| Alexandre Gueiros | |
|---|---|
| Nome completo | Alexandre Ruben Milito Gueiros |
| Nascimento | 11 de julho de 1948 (78 anos) Recife, Pernambuco |
| Residência | Vila Velha, Espírito Santo |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Gabriela Milito Gueiros Pai: Rubem Furtado Gueiros |
| Cônjuge | Gladys Dodd Gueiros |
| Filhos | Gabriela Dodd Gueiros, Eduardo Dodd Gueiros e Isabela Dodd Gueiros |
| Alma mater | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
| Ocupação | pastor, embaixador aposentado, diplomata |
| Prêmios | Comenda “Gedelti Gueiros” |
| Religião | Evangélico Pentecostal (Igreja Cristã Maranata) |
| Website | https://www.igrejacristamaranata.org.br/ |
Alexandre Ruben Milito Gueiros (Recife, 11 de julho de 1948) é um jurista, diplomata, pastor evangélico e atual presidente da Igreja Cristã Maranata, sendo primo do terceiro presidente (Gedelti Gueiros, presidente de 2007 a 2025) e genro do segundo presidente (Edward Dodd, presidente de 1986 a 2007).
Sua trajetória reúne três dimensões marcantes: a carreira diplomática no serviço exterior brasileiro, a tradição familiar ligada ao protestantismo histórico nordestino e a atuação pastoral no interior da Igreja Cristã Maranata, instituição da qual viria a tornar-se presidente décadas mais tarde.
Filho de Rubem Furtado Gueiros — este um dos doze filhos do reverendo Jerônimo Gueiros, pastor presbiteriano conhecido como “Leão do Norte” — e de Gabriela Milito Gueiros, nasceu em Recife, capital pernambucana, aos 11 de julho de 1948.
O ambiente familiar em que cresceu era profundamente marcado pela tradição religiosa protestante.
Seu avô, Jerônimo Gueiros, foi figura de grande influência no presbiterianismo nordestino, conhecido por sua firmeza doutrinária e intensa atividade pastoral, o que contribuiu para moldar o contexto espiritual e cultural no qual Alexandre foi criado.
Casou-se com Gladys Gueiros Dodd, filha de Sara Gueiros Dodd — irmã de Gedelti Gueiros — e do pastor Edward Hemming Dodd, que presidiu a Igreja Cristã Maranata entre 1986 e 2007.
Por meio desse casamento, Alexandre Gueiros aproximou-se ainda mais da liderança histórica da Igreja Cristã Maranata, passando a integrar o círculo familiar que, por décadas, desempenhou papel relevante na condução institucional da denominação.
Bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Tendo ingressado no Ministério das Relações Exteriores do Brasil em 1971, após concluir o Curso de Preparação de Carreira de Diplomata, pelo Instituto Rio Branco.
O ingresso na diplomacia marcou o início de uma longa trajetória no serviço exterior brasileiro, caracterizada pela atuação em funções administrativas, consulares e diplomáticas tanto no Brasil quanto no exterior.
Nesse mesmo ano tornou-se Assistente do Chefe da Divisão de Organização e Chefe do Setor de Assuntos Gerais do Cerimonial, função que exerceu entre 1971 e 1973. Entre 1973 e 1975 foi Assistente do Chefe do Cerimonial.
Ingressou na carreira como Terceiro Secretário, tendo sido promovido a Segundo Secretário em 1976 (por antiguidade) e, por conseguinte, a Primeiro Secretário em 1979 (por merecimento).
De 1982 a 1983, foi Assistente do Chefe da Divisão da América Meridional-I.
Posteriormente, foi promovido a Conselheiro em 1990 e, em 1999, a Ministro de Segunda Classe da Carreira de Diplomata do Quadro Permanente do Ministério das Relações Exteriores, cargo que ocupou até 2007.
Nesse ínterim desempenhou as funções de Cônsul-Geral Adjunto em Chicago (1991), Ministro-Conselheiro na Embaixada do Brasil em Lisboa (2001) e Ministro-Conselheiro em Dublin entre 2004 e 2007.
Em 2007, foi nomeado embaixador do Brasil na Jamaica, pelo então presidente Lula.
Ao longo de quase cinco décadas de carreira pública, participou de atividades diplomáticas relacionadas à representação internacional do Brasil, ao cerimonial diplomático e às relações bilaterais com diversos países. Aposentou-se da carreira diplomática em 2019.
Também é Coordenador do Conselho Diretor da Mesa Redonda para a Liberdade Religiosa.

Paralelamente à carreira diplomática, Alexandre Gueiros manteve vínculos constantes com a vida religiosa da Igreja Cristã Maranata, participando de atividades eclesiásticas e acompanhando de perto a evolução institucional da denominação, tendo deixado também a Igreja Presbiteriana do Brasil para junto de sua família, Gueiros, na Maranata (cujo segundo presidente era seu sogro e o terceiro, seu primo).
