Adail Pinheiro

Adail Pinheiro
Manuel Adail Amaral Pinheiro
Diplomação do quarto mandato, 2024
Prefeito de Coari
Período1.º- 1.º de janeiro de 2001
até 31 de dezembro de 2008
2.º- 1.º de janeiro de 2013 até
8 de fevereiro de 2014
3.º- 1.° de janeiro de 2025
até a atualidade
Dados pessoais
Nascimento9 de dezembro de 1962 (63 anos)
Coari, Amazonas, Brasil
Nacionalidadebrasileiro
PartidoPPS (2001–2013)
PPR (2013–2014)
Republicanos (2014–presente)
ReligiãoCatolicismo romano
ProfissãoEmpresário
OcupaçãoPolítico

Manuel Adail Amaral Pinheiro (Tefé, 9 de dezembro de 1962) é um empresário e político brasileiro filiado ao Republicanos. É prefeito do município de Coari, estando no seu quarto mandato, tendo exercido dois mandatos consecutivos, de 2001 a 2008, 2013 a 2014 e o atual, de 2025 a atualidade. É pai do ex-prefeito do mesmo município e deputado federal pelo Amazonas, Adail Filho e da deputada estadual pelo mesmo estado, Mayara Pinheiro.

Carreira

Adail foi eleito prefeito de Coari pelo Partido Popular Socialista (PPS) de 2001 a 2008, foi filiado ao Partido Republicano Progressista (PRP) e eleito para um terceiro mandato de 2013 a 2014, não concluído por condenações judiciais. Em 2024, filiado ao Republicanos, obteve 51,12% dos votos válidos e assumirá o cargo pela quarta vez.

Resultado Eleições Municipais 2024

Candidatos Votos (%) Resultado
Adail Pinheiro 20.316 51,12 % Eleito
Harben Avelar 18.992 47,78 %
Outros 437 1,10%

Controvérsias

Lei da Ficha Limpa

Pouco antes do pleito de 2012, Adail Pinheiro era considerado inelegível em razão das diversas condenações judiciais e processos em que era réu, respondendo por delitos de naturezas diversas, tais como irregularidades na aplicação de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS), do Fundo Nacional de Saúde e do Ministério do Meio Ambiente, problemas com o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas etc..

Apesar de condenado, réu em dezenas de processos e barrado pela Lei da Ficha Limpa, o ex-prefeito figurava-se como o favorito à eleição municipal de 2012. Conseguiu disputar a eleição por decisão judicial, vencendo o pleito.

Rede de Pedofilia e Crimes Sexuais

Durante as investigações da Operação Vorax, foi constatado o envolvimento do político em uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes e no desvio de mais de R$ 40 milhões em recursos públicos. No início de 2014, após reportagens do programa Fantástico, da Rede Globo, o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas decretou a prisão preventiva de Adail Pinheiro. Em novembro de 2014, ele foi condenado a 11 anos e 10 meses de prisão por crimes como favorecimento da prostituição e submissão de criança ou adolescente à exploração sexual.

Adail cumpriu pena em regime fechado no Comando de Policiamento Especializado (CPE) e, em 2016, foi transferido para o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde recebeu autorização para progredir para o regime semiaberto.

Em janeiro de 2017, a Justiça do Amazonas concedeu indulto natalino a Adail Pinheiro, extinguindo sua pena referente aos crimes sexuais. A decisão foi proferida pelo juiz Luís Carlos Valois, da Vara de Execuções Penais, com parecer favorável do Ministério Público do Amazonas. O magistrado entendeu que o ex-prefeito preenchia os requisitos do decreto de indulto presidencial assinado pelo presidente Michel Temer em dezembro de 2016, que concedia o benefício a condenados a penas inferiores a 12 anos e que já tivessem cumprido ao menos um quarto da sanção. Segundo o Ministério Público, o indulto pôde ser aplicado porque a condenação foi pelo crime de exploração sexual, e não por abuso sexual ou estupro, tipificações que vedavam o benefício.

Em dezembro de 2018, em outra frente de processos, a 2ª Vara Federal de Manaus condenou Adail Pinheiro a 57 anos e 5 meses de prisão por fraudes em licitações e desvios de verbas públicas investigados na Operação Vorax.

Referências