A amante real é uma ocupação - e algumas vezes um título não-oficial na corte real - para a amante de um monarca ou um herdeiro aparente. Como tal, a amante deveria prover serviços de natureza íntima, como manter uma relação romântica ou sexual, além de fazer companhia e dar conselhos, recebendo em troca dinheiro e segurança, títulos e honrarias, e posições de influência na corte, configurando um considerável “poder por trás do trono”. Sua origem e prevalência são explicados pelas considerações dinásticas dos casamentos reais, com pouco ou nenhum espaço para as preferências sentimentais do monarca.
O título de amante-real nunca foi oficializado, e era justificado por meio de posições como a dama de companhia e a dama de honra - no caso de serviços de assistência para membros femininos da família real, ou como governanta de seus filhos. No início da realeza francesa, contudo, esta posição era um segredo aberto, sem nenhuma divisão entre poder formal e informal. Do século XV em diante, principalmente neste país, as principais amantes receberam o título semi-oficial de "amante oficial" (maîtresse-en-titre, em francês), além de seus próprios quartos no palácio. Uma amante nesta condição poderia também ser chamada de "amante declarada" (maîtresse déclarée). E uma amante menos importante e não contabilizada, como "pequena amante" (petite maîtresse).
Na Europa, filhos gerados por tais amantes não eram considerados para na ordem de sucessão, exceto quando da legitimação de casamentos secretos. Nesse contexto, ocorreu a Rebelião de Monmouth, quando Jaime Scott, 1.º Duque de Monmouth reivindicou o trono da Inglaterra e da Escócia, sob o fundamento de que a sua mãe foi mulher, em vez de uma amante, de Charles II.
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