Criptobiose

Criptobiose é um estado metabólico reversível no qual um organismo praticamente suspende suas funções vitais para sobreviver a condições ambientais extremas, como a falta de água, temperaturas muito baixas ou elevadas, ausência de oxigênio, entre outras. Essa adaptação permite que alguns organismos resistam por longos períodos até que o ambiente se torne novamente favorável.

Anidrobiose

Anidrobiose é a suspensão temporária das atividades vitais que possibilita a um organismo (animal ou vegetal) suportar uma longa desidratação. São seres vivos que conseguem sobreviver quase sem água, como sementes de vegetais superiores, esporos de bactérias.

Organismos que apresentam criptobiose

Podem apresentar fenômenos relacionados.

Mecanismos biológicos e químicos da criptobiose

Aplicações e importância

o estudo da criptobiose é útil para:

Exemplos Notáveis e Estudos Científicos

1. Tardígrados no Espaço (Missão FOTON-M3, 2007)

2. Sementes em criptobiose (Banco de Svalbard)

3. Nematódeos revividos após 46.000 anos

Referências

  1. ↑ Jönsson, K. I. et al. (2008). Tardigrades survive exposure to space in low Earth orbit. Current Biology, 18(17), R729–R731.
  2. ↑ Fowler, C., & Mooney, P. (2010). The Svalbard Seed Vault and Food Security. Bioversity International.
  3. ↑ Shatilovich, A. et al. (2023). A novel nematode species from the Siberian permafrost shares adaptive mechanisms for cryptobiosis with C. elegans dauer larva. PLoS Genetics, 19(7): e1010798. Link do estudo
  4. ↑ Instituto Butantan – Artigo sobre criptobiose e o “animal mais resistente do mundo”: https://butantan.gov.br/butantan-educa/criptobiose-animal-mais-resistente
  5. ↑ NASA Astrobiology – Discussões sobre vida em ambientes extremos. https://astrobiology.nasa.gov/
  6. ↑ Crowe, J. H. , Hoekstra, F. A., & Crowe, L. M. (1992). Anhydrobiosis. Annual Review of Physiology, 54, 579–599.
  7. ↑ Wright, J. C. (2001). Cryptobiosis 300 years on from van Leeuwenhoek: what have we learned about tardigrades?. Zoologischer Anzeiger, 240(3-4), 563–582.
  8. ↑ Hengherr, S. et al. (2008). Survival of tardigrades in space: a review. Astrobiology, 8(3), 557–567. Link (PubMed)