Um anel químico, ou ciclo químico, é uma estrutura molecular em que uma série de átomos se liga consecutivamente até formar uma cadeia fechada. As moléculas que integram estas geometrias são denominadas compostos cíclicos, e a sua dimensão varia desde pequenos anéis de três membros, como o ciclopropano, até grandes macrociclos com dezenas de átomos. Estes sistemas dividem-se em homocíclicos, quando são constituídos apenas por átomos de carbono (como o ciclo-hexano), e heterocíclicos, se incluírem pelo menos um heteroátomo como o azoto, o oxigénio ou o enxofre. Entre as formas mais relevantes destacam-se os anéis aromáticos, cujo expoente máximo é o benzeno, caracterizados por uma nuvem eletrónica deslocalizada que lhes confere uma estabilidade termodinâmica excecional. A estabilidade geral de um anel depende criticamente do seu tamanho: ciclos pequenos sofrem de elevada tensão angular e torsional devido ao desvio dos ângulos de ligação ideais, tornando-os muito reativos. Em contrapartida, os anéis de cinco e seis membros conseguem adotar conformações tridimensionais flexíveis, como as formas em cadeira ou barco, que minimizam essas forças internas e justificam a sua enorme abundância na natureza. Adicionalmente, múltiplos anéis podem fundir-se para formar sistemas policíclicos condensados, em ponte ou espirocompostos. Pela sua versatilidade e propriedades únicas, os anéis químicos constituem o esqueleto fundamental de uma vasta gama de estruturas essenciais à vida e à tecnologia, incluindo hidratos de carbono, hormonas esteroides, fragmentos de ADN e a esmagadora maioria dos fármacos modernos.