| Ana Jotta | |
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| Nascimento | |
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| Prémios | Grande Prémio EDP/Arte 2013 |
| Área | Artes Plásticas / Pintura |
Ana Maria Torres Malta Jotta (São Sebastião da Pedreira, Lisboa, 1946), conhecida por Ana Jotta é uma artista plástica / pintora portuguesa.

Nasceu em 1946 em Lisboa, cidade onde vive e trabalha. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e, depois, a Ecole Nationale Supérieure des Arts Visuels de la Cambre, Bruxelas (1965-68). Ao longo dos anos de 1970 dedicou-se principalmente ao teatro, tendo colaborado, entre 1976 e 1979, como atriz e cenógrafa com "Produções Teatrais" (Teatro Universitário, Lisboa), para se centrar, a partir da década seguinte, nas artes visuais.
O corpo de trabalho que vem construindo desde o início dos anos de 1980 revela uma sequência de ruturas e apagamentos: "o apagamento dos seus próprios passos anteriores, das ideologias do modernismo, dos mitos do pós-modernismo, da própria noção de autoria que ela tanto desconstrói como reconstitui. Assim ela tem vindo a desmantelar a noção de um «estilo único» ou «coerente». Com inteligência, humor e uma sempre depurada economia de meios".
A sua obra, extremamente singular, pode associar-se à herança do Dadaísmo ou às vias concetuais das décadas de 1960 e 1970, recorrendo a uma grande diversidade de soluções técnicas e formais, fazendo da inconstância uma regra, da ausência de estilo um estilo, enfatizando a importância do fazer e a sua inextricável ligação ao conceito. "A artesanalidade é [...] uma revelação da irreverente domesticidade que na sua obra encontramos, assim como do modo como [...] daí parte para um tão labiríntico quanto lúdico jogo de identidades". Nessa longa interrogação da identidade e da autoria, Ana Jotta poderá jogar com o seu próprio nome (ou apenas com as suas iniciais), interpelar o espectador, ficcionar a condição da autora. Outro aspeto deste jogo de identidades "revela-se na prática sistemática da cópia e da apropriação [...] . Referências da história de arte misturam-se com referências da cultura popular do século XX numa permanente reciclagem de imagens que pontua toda a sua obra".
Ana Jotta utiliza livremente o desenho, a pintura, a assemblage, a escultura, o bordado, a palavra escrita ou os objetos do quotidiano, "num exercício diarístico em que [...] contrapõe a intimidade do dia-a-dia à assunção das suas realizações enquanto obra de arte. A irrisão de uma atitude quase Dadaista com que […] materializa os seus projetos suscita o humor ou a crítica distanciada dos universos da arte e das suas mitologias. A construção de um discurso feminino sobre a arte é simultaneamente praticada e criticada, num exercício de distanciação das retóricas do feminino no mundo da arte".
A sua icónica casa em Campo de Ourique é uma espécie de museu onde todos os elementos com que trabalha estão presentes.
Exposições individuais institucionais:
Exposições individuais em galerias:
Além destas, desde os princípios dos anos 80 o trabalho de Ana Jotta foi apresentado em inúmeras mostras coletivas, em feiras de arte e bienais (ARCO, Madrid; Bruxelas; Joanesburgo; Barcelona; etc.).
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