. Seus frutos são comestíveis, e de sua amêndoa se extrai um óleo fino semelhante ao da oliveira. Seu óleo é também uma das principais fontes para a produção de biodiesel. Do miolo do tronco, se faz uma fécula nutritiva, as folhas são forrageiras e têm fibras têxteis usadas para fazer redes e linhas de pescar. A madeira é usada em construções rurais.
Sua presença é indicativa de solos férteis e a frutificação ocorre entre três e cinco anos de idade. O cacho pode ter até 60 quilos e a palmeira produz de quatro a seis cachos por ano. A espécie pode sobreviver por 100 anos mas seu plantio ainda é difícil.
O óleo da macaúba, além do uso alimentício, é de excepcional qualidade para uso industrial. Alguns estudos apontam para provável utilização comercial para os dois usos. O fruto também é comestível, assim como o palmito, considerado uma iguaria. Sua torta é também considerada de alto valor nutritivo para alimentação de gado.
Em Cuiabá, o fruto é muito apreciado principalmente pelas crianças e também é conhecida como "chiclete cuiabano".
Além da extração de óleo, a biomassa da macaúba tem sido investigada para a obtenção de combustíveis, materiais adsorventes e outros produtos. As pesquisas incluem o aproveitamento das tortas remanescentes da extração dos óleos da polpa e da amêndoa, do endocarpo, que envolve a semente, e do epicarpo, a casca externa do fruto. Essas aplicações são estudadas no contexto de biorrefinarias, que combinam a obtenção de energia e de diferentes produtos a partir da biomassa.
As tortas da polpa e da amêndoa têm sido avaliadas como ingredientes para alimentação animal e como matérias-primas para a produção de adsorventes. O endocarpo tem sido estudado para a obtenção de biocarvão por pirólise e de materiais adsorventes destinados à remoção de contaminantes da água, incluindo metais e corantes. Entre as aplicações investigadas para o epicarpo estão a fabricação de briquetes, a produção de biogás por digestão anaeróbia e seu uso como suporte para imobilização de enzimas.
Uma revisão publicada em 2026 identificou a digestão anaeróbia e a produção de etanol de segunda geração como caminhos ainda pouco explorados para o aproveitamento desses resíduos. A revisão também apontou limitações para a ampliação das aplicações, entre elas a variabilidade da composição da biomassa, a predominância de estudos de adsorção em escala laboratorial e a escassez de avaliações integradas do ciclo de vida que abranjam cultivo, extração e conversão dos diferentes componentes do fruto.
A planta é encontrada principalmente na floresta latifoliada semidecídua da Mata Atlântica, desde o Pará até São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rio de Janeiro. Além do Brasil, ocorre na Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Venezuela, nas três Guianas, no México e em toda a América Central.