Aio

Aio era antigamente a designação que se dava ao mestre, tutor ou preceptor que tinha a seu cargo a educação de um príncipe ou uma criança de família nobre.

Portugal

Na Quarta Dinastia do Reino de Portugal surge como sendo um dos ofícios-mores da Casa Real Portuguesa.

Ao Aio competia a “grande missão de preparar um Rei para a conservação de Portugal”, de o tornar “um Homem para o Futuro”. Cabia-lhe a orientação dos estudos do Príncipe Real, nomeadamente a escolha dos seus professores e a vigilância das lições ministradas ou mesmo a direcção de outras. Tinha como vencimento uma quantia que se igualava ao do Mordomo-mor, sendo um dos poucos ofícios-mores remunerados. E de todos os que não eram Grandes Cargos, as suas funções eram as únicas que não se cingiam às cerimónias da corte, mas antes constituíam um serviço efectivo e quotidiano, que implicava uma grande proximidade à Família Real.

Por sugestão do Marquês de Soveral, em 1902, o lugar de aio é abolido substituído por um Chefe para a Casa dos Príncipes, cujo título seria designado de "Camarista do Rei ao Serviço dos Príncipes.

Aios da Casa Real Portuguesa

Ver também

Referências

  1. ↑ Dicionário de sinônimos, LEXIKON Editora, 22/03/2019, pág. 56
  2. ↑ Dicionário infopédia da Língua Portuguesa (em linha). Porto: Porto Editora, 2003-2019. (consulta 2019-10-11 08:04:46).
  3. ↑ “Nos bastidores da Corte”: O Rei e a Casa Real na crise da Monarquia 1889-1908, por Pedro Urbano da Gama Machuqueiro, Tese de Doutoramento em História, especialidade de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Dezembro de 2013, pág. 44
  4. ↑ “Nos bastidores da Corte”: O Rei e a Casa Real na crise da Monarquia 1889-1908, por Pedro Urbano da Gama Machuqueiro, Tese de Doutoramento em História, especialidade de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Dezembro de 2013, pág. 84
  5. ↑ Efectivamente, para além dos denominados Grandes Cargos (Mordomo-mor, Estribeiro-mor, Capitão da Guarda Real dos Archeiros, Chefe da Casa Militar, Mordomo-mor da Rainha e Mestre-sala), apenas o Aio detém alguma importância funcional para lá da presença nas cerimónias da Monarquia - “Nos bastidores da Corte”: O Rei e a Casa Real na crise da Monarquia 1889-1908, por Pedro Urbano da Gama Machuqueiro, Tese de Doutoramento em História, especialidade de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Dezembro de 2013, pág. 111
  6. ↑ “Nos bastidores da Corte”: O Rei e a Casa Real na crise da Monarquia 1889-1908, por Pedro Urbano da Gama Machuqueiro, Tese de Doutoramento em História, especialidade de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Dezembro de 2013, pág. 106
  7. ↑ Organização da Casa Real: Aios e Preceptores dos príncipes, Blog Monarquia Portuguesa, 1.11.19