Ana Maria Rangel | |
|---|---|
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 21 de maio de 1957 (69 anos) Rio de Janeiro, Rio de Janeiro |
| Nacionalidade | brasileira |
| Partido | PRP (2006) PEN (2014) |
| Profissão | cientista política e empresária |
Ana Maria Teixeira Rangel (Rio de Janeiro, 21 de maio de 1957) é uma cientista política, empresária e política brasileira. Em 2006, foi candidata à Presidência da República pelo Partido Republicano Progressista (PRP), terminando a eleição em quinto lugar, com 126.404 votos, correspondentes a 0,13% dos votos válidos.
Ana Maria Teixeira Rangel nasceu no Rio de Janeiro em 21 de maio de 1957.
É cientista política formada nos Estados Unidos, pela Universidade Oglethorpe, em Atlanta. Também atuou como empresária no setor de transportes por 14 anos. Mudou-se para os Estados Unidos em função do casamento, onde viveu por 25 anos. Mãe de dois filhos e católica, trabalhou como voluntária na Sociedade de São Vicente de Paulo.
Antes da candidatura presidencial, Rangel atuava como empresária. Em julho de 2006, registrou sua candidatura à Presidência da República pelo PRP e declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de 40 mil reais, composto por um automóvel Polo. Também informou uma estimativa de gastos de campanha de 150 milhões de reais.
Rangel foi escolhida pelo PRP para disputar a eleição presidencial de 2006. Sua candidatura foi registrada após convenção nacional da legenda e oficializada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em julho de 2006.
Durante a campanha, Rangel denunciou um suposto esquema de corrupção dentro do PRP. Segundo seu relato, dirigentes do partido teriam exigido 14 milhões de reais para garantir sua candidatura à Presidência da República. Ela afirmou ter gravado conversas telefônicas com integrantes da direção da legenda e encaminhado o material ao Ministério Público.
A crise provocou um rompimento entre Rangel e a direção nacional do PRP. O partido anulou a convenção que havia aprovado sua candidatura, apresentou pedido de impugnação ao TSE e decidiu expulsá-la da legenda, alegando que suas declarações prejudicavam a imagem do partido.
O registro da candidatura também foi contestado judicialmente. Em agosto de 2006, o TSE indeferiu o registro, levando Rangel a recorrer da decisão.
Posteriormente, o TSE confirmou o registro da candidatura após decisão judicial que reconheceu a validade da ata da convenção partidária que havia escolhido Rangel como candidata presidencial.
A disputa judicial reduziu significativamente o tempo disponível para campanha eleitoral. Segundo Rangel, sua candidatura somente foi definitivamente deferida em 19 de setembro de 2006, restando poucos dias para a propaganda eleitoral regular.
O combate à corrupção foi apresentado como a principal bandeira de sua campanha. Em entrevistas, Rangel afirmou que pretendia combater práticas de corrupção na administração pública e utilizou as denúncias contra dirigentes do próprio partido como exemplo de sua atuação política.
Na reta final da campanha, declarou apoio a Geraldo Alckmin em um eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva.
Na eleição realizada em 1º de outubro de 2006, recebeu 126.404 votos, equivalentes a 0,13% dos votos válidos, terminando em quinto lugar entre os candidatos à Presidência da República.
Em 2014, Ana Maria Rangel registrou candidatura ao cargo de deputado federal pela Bahia, pelo Partido Ecológico Nacional (PEN), utilizando o número 5188. O registro eleitoral consta como inapto e a candidatura aparece na totalização oficial como não eleita.
| Ano | Eleição | Partido | Cargo | Votos | Resultado | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2006 | Presidencial do Brasil | PRP | Presidente | 126 404 | 5º lugar | |
| 2014 | Geral de 2014 | PEN | Deputada federal | Inapta | Não eleita |
Durante a campanha presidencial de 2006, Rangel afirmou que o combate à corrupção seria o eixo central de seu programa de governo. Também defendeu maior rigor na fiscalização da administração pública e associou sua candidatura às denúncias que apresentou contra dirigentes do próprio partido.