| Anderson Herzer | |
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| Nascimento | 10 de junho de 1962 Rolândia, Paraná |
| Morte | 10 de agosto de 1982 (20 anos) São Paulo, SP |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Ocupação | escritor, poeta |
Anderson Herzer (Rolândia, 10 de junho de 1962 — São Paulo, 10 de agosto de 1982) foi um escritor e poeta transexual brasileiro. Ex-interno da FEBEM, teve a vida e versos publicados no livro "A Queda para o Alto" (Editora Vozes, com a aprovação explícita de Leonardo Boff, et al.). O conteúdo serviu de inspiração para o filme Vera.
Herzer tinha ainda quatro anos quando seu pai foi assassinado. Sua mãe, prostituída, não lhe serviu de referência positiva, deixando-o também órfão ainda na primeira infância. Mudou-se para a casa de seus pais adotivos ainda criança, encontrando certo conforto na nova família. Entretanto, o bem-estar durou pouco, uma vez que o novo lar também apresentava fragilidades e deficiências. Sua mãe adotiva mantinha um caso extraconjugal, revelado para o restante da família por Herzer. Tal fato, na visão do autor, levou a mãe a rejeitá-lo e contribuiu para a sua institucionalização posterior. Herzer também sofreu uma tentativa de abuso sexual de seu pai adotivo, tendo, inclusive, fraturado um dos braços em uma luta física para defender-se do abuso. Em conflito com sua identidade de gênero, primeiramente se revelaria homossexual, mas depois se afirmaria como transexual. Logo cedo, segundo indicações de registros escolares, envolveu-se em brigas na escola e também passou a consumir álcool. As tentativas de seus pais adotivos de levarem-no à psicológas para tratar seu vício e mal comportamento mostraram-se fracassadas e, subsequentemente, Herzer viciou-se em drogas recreativas, o que o fez entrar para a antiga Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (FEBEM) – onde adotou o nome "Anderson Bigode Herzer", aos 14 anos. Lá ficou como interno até os 17, quando o deputado estadual Eduardo Suplicy, sensibilizado com seus poemas e sua história, atuando como seu protégé, lhe deu uma oportunidade de trabalho em seu gabinete e uma vida livre, fora dos muros da instituição.
Entretanto, ainda sofrendo profundos traumas, apesar do auxílio recebido, Herzer se suicidaria, atirando-se do Viaduto 23 de Maio, localizado no centro da cidade de São Paulo, vindo a óbito em consequência de ferimentos graves, mesmo após ter recebido os primeiros socorros ainda em vida.