| Alexandre Deulofeu | |
|---|---|
| Nascimento | 20 de setembro de 1903 L'Armentera |
| Morte | 27 de dezembro de 1978 (75 anos) Figueres |
| Cidadania | Espanha |
| Ocupação | político, filósofo, historiador |
| Cargo(s) | prefeito de Figueres (1937–1937) city councillor of Figueres |
| Página oficial | |
| https://www.deulofeu.org/ | |
Alexandre Deulofeu Torres (L'Armentera, 20 de setembro de 1903 – Figueres, 27 de dezembro de 1978) foi um político e filósofo contemporâneo que escreveu sobre aquilo que chamou de teoria cíclica sobre a evolução das civilizações.
Alexandre Deulofeu nasceu em L'Armentera, província de Gerunda, Catalunha (Espanha), a 20 de Setembro de 1903, onde o seu pai trabalhava como farmacêutico. Aos três anos foi viver para Sant Pere Pescador e nove anos mais tarde mudou-se para Figueres. Fez o bacharelato no Instituto Ramon Muntaner em Barcelona e tirou Farmácia e Ciências Químicas em Madrid, finalizando este último em Barcelona. Ao voltar a Figueres ganha o estatuto de professor e lecciona na escola secundária figuerense, dando início a uma etapa de intensa actividade política, primeiro como dirigente da Juventude Nacionalista Republicana de Ampurdán e depois como governante do partido Esquerra Republicana de Catalunya (ERC). Foi acidentalmente presidente da câmara municipal de Figueres durante a Guerra Civil, onde evitou confrontos, saques e perseguições. Foi mobilizado para a frente de guerra como especialista de saúde. A 5 de Fevereiro de 1939 exilou-se em França, com a retirada republicana. No exílio exerceu vários ofícios: professor de diversas matérias, músico violinista e saxofonista em diferentes grupos de música animada e clássica, agricultor experimental – criou plantações sem terra com soluções líquidas da sua invenção, operário de fábrica, pedreiro, escritor, poeta, etc. Estabeleceu amizade com Francesc Pujols e Salvador Dalí. Regressou do exílio a 22 de Janeiro de 1947 dedicando-se à Farmácia, prosseguindo com as suas investigações e continuando a escrever. Morreu em Figueres a 27 de Dezembro de 1978 deixando a versão extensa da sua grande obra intitulada A matemática da história inacabada.
Afirmou que as civilizações e os impérios passam por uns ciclos equivalentes aos ciclos naturais dos seres vivos. Cada civilização pode chegar a cumprir, no mínimo, três ciclos com 1700 anos cada um. Os impérios, compreendidos dentro das civilizações, têm uma duração média de 550 anos. Afirmou que uma vez conhecendo a natureza dos ciclos poder-se-ão evitar guerras e fazer com que os processos decorram de forma pacífica e não violentamente. Afirmou também que a humanidade poderá ser capaz de conhecer os próprios ciclos, de os alterar e que esta há-de tender a organizar-se sob a forma de uma Confederação Universal de povos livres.
O enunciado da lei matemática que, segundo ele, determina a evolução dos povos resume-se nos seguintes pontos (Capítulo III de A Matemática da História em catalão, edição de 1967):
As ideias de Deulofeu estão relacionadas com as ideias de Oswald Spengler e de Arnold J. Toynbee, uma vez que também difundiram teorias sobre o carácter cíclico das civilizações, mas sem alcançar a medida matemática exacta apresentada por si.
Durante o seu exílio e também depois, Deulofeu percurreu variados museus, templos e monumentos de diferentes países onde, entre outras conclusões, deduziu ter encontrado a origem da arte românica durante o século IX entre o Empordà e o Rosselló, que era a origem do que ele considerava o segundo ciclo da civilização europeia ocidental, depois do primeiro ciclo.