| Alice Geirinhas | |
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| Nascimento | Maria Alice Barriga Geirinhas dos Santos 1964 (62 anos) |
| Cidadania | Portugal |
| Ocupação | artista visual |
Alice Geirinhas (Évora, 1964) é uma artista visual portuguesa, ilustradora, curadora e docente na Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
O seu trabalho dedica-se essencialmente a questões de género, sexualidade, identidade e temas feministas interseccionais. Expõe regularmente desde os anos 1980 e o seu trabalho integra diversas colecções públicas e privadas.
É co-autora de Gasp #0 (1992), o primeiro fanzine em Portugal dedicado à BD no feminino.
Alice Geirinhas nasceu em 1964, na cidade de Évora.
Estudou na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa onde, em 1989, terminou a Licenciatura em Escultura. É mestre em Práticas Artísticas Contemporâneas pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto (2007-2009). Doutorou-se em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (2010-2013).
Frequentou o curso de Cinema de Animação do ACARTE (1988-1989), o pioneiro Serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.
Trabalhou como ilustradora no Jornal Combate (1988). Colaborou n'O Independente e no Público (Mil Folhas). Publicou ilustrações suas em várias revistas de banda desenhada, entre elas a Quadrado e a Lx Comics.
Foi professora de ilustração no ACARTE (Fundação Calouste Gulbenkian) e no Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual. Entre 2001 e 2005, programou e coordenou a área de formação da Bedeteca de Lisboa. Leccionou Desenho no curso de Design e Multimédia na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (2008-2021).
Curou as exposições Ilustração Portuguesa 2000 (Cordoaria Nacional, Bedeteca de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa), Ilustração Portuguesa 2002 (Oceanário de Lisboa, Bedeteca de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa), Os Meus Monstros (Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha), Ilustração Portuguesa 2004 (Cordoaria Nacional, Bedeteca de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa), Coisas que Acontecem (Cordoaria Nacional, Bedeteca de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa) e Não se faz bem geografia quando se faz só geografia (Biblioteca Orlando Ribeiro, Bedeteca de Lisboa).
É autora de diversos livros de banda desenhada, fanzines e livros de artista: Alice (1999), A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer (2003), Livro para Colorir (2006), Alice’s Guest Book (2010), Repulsa (2010), The Cabinet of Dr Alice (2014), Manifesto Visual (2016) e Girlschool! (2016), entre outros.
Foi co-editora do projecto A Vaca que Veio do Espaço (1986/87-1988/89), juntamente com José Fonseca e João Fonte Santa. Colectivamente, editaram Facada Mortal, Tom Sida Magazine ou Joe Índio.
Participa na edição do fanzine Estrela Decadente - onde publica, mensalmente, o ensaio visual Mulheres na BD.
Foi distinguida com o Prémio Jovem Cineasta Português, atribuído em 1990, pelo Cinanima - Festival Internacional de Cinema de Animação, com a curta Uma História de Amor.
Fez parte do grupo de artistas convidados a expor, em 2004, no Museu Stenersen, em Oslo, no âmbito da exposição Portugal: 30 Artists Under 40, inaugurada pelo Presidente da República Jorge Sampaio e pela Rainha Sónia da Noruega.
Em 2023, foi uma das artistas convidadas pelo cartoonista António Jorge Gonçalves, a falar sobre o seu trabalho, na série documental Pessoas que Desenham a Liberdade, produzida e exibida pela RTP.
Integra o colectivo Sparring Partners, que cria em 1995 com João Fonte Santa e Pedro Amaral, e o duo Girlschool, que forma, desde 2016, com a artista Susana Mendes Silva, e através do qual desenvolvem aulas performativas sobre arte e sexualidade.
Em 1995, realiza a sua primeira exposição individual, intitulada A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer, na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa. A esta seguiram-se, entre outras, Alice (Bedeteca de Lisboa), Ce sex qu’est pas un (Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira), Chora (Rua das Gaivotas 6, Lisboa), War & Love (Galeria 24B, Oeiras), Existem Pedras nos Olhos (Galeria Quadrum, Lisboa), Sexus Sequior (Galeria Municipal Artur Bual - Casa Aprígio Gomes, Amadora) e Sycorax (Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa).
Das mostras colectivas em que participou, destacam-se: Zapping Ecstazy (Círculo de Artes Plásticas de Coimbra), X‐Rated (Galeria Zé dos Bois, Lisboa), Re‐produtores de Sentido (SESC, Rio de Janeiro), Amor Veneris - Viagem ao prazer sexual feminino (Palácio Anjos, Algés), Ver no Escuro (Centro de Artes de Águeda), 15 Anos de MACE (Museu de Arte Contemporânea de Elvas), Ponto de Fuga (Cordoaria Nacional, Lisboa), Humidifique-se (Bregas, Lisboa), Motel Coimbra #1 (Colégio das Artes - Universidade de Coimbra), Género na Arte (Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa).
Participou na Residência Artística WE ONLY WANT THE INTANGIBLE no ECMA - Ex Cinema Mele Aperto, um cinema desactivado localizado em Pizzo, na Calábria, Itália. Desta resultou uma exposição colectiva na Zaratan - Arte Contemporânea, em Lisboa, e um ensaio visual publicado na Wrong Wrong Magazine.
A sua obra encontra-se representada em várias colecções, nomeadamente, a da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, a da Fundação PLMJ, a Colecção António Cachola, a Coleção de Arte Contemporânea do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, a Colecção de Arte Contemporânea da Fundação Altice (Portugal Telecom), a Colecção Jorge Silva, a Colecção da Fundação Ilídio Pinho, a Colecção do Museu do Neo-Realismo e do Museu Nacional de Arte Contemporânea.
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