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Alberto Soriano (Buenos Aires, 27 de agosto de 1920 — 20 de outubro de 1998) foi um botânico argentino. Foi um especialista em espermatófitas.
Alberto Soriano fez seu bacharelato no Colégio Nacional Mario Moreno; em 1942, formou-se na Faculdade de de Agronomia e Veterinária da Universidade de Buenos Aires tornando-se assistente da cadeira de fisiologia vegetal e fitogeografia e, em seguida, assumiu o cargo de professor na Universidade do Litoral.
Suas primeiras explorações botânicas ocorreram nos anos 40 para a Patagônia. resultando na publicação do primeiro trabalho sobre a fitogeografia da Patagônia, La vegetación del Chubut, onde descreveu uma nova família, as Holophytaceas e o gênero Benthamiella.
Foi técnico do Instituto de Botânica do Ministério de Agricultura e Bovinos entre 1848 e 1956 e, entre 1956 e 1957, chefe da Divisão de Ecologia e Fitogeografia da mesma instituição. Por último, em 1957, assumiu o cargo de professor titular na Faculdade de Agronomia, UBA, onde aposentou-se.
Durante 1950 e 1951 ganhou uma bolsa para trabalhar no Instituto Tecnológico da Califórnia sob a direção de Fritz W. Went.
Na década de 60 dedicou-se ao estudo dos cultivos sob o ângulo ecofisiológico e ecológico, conhecido como agroecologia. Ele e seu grupo estudaram três espécies de ervas daninhas que foram usadas como modelos das estratégias da invasão e da perpetuação: Datura ferox , Stypa brachychaeta e a Sorghum halepense, com resultados que tiveram imediata aplicação tecnológica.
Criou a Escola para graduados (atual Escola para Graduados Alberto Soriano) na Faculdade de Agronomia, onde foi diretor até 1997.
Em 1975, tornou-se membro da "Academia Nacional de Agronomia e Veterinária"; em 1981, membro da "Academia Nacional de Ciências Exatas, Físicas e Naturais", e sócio honorário da "Associação Argentina de Ecologia".
Nos últimos anos de sua vida, Soriano trabalhou sem descanso na pesquisa sobre ecofisiologia e ecologia, retornando à exploração da flora da Patagônia com o objetivo de identificar e domesticar novas espécies vegetais, para serem reproduzidas em áreas agropecuárias degradadas.