Alpendurada e Matos | |
|---|---|
Freguesia portuguesa extinta | |
| Gentílico | alpendoradense, alpenduradense, matense |
| Localização de Alpendurada e Matos em Portugal Continental | |
![]() | |
| Coordenadas: 41° 05′ 00″ N, 8° 15′ 00″ O | |
| Município primitivo | Benviver |
| Município (s) atual (is) | Marco de Canaveses |
| Freguesia (s) atual (is) | Alpendorada, Várzea e Torrão |
| Extinção | 28 de janeiro de 2013 |
| Área | |
| • Total | 10,54 km² |
| População | |
| • Total (2011) | 5 580 hab. |
| Densidade | 529,4 hab./km² |
A Freguesia de Alpendurada e Matos foi uma freguesia portuguesa do Município de Marco de Canaveses que tinha 10,54 km² de área e 5 580 habitantes. A sua densidade populacional era, por isso, de 529,4 hab./km².
A sua principal povoação, Alpendurada e Matos, foi elevada a vila em 16 de Agosto de 1991, passando a ser designada por Vila de Alpendorada.
Até à revolução liberal fez parte do couto de Alpendorada, sendo então integrada no entretanto extinto concelho de Benviver.
A freguesia foi extinta pela reorganização administrativa de 2013, sendo o seu território integrado na freguesia de Alpendorada, Várzea e Torrão.
| População da freguesia de Alpendurada e Matos | ||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1864 | 1878 | 1890 | 1900 | 1911 | 1920 | 1930 | 1940 | 1950 | 1960 | 1970 | 1981 | 1991 | 2001 | 2011 |
| 1 148 | 1 329 | 1 355 | 1 326 | 1 473 | 1 453 | 1 596 | 2 028 | 2 101 | 2 497 | 3 072 | 3 937 | 4 234 | 4 883 | 5 580 |
| Distribuição da População por Grupos Etários | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ano | 0-14 Anos | 15-24 Anos | 25-64 Anos | > 65 Anos | 0-14 Anos | 15-24 Anos | 25-64 Anos | > 65 Anos | |
| 2001 | 1 145 | 837 | 2 530 | 371 | 23,4% | 17,1% | 51,8% | 7,6% | |
| 2011 | 1 126 | 782 | 3 142 | 530 | 20,2% | 14,0% | 56,3% | 9,5% | |
Há notícia de Alpendorada referindo o ano do Senhor 870, século IX, conforme cópia na contracapa do que será o documento Latino-Português mais antigo até hoje decifrado, que está escrito em pergaminho e arquivado na Torre do Tombo, em Lisboa.
A Enciclopédia Beneditina Lusitana (Tomo II), dedica a Alpendorada trinta e cinco páginas e aponta a fundação do Mosteiro de S. João Baptista de Pendorada para 1024. O Dicionário Corográfico Américo Costa dedica a Alpendorada quase seis páginas e confirma a fundação em 1024.
O Padre Manuel Vieira de Magalhães, o elucidário de Santa Rosa do Viterbo, Pinheiro Leal em “Portugal Antigo e Moderno“, José Mattoso, etc., apontaram 1054, 1059, 1062 e 1064 como datas da fundação, mas todos confirmam a sua existência em 1834.
Falam de Alpendorada Alberto Pimentel, século XIX, em corografia da Terra Portuguesa e Testamento de Sangue, Camilo Castelo Branco, século XIX, em “A Bruxa do Monte Córdoba”, Raul Rego, “Jornal de Notícias”, século XX, o Padre David Teixeira, “O Marcoense” de 1943, D. Rafael Abade de Singeverga, reitor do Instituto Pio XII em 1992, entre outros.
Alpendorada foi até ao liberalismo sede do couto de São João de Pendorada, que incluía também a localidade de Várzea do Douro (já Matos integrava o concelho de Benviver). De acordo com o censo de 1801, o couto de Pendorada tinha, no total, 1350 habitantes; Matos tinha 183 habitantes. Com as reformas liberais do séc. XIX, o couto é extinto e, a 6 de novembro de 1836, Várzea do Douro desvincula-se de Alpendorada e ambas as localidades tornam-se freguesias separadas. Para além disso, à semelhança de Torrão e Vila Boa do Bispo, ambas foram integradas no entretanto extinto concelho de Benviver.
Em 1852, com a extinção de Benviver e a formação do concelho de Marco de Canaveses, Matos e Alpendorada passam a integrar o recém-formado concelho. Mais tarde, ainda no séc. XIX, dá-se a junção da freguesia de Matos à de Alpendorada, passando a freguesia a designar-se Alpendurada e Matos.
A freguesia de Alpendurada e Matos foi elevada a vila a 16 de agosto de 1991.
Com a reorganização administrativa de 2013, a freguesia de Alpendurada e Matos foi extinta e agregada a duas outras, Várzea do Douro e Torrão, resultando na freguesia de Alpendorada, Várzea e Torrão, com sede na primeira.
Alpendorada teve, ao todo, 3 títulos nobiliárquicos. O primeiro, o título de Barão de Alpendurada, foi criado em 1848 por D. Maria II e concedido a António Vieira de Magalhães (1789-1859), natural da Feira Nova. Em 1851, a mesma rainha eleva António Vieira de Magalhães a Visconde de Alpendurada, título esse que passará para a sua filha, Josefina Augusta Vieira de Magalhães (1829-1892). Mais tarde, em 1882, o rei D. Luís I cria o título de Conde de Alpendurada, concedendo-o a João Baptista Pereira da Rocha (1831-1903), natural de Lamego e marido de Josefina Augusta, e à sua descendência.
Este primeiro núcleo "corresponde à primeira fase de um projeto que visa estender o museu para muitos lugares". Este museu [o único no país ligado ao granito] é diferente, pela sua conceção, pelo que está ligado à ancestralidade humana e que desce progressivamente até à atualidade", referiu. "O museu está pensado para se espalhar por vários espaços que marcam a relação do homem com a pedra, a pedra com a arte, com o património e com a sua história".)