Após sua aposentadoria do serviço exterior, passou a dedicar-se mais intensamente às atividades da igreja.
Tornou-se vice-presidente da Igreja Cristã Maranata e de seu Conselho Presbiteral também em 2019.
A partir desse período, passou a desempenhar papel mais visível na administração e na orientação institucional da igreja, participando das decisões colegiadas do Conselho Presbiteral e acompanhando a organização das atividades da denominação no Brasil e no exterior
Com o falecimento de seu primo, Gedelti Gueiros, em 5 de julho de 2025, Alexandre Gueiros assumiu a presidência da Igreja Cristã Maranata. Presidência esta que fora exercida anteriormente por seu sogro, Edward Hemming Dodd, entre 1986 e 2007.
A sucessão ocorreu em conformidade com o Estatuto da denominação, segundo o qual o vice-presidente assume automaticamente a presidência em caso de vacância do cargo. Dessa forma, Alexandre tornou-se o quarto presidente da Igreja Cristã Maranata, sucedendo duas figuras centrais na história institucional da igreja: Edward Hemming Dodd e Gedelti Gueiros.
Sua chegada à presidência marcou o início de um período de transição institucional após o longo ciclo de liderança exercido direta e indiretamente por Gedelti Gueiros ao longo de quase seis décadas.
Na Escola Bíblica Dominical de 6 de julho de 2025, apresentou-se publicamente como vice-presidente e membro do Conselho Presbiteral, gesto que foi interpretado por alguns observadores como possível sinal de futura reconfiguração do modelo tradicional de liderança centralizada que caracterizara a denominação por décadas.
Na transmissão de 8 de julho de 2025, pela TV Maanaim, Alexandre afirmou que sua gestão não representaria ruptura doutrinária, mas continuidade institucional:
"Apesar disso tudo, o Senhor continua conosco. A doutrina não se altera, será sempre a mesma: Corpo, Sangue, Direção do Espírito Santo, a Palavra Revelada. Continuaremos aí. Nunca o Senhor deixará de nos dirigir. E Graças a Deus, amados irmãos, porque nos temos o Conselho que o Senhor levantou e que vive na dependência do Espírito Santo para tomada de decisões. Conselho sempre sob a direção de nosso querido e inesquecível presidente [Gedelti] sempre foi um instrumento que ele [Gedelti] utilizava com a sabedoria que o Senhor lhe concedeu para buscar a direção do Senhor. Esse Conselho continuará a buscar a direção do Senhor para todas as nossas decisões. Esse Conselho continuará a buscar a direção do Senhor para todas as nossas decisões. Esse é o consolo para nós, é ânimo para nós. O Espírito Santo jamais nos deixará; continuará a nos revelar a medida que nos continuarmos - e continuaremos - dispostos a ouvir que Ele tem a dizer à Sua Igreja."
Apesar dessa ênfase na continuidade doutrinária, algumas mudanças administrativas começaram a ser observadas nos primeiros anos de sua presidência. Uma das alterações mais perceptíveis ocorreu no funcionamento da Escola Bíblica Dominical, cujo modelo de transmissões centralizadas provenientes do Maanaim de Domingos Martins passou a ter menor caráter obrigatório.
Com essa mudança, pastores locais passaram a ter maior autonomia para preparar e ministrar suas próprias aulas bíblicas nas igrejas sob sua responsabilidade, retomando parcialmente um modelo de ensino mais descentralizado semelhante ao que existia antes da centralização promovida durante a presidência de Gedelti.
Também foram realizadas modificações na periodicidade dos seminários da igreja, que deixaram de ocorrer semanalmente e voltaram a ser realizados mensalmente, retomando padrão existente em fases anteriores da história institucional da denominação.
Da mesma forma, passou a ser novamente permitida a transmissão de cultos locais pelas próprias igrejas, prática anteriormente restrita pela administração anterior, que privilegiava transmissões centralizadas sob controle da presidência.
Em 2026, por meio da Circular n.º 29, Alexandre Gueiros promoveu também a reorganização das reuniões semanais da igreja, restabelecendo a regularidade de cultos ao longo de toda a semana. A nova organização litúrgica passou a contemplar reuniões distribuídas da seguinte forma:
Observa-se que, sob sua liderança, a Igreja Cristã Maranata tem demonstrado um estilo institucional mais diplomático em sua relação pública, com menor ênfase em confrontos com ex-membros ou outras denominações e maior foco no ensino bíblico e na organização interna da igreja — característica frequentemente associada à formação diplomática de Alexandre Gueiros.
Em 2022, foi agraciado com a Comenda Gedelti Gueiros, da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, pelos serviços prestados à instituição religiosa.
Ademais, recebera as seguintes comendas internacionais:
Essas distinções refletem o reconhecimento institucional de sua atuação no serviço diplomático brasileiro e nas relações internacionais do país.
| Precedido por Pr. Gedelti Gueiros |
Presidente da Igreja Cristã Maranata 2025-atualidade |
Sucedido por — |