Albert Cossery

Albert Cossery
Nascimento3 de novembro de 1913
Cairo
Morte22 de junho de 2008 (94 anos)
Paris
OcupaçãoEscritor
Movimento literárioModernismo

Albert Cossery (Cairo, 3 de novembro de 1913 — Paris, 22 de junho de 2008) foi um escritor egípcio em língua francesa. Considerado um mestre do escárnio, Albert foi também um profeta do prazer e da preguiça. Desde 1951 habitava o mesmo quarto do hotel La Louisiane situado no coração de Saint-Germain-des-Prés em Paris. Foi amigo de escritores como Boris Vian, Jean Genet, Henry Miller e Albert Camus, sendo admirado por todos eles.

Em quase sessenta anos de carreira literária, publicou oito livros ao ritmo de uma frase por dia, quase todos ambientados no Egito. Publicado no mundo inteiro, curiosamente nunca havia sido editado no Brasil até 2004, quando As Cores da Infâmia — seu último trabalho, ganhador do Prêmio Mediterrâneo em 2000, atribuído por um júri que inclui alguns dos mais importantes escritores franceses — foi lançado no país.

Biografia

Albert Cossery nasceu no Cairo, em 3 Novembro de 1913, em uma família modesta de tradição cristã copta. O pai proprietário de terras, nunca acumulou nenhum tipo de riqueza material, influenciando assim os filhos a desenvolverem uma rejeição ao trabalho e ao acumulo de bens. Sua mãe analfabeta costumava levá-lo as sessões de cinema para que ele lesse para ela as legendas dos filmes. Estudou em escolas francesas do Cairo, o amor a literatura teve a influências dos irmãos que eram leitores de Nietzsche, Baudelaire e Dostoiéviski, assim, aos dez anos de idade já tinha feito sua grande escolha, ser escritor. Começa a escrever aos dezoito anos e adota para sua literatura o idioma francês.

Ficou conhecido como o "Voltaire do Nilo", por sua visão irônica e cética do mundo. Ao longo da vida escreveu oito livros, o que gerou o folclore de que o escritor escrevia uma linha por semana. Escritor com muito humor e grande visão crítica do mundo. Sempre rejeitou o culto ao consumo a ambição desenfreada. Ganhador de muitos prêmios alcançou o respeito e a admiração internacional por fazer de sua literatura a mais fiel tradução de seu modo de vida. A obra de Cossery é permeada por suas recordações do Egito, de onde nunca saiu em seu íntimo, de suas memórias e da cultura árabe. As primeiras histórias publicadas primeiramente em revistas deram origem ao romance "Os Homens Esquecidos de Deus".

Abandona o primeiro sucesso literário e busca emprego em um navio da Marinha Mercante, na linha Porto –Said- Nova York, sendo que este foi seu único emprego durante toda sua vida. Depois de algumas viagens, em 1945, muda-se para Paris, e vai viver em um quarto de hotel, onde tinha a intenção de dar continuidade aos estudos, o que não aconteceu passando a dedicar-se a boêmia e a literatura. Logo que chegou a França fez grandes amigos, entre eles, Albert Camus, Jean Genet, Giacometti, Juliette Greco e Roger Nimier.

Em 1990 recebe da Academia Francesa o Grande Prêmio de Francofonia, aos setenta e sete anos. Com o livro "As Cores da Infâmia", recebeu o Prêmio Mediterrâneo em 2000. Morreu aos 94 anos em 22 de junho de 2008 no mesmo quarto de hotel no bairro boêmio de Saint Germain-des-Prés, em Paris, na França onde vivia desde 1945.

Citações

Obra

Ligações externas

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