
Escrito em 1981 pelo paleontólogo escocês Dougal Dixon, After Man: A Zoology of the Future, ou apenas After Man (cujo título pode ser traduzido do inglês para o português como Depois do Homem: Uma Zoologia do Futuro), é um livro que mostra, segundo critérios científicos, como a evolução das espécies atuais, movida principalmente pela movimentação dos continentes, pode criar animais que habitariam o planeta Terra 50 milhões de anos de anos no futuro. Esse tipo de ficção científica é chamado de biologia especulativa ou evolução especulativa.
Depois de 50 milhões de anos, grande parte da superfície da Terra está muito diferente: a movimentação constante das placas tectônicas (deriva continental) fez com que a África se movesse mais para o norte, se chocando com a Europa e criando uma grande cordilheira de montanhas onde hoje é o Mar Mediterrâneo. A Austrália e a América do Norte também se moveram para o norte e se ligaram com a Ásia. A América do Sul, por outro lado, se distanciou em direção ao sul e tornou-se um continente isolado, como hoje é a Oceania. O livro também mostra três novos arquipélagos: Lemuria, Pacaus e Batavia.
Seguem abaixo os nomes populares dos supostos animais do futuro e entre parenteses seus nomes científicos. O livro divide os animais do futuro de acordo com seu habitat:
Nota: a América do Sul é tratada como um habitat a parte no livro, pelo fato de, no futuro, ela estar isolada de todos os outros continentes.
Esse livro não foi o único a falar sobre o tema evolução especulativa. Mais tarde, outros autores também fizeram projetos similares, como o livro Future Evolution, de Peter Ward. O próprio Dixon escreveu Man After Man: An Anthropology of the Future, que mostra outra versão do futuro, na qual a humanidade não acaba extinta. Dixon também colaborou no documentário do Animal Planet, The Future is Wild (exibido no Brasil no Discovery Channel com o título de Futuro Selvagem), que utiliza computação gráfica para especular sobre os animais de um futuro ainda mais distante.