| Amphiroa | |
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| Classificação científica | |
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Amphiroa J.V. Lamouroux, 1812 é o nome botânico de um gênero de algas vermelhas pluricelulares da família Corallinaceae, subfamília Amphiroideae.
São algas marinhas encontradas em regiões tropicais e subtropicais.
Amphiroa foi descrita pela primeira vez pelo biólogo e naturalista frances Jean Vincent Félix Lamouroux em 1812, tendo Amphiroa tribulus como espécie-tipo do gênero. Esse gênero foi nomeado em homenagem a Amphiro, uma ninfa marinha do poema épico Teogonia, do poeta grego Hesíodo. Atualmente, existem 72 nomes de espécies aceitos para esse gênero.
Amphiroa é caracterizada por um talo ereto que se fixa ao substrato por meio de uma base crustosa pouco visível, e possui ramos maduros diferenciados em áreas alternadas de intergênulos calcificados e gênulos não calcificados. Os ramos são compostos por mais de uma camada de células, e não exibem quaisquer ramos dimerosos em forma de flange. As espécies podem alcançar cerca de 30 cm. Os talos tomam forma crustosa (aspecto de crosta aderido ao substrato), e são dicotômicos. Os organismos possuem conexões secundárias por fosseta. A Amphiroa se reproduz por meio de conceptáculos e ela produz tetrasporos. Seus canais de poros são revestidos com filamentos paralelos, a morfologia desse canal é um traço-chave usado para delinear espécies dentro do gênero.
Amphiroa é um gênero cosmopolita que habita desde os trópicos até as regiões temperadas.
Este gênero é encontrado desde a zona entre-marés até as áreas subtidais do recife.
As espécies dentro do gênero Amphiroa exibem um ciclo de vida trifástico, no entando, seus tetrasporângios, espermatângios e carposporângios são produzidos a partir de um órgão especializado chamado conceptáculo. Esse ciclo trifástico envolve a produção de tetrásporos (N) pelo tetrasporófito (2N) e o subsequente desenvolvimento dos tetrásporos em gametófito masculino ou feminino (N). O espermácio resultante produzido pelo gametófito masculino é posteriormente capturado pelo tricógino do gametófito feminino, levando a sua eventual fusão e ao desenvolvimento do carposporófito (2N), o cilco é completado quando os carposporos (2N) são liberados e se desenvolvem no próximo conjunto de tetrasporófitos.
As espécies de Amphiroa são impalatáveis devido ao seu talo ser altamente calcificado e, assim, não há cultivo e uso imediato para essa alga.
Amphiroa contém vários compostos bioativos semelhantes aos de outras algas, por exemplo, o ácido elágico, ácido gálico e compostos fenólicos dentro de A. anceps mostraram ser um potencial agente antifúngico, além disso, a adição de polissacarídeos de A. fragilissima mostrou melhorar o intestino de camarões cultivados.
Atualmente, esse gênero não está sendo utilizado em escala comercial devido a falta de técnicas de cultivo.
Apresenta 47 espécies taxonomicamente válidas, entre elas: