Alaxa

Alaxa
Biografia
Nascimento

Manfuha (en)
Morte

Manfuha (en)
Nome nativo
ميمون بن قيس بن جندل
Nome no idioma nativo
ميمون بن قيس بن جندل
Atividade
'Magnum opus'
Mu'allaqat (d)

Alaxa (em árabe: ٱلْأَعْشَىٰ; romaniz.: Al-A'sha) ou Maimune ibne Caice Alaxa (Maymun Ibn Qays al-A'sha; Manfuha, Négede, ? — Manfuha, 629) foi um poeta pré-islâmico árabe de Iamama, na Arábia. Ele alegou ter recebido inspiração de um gênio chamado Misḥal. Embora não fosse cristão, seus poemas demonstram familiaridade com o cristianismo.

Biografia

Alaxa nasceu antes de Maomé, e viveu o tempo suficiente para aceitar a missão do profeta. Nasceu em Manfuha, uma aldeia em Iamama, um antigo distrito situado a leste do planalto do Négede, na atual Arábia Saudita. Tornou-se um cantor errante, viajando por toda a Arábia, desde Hadramaute, no sul, até Hira, ao norte, e, naturalmente, frequentando a feira anual em Taife. Recebeu o apelido de Alaxa, que significa “míope” ou “cego noturno” depois que perdeu a visão. Ele continuou a viajar mesmo após ficar cego, especialmente ao longo da costa oeste da península arábica. Foi então que ele se voltou para a escrita de panegíricos como meio de sustento. Seu estilo, dependente de efeitos sonoros e palavras estrangeiras encorpadas, tende a ser artificial.

Seus poemas de amor são dedicados ao louvor de Huraira, uma escrava negra. Diz-se que ele acreditava nos temas escatológicos cristãos da Ressurreição e do Juízo Final, e era monoteísta. Essas crenças podem ter sido devidas a suas interações com o bispo de Najrã e os ibaditas (cristãos) de Hira. Seus poemas foram elogiados por suas descrições do asno selvagem, pelo louvor ao vinho, por sua habilidade em louvar e satirizar, e pela variedade de métricas empregadas. Seus poemas mais conhecidos são os de louvor a Maomé.

Philip F. Kennedy escreve sobre o amor de Alaxa pelo vinho: “Diz-se que ele quase se converteu ao islamismo em 629, mas não chegou a fazê-lo, dissuadido no último minuto ao descobrir, já a caminho da visita a Maomé, sobre a proibição islâmica do vinho” e “Alaxa se ocupava muito com o vinho, tanto que isso foi considerado o motivo de sua recusa em se converter ao Islã”.

Uma de suas cássidas ou odes às vezes é incluída no Mu'allaqat, uma coleção antiga de poesia árabe.

Edições

Referências

  1. ↑ Eddisford, D. (2019). Proceedings of the Seminar for Arabian Studies Volume 49 2019: Papers from the fifty-second meeting of the Seminar for Arabian Studies held at the British Museum, Londres, de 3 a 5 de agosto de 2018, pp. 297–298
  2. ↑ Jones, Alan. “Early Arabic poetry: select poems.” (2011). pp. 443–444
  3. 1 2 3 4 5 6 7 Thatcher, Griffithes Wheeler. «A'Shā». Encyclopædia Britannica (em inglês). 2 1911 ed. Cambridge: Cambridge University Press. p. 724
  4. ↑ «Asha». The Free Dictionary. Consultado em 20 de maio de 2025
  5. 1 2 Philip F. Kennedy, Abu Nuwas: A Genius of Poetry (2005)
  6. ↑ Nader Masarwah, The Development of Tropes in Arabic Wine Poetry up to the 12th Century AD (2019)

Bibliografia

Ligações externas