| Alexandra Curvelo | |
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| Nascimento | 1970 (56 anos) |
| Cidadania | Portugal |
| Alma mater | |
| Ocupação | historiadora de arte, professora universitária |
| Distinções |
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| Empregador(a) | Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa |
| Página oficial | |
| https://novaresearch.unl.pt/en/persons/alexandra-curvelo/ | |
Alexandra Curvelo da Silva Campos (Lisboa, Junho de 1970) é uma historiadora de arte, museóloga e professora universitária portuguesa, especializada em História da Arte Moderna, arte japonesa, cultura material e relações culturais entre a Europa e a Ásia. É professora catedrática do Departamento de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCSH) e investigadora integrada do Instituto de História da Arte (IHA, NOVA FCSH / IN2PAST). Desde julho de 2025, exerce o cargo de Diretora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa, para o mandato 2025–2029.
Alexandra Curvelo licenciou-se em História, variante História de Arte, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 1993.
Em 1997, realizou o mestrado em História de Arte na mesma instituição, com a dissertação: A Imagem do Oriente na Cartografia Portuguesa do Século XVI, orientada por Rafael Moreira.
Doutorou-se em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa, em 2008, sob orientação do professor Rafael Moreira com a tese de doutoramento intitulada Nuvens Douradas e Paisagens Habitadas. A Arte Namban e a sua circulação entre a Ásia e a América: Japão, China e Nova-Espanha (c. 1550–c. 1700), centrou-se na arte Nanban e nos processos de circulação artística e cultural desenvolvidos entre a Ásia, a Europa e a América durante a época moderna.
A investigação de Alexandra Curvelo analisa, a partir de um enfoque no fenómeno da arte Nanban, que decorre da presença dos europeus do Sul no Japão, nomeadamente por via da atividade da missão cristã, a circulação, receção, adaptação e apropriação de cultura material e visual e processos de transferências culturais entre a Europa, a Ásia oriental e os vice-reinos espanhóis da América.
Alexandra Curvelo desempenhou uma importante atividade profissional no âmbito dos museus, da conservação e do património cultural.
Entre 1996 e 2014, trabalhou em diferentes instituições portuguesas ligadas ao património e à conservação. Exerceu funções no Museu Nacional de Arte Antiga, no Instituto Português de Conservação e Restauro e no Instituto dos Museus e da Conservação.
Entre 2009 e 2014, foi conservadora do Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa.
A experiência de Alexandra Curvelo no domínio dos museus e da investigação artística tem estado igualmente associada à organização e curadoria de exposições. Ao longo da sua carreira, participou em projetos expositivos em Portugal e no estrangeiro relacionados com a história das relações entre Portugal e o Japão, a arte Nanban, a presença portuguesa na Ásia e a circulação de objetos e imagens. Nesse sentido, foi comissária, em 2018, da exposição Uma História de Assombro. Portugal-Japão Séculos XVI-XX no Palácio Nacional da Ajuda, Galeria do Rei D. Luís. Já em 2024 fez parte da equipa de curadoria da exposição A China vista da Europa, séculos XVI-XIX, na Biblioteca Nacional de Portugal.
Entre 2018 e 2020, foi Consultora Cultural para o património Nanban de Amakusa, no Japão.
Entre janeiro de 2023 e julho de 2025, exerceu o cargo de Diretora do Instituto de História da Arte. Durante este período, esteve envolvida na coordenação das atividades científicas e institucionais do Instituto.
Como professora da NOVA FCSH, Alexandra Curvelo tem sido responsável por unidades curriculares na licenciatura de História de Arte, no mestrado de História de Arte e Museologia e no Doutoramento em História da Arte. Tem sido igualmente convidadacomo professora e conferencista por diversas instituições académicas, como a Universidade de Lisboa, Universidade Católica Portuguesa, Universidade do Porto, Universidade de Coimbra, Universidade do Minho, a Universidad de Salamanca, Universidad Autónoma de Madrid, École des Hautes Études en Sciences Sociales, Sapienza Università di Roma, Freie Universität Berlin, Universidade de Hamburgo, Ruht-Universität Bochum, University of Warwick, SOAS University of London, Yale University, El Colegio de México, Universidade de São Paulo, Universidade de Macau, National Ising-Hua University, Seoul National University, Nagasaki University, Prefectural University of Kumamoto, Tohoku University, Kyushu University, o Indian Institute of Advanced Study e a Accademia Ambrosiana.
Alexandra Curvelo integra também o Conselho Nacional de Cultura, órgão consultivo do Ministério da Cultura, desde 2025. A sua participação está relacionada com áreas como os museus, a conservação, o restauro e o património cultural móvel. Esta dimensão institucional complementa a sua atividade académica e museológica e reflete a sua experiência no estudo e na preservação do património cultural.
Em julho de 2025, Alexandra Curvelo tomou posse como Diretora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa. O seu mandato corresponde ao período de 2025 a 2029.
Também em 2025, a propósito da participação da NOVA na Expo 2025, participou, junto com o professor João Paulo Oliveira e Costa no podcast NOVA TALKS, com a temática: "Portugal e o Japão: um diálogo com séculos".
Alexandra Curvelo tem desenvolvido uma atividade editorial no âmbito da História da Arte e dos estudos luso-japoneses. Entre 2010 e 2016, foi editora-chefe do Bulletin of Portuguese-Japanese Studies, publicação dedicada ao estudo das relações históricas e culturais entre Portugal e o Japão. Entre 2016 e 2025, integrou a direção da Revista de História da Arte, publicação científica associada ao Instituto de História da Arte.
Entre 2012 e 2015, Alexandra Curvelo foi investigadora principal do projeto financiado pela FCT, "Interações entre Rivais: a Missão Cristã e as Seitas Budistas no Japão (c.1549-c. 1647)".
O projeto estudou as relações entre as missões cristãs e as comunidades budistas no Japão durante o período compreendido entre a chegada dos primeiros missionários cristãos ao arquipélago e as transformações políticas e religiosas que conduziram à restrição e posterior proibição do cristianismo. A investigação, que contou com a colaboração da École Eransaise d'Extrême Ovicat (Paris) e da Escola Italiana de Estudos da Ásia Oriental (Quioto) e que envolveu uma equipa internacional, procurou analisar as relações entre diferentes comunidades religiosas, bem como o papel desempenhado por objetos, imagens, textos e práticas culturais na transmissão de ideias entre o Japão e a Europa.
Este projeto está associado a um livro, Interactions Between Rivals: The Christian Mission and Buddhist Sects in Japan (c.1549-c.1647), e a uma base de dados em acesso aberto disponível em: https://cham.fcsh.unl.pt/buddhism/.
Em 2019, Alexandra Curvelo recebeu o prémio "Louvor de Mérito Especial do Embaixador do Japão", em Lisboa. A distinção reconheceu o seu trabalho de investigação e a divulgação, de âmbito nacional e internacional, dos estudos relacionados com as relações luso-japonesas. O reconhecimento refletiu a importância da sua contribuição para o conhecimento e divulgação do património histórico e artístico associado aos contactos entre Portugal e o Japão.
