| Alan Moorehead | |
|---|---|
| Nascimento | 22 de julho de 1910 Melbourne |
| Morte | 29 de setembro de 1983 (73 anos) Londres |
| Sepultamento | Cemitério de Hampstead |
| Cidadania | Reino Unido, Austrália, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda |
| Alma mater | |
| Ocupação | correspondente de guerra, jornalista, escritor |
| Distinções |
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Alan McCrae Moorehead, (22 de julho de 1910 – 29 de setembro de 1983) foi um correspondente de guerra australiano e autor de obras de história popular, mais notadamente dois livros sobre a exploração do Nilo no século XIX, The White Nile ("O Nilo Branco") (1960) e The Blue Nile ("O Nilo Azul") (1962).
Moorehead nasceu em Melbourne, na Austrália. Estudou no Scotch College, com um Bachelor of Arts pela Universidade de Melbourne. Viajou para a Inglaterra em 1937 e tornou-se um renomado correspondente estrangeiro pelo jornal londrino Daily Express. Escritor, viajante do mundo, biógrafo, ensaísta e jornalista, Moorehead foi um dos escritores de língua inglesa mais bem-sucedidos de seu tempo. Casou-se com Lucy Milner, que no Daily Express em 1937 "presidia uma página para mulheres livre do sentimentalismo condescendente que marcava grande parte da escrita para mulheres na época".
Durante a Segunda Guerra Mundial, conquistou reputação internacional por sua cobertura de campanhas no Oriente Médio e na Ásia, no Mediterrâneo e no Noroeste Europeu.
Foi duas vezes mencionado em despachos e foi nomeado Oficial da Ordem do Império Britânico. Segundo o crítico Clive James, "Moorehead estava lá para as batalhas e as conferências por toda a África do Norte, Itália e Normandia até o fim. O volumoso, mas impossível de largar, African Trilogy, ainda hoje em catálogo, é talvez o melhor exemplo da virtude característica de Moorehead como correspondente de guerra: ele conseguia ampliar a história local para incluir suas implicações globais." E James afirmou ainda: "Sua matéria era famosa mundialmente na época e continuou boa; ele era um repórter de combate muito melhor que seu amigo Ernest Hemingway." A biografia de Montgomery escrita por Moorehead em 1946 também continua bem avaliada – "Moorehead foi perfeitamente capaz de ver – como Wilmot catastroficamente não viu – que Eisenhower era superior a Montgomery em caráter e julgamento."
Em 1956, seu livro Gallipoli ("Galípoli") sobre a desastrosa campanha dos Aliados na Galípoli durante a Primeira Guerra Mundial recebeu aclamação crítica quase sem precedentes (embora mais tarde tenha sido criticado pelo historiador britânico de Galípoli Robert Rhodes James como "profundamente falho e gravemente supervalorizado"). Na Inglaterra, o livro ganhou o prêmio de mil libras e a medalha de ouro do Sunday Times e foi o primeiro ganhador do Prêmio Memorial Duff Cooper. A entrega deste último foi feita por Sir Winston Churchill em 28 de novembro de 1956.
Durante uma viagem à Austrália em 1965, Moorehead começou a colaborar com o produtor Robert Raymond. Raymond disse em 1966 que "teve a primeira ideia para o documentário quando Alan Moorehead esteve aqui no ano passado em visita. Ele estava trabalhando na criação da Australian Wildlife Foundation, e enquanto conversava com ele um dia, de repente eu disse: 'Por que não fazemos um programa?'". Isso se tornou um documentário em duas partes, 'We, the Destroyers' ("Nós, os Destruidores"), transmitido pela emissora comercial TCN-9 em agosto de 1966. Era uma investigação sobre os danos causados à flora e à fauna da Austrália. Era um período de maior conscientização ecológica na Austrália, acompanhado pelo lançamento da Fundação Australiana para a Conservação em 1965.
Em 1966, Moorehead, sua esposa, seu filho mais novo e sua filha (Caroline Moorehead) fizeram o que se tornou, para ele, a primeira de uma série anual de visitas à Austrália. Lá ele havia concluído um roteiro de televisão para seu manuscrito "Darwin and the Beagle" ("Darwin e o Beagle"), mas a tragédia ocorreu antes de o livro ser publicado. Naquele dezembro, sofrendo de dores de cabeça, ele foi ao Hospital Westminster de Londres para fazer uma angiografia, que precipitou um grande derrame.
Por meio de sua esposa, Lucy, porém, sua voz de escritor continuou. Darwin and the Beagle ("Darwin e o Beagle") foi lançado como livro ilustrado em 1969. Em 1972, ela reuniu os ensaios autobiográficos dispersos de seu marido e os publicou como A Late Education ("Uma Educação Tardia"). Moorehead morreu em Londres em 1983 e está sepultado no Cemitério de Hampstead, Fortune Green.
Sua correspondência profissional e pessoal — diários, ensaios para revistas e periódicos, recortes de imprensa, serializações de livros, resenhas de suas obras, notas de contexto, rascunhos e provas de seus escritos, e material relacionado a seus escritos não publicados — foi preservada.
Durante a década de 1960, duas grandes universidades norte-americanas pressionaram Moorehead a depositar seus documentos privados como núcleo de suas coleções de escritores contemporâneos. Em vez disso, em 1971, Alan e Lucy Moorehead levaram seus documentos à Austrália para apresentá-los pessoalmente à Biblioteca Nacional.
Incompleto – a ser atualizado
| Título | Seção | Volume/Parte | Data | Página(s) | Assunto(s) |
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| Illustrious Sir: If You Value Your Life ... ("Ilustre Senhor: Se Você Valoriza Sua Vida...") | A Reporter in Sicily ("Um Repórter na Sicília") | 25/50 | 4-2-1950 | 36–47 | O bandido siciliano Salvatore Giuliano. |
| The Angel in May ("O Anjo em Maio") | Profiles ("Perfis") | 26/8 | 24-2-1951 | 34-65 | Angelo Poliziano. |