| Anthony Caro | |
|---|---|
| Nascimento | 8 de março de 1924 Surrey |
| Morte | 23 de outubro de 2013 (89 anos) Londres |
| Cidadania | Reino Unido, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda |
| Cônjuge | Sheila Girling |
| Filho(a)(s) | Timothy M. Caro, Paul Caro |
| Alma mater |
|
| Ocupação | escultor, artista visual, artista |
| Distinções |
|
| Empregador(a) | Escola de Arte Saint Martin |
| Obras destacadas | After Olympia |
| Movimento estético | arte abstrata, arte contemporânea, Coleção de Arte do Banco da República |
| Causa da morte | enfarte agudo do miocárdio |
| Página oficial | |
| http://www.anthonycaro.org | |
Sir Anthony Alfred Caro (New Malden, Surrey, 8 de Março de 1924 - Londres, 23 de Outubro de 2013) foi um escultor britânico. Caro foi um dos maiores escultores da sua geração e dos que mais ajudaram a moldar e a influenciar significativamente a escultura abstracta contemporânea. As suas obras foram criadas sobretudo a partir de materiais reciclados, nomeadamente ferro e aço, em grande parte provenientes de sucata metálica.
Caro nasceu em New Malden, Surrey, numa família judia, o mais novo de três irmãos. Quando Caro tinha três anos, o seu pai, corretor da bolsa, mudou-se com a família para uma quinta em Churt, Surrey. Caro estudou na Charterhouse School, onde o seu director o apresentou ao escultor britânico Charles Wheeler. Durante as férias, estudou na Farnham School of Art (actual University for the Creative Arts) e trabalhou no estúdio de Wheeler.
Quando terminou os estudos, passou um breve período num escritório de arquitetura em Guildford, a desenhar plantas, actividade que não lhe agradou, pelo que o pai sugeriu que estudasse engenharia.
Caro formou-se em engenharia na Universidade de Cambridge, em 1944. Depois de uma passagem pela Marinha, estudou escultura no Instituto Politécnico de Londres, em 1946, antes de prosseguir os seus estudos na Royal Academy of Arts, em Londres, de 1947 a 1952. Foi assistente do escultor Henry Moore, de 1951 a 1953. De 1953 a 1967, leccionou na St. Martin’s School of Art.
As suas primeiras obras são figurativas, principalmente porque a Royal Academy foi uma das últimas escolas de arte a permanecer fechada aos movimentos de arte abstracta após a Segunda Guerra Mundial. Um ponto de viragem na sua carreira ocorreu durante a sua primeira estadia nos Estados Unidos, de 1959 a 1960, quando conheceu o crítico Clement Greenberg e o escultor norte-americano David Smith. Foi Greenberg quem o incentivou a reorientar os seus objectivos artísticos, passando do escultor figurativo para o abstraccionista que se tornou. Foi David Smith, inspirado por Pablo Picasso e Julio González, que apresentou a Caro a técnica de esculpir utilizando o método de soldadura. O seu trabalho foi fortemente influenciado por Smith, mas Caro teve o cuidado de não o imitar e desenvolveu o seu próprio estilo pessoal.
Caro participou na documenta III (1964) e na documenta 4 (1968) em Kassel.
Caro colaborou com a empresa de engenharia londrina Arup e o arquiteto Norman Foster no projecto da Ponte do Milénio, uma ponte pedonal que liga a Catedral de São Paulo, na margem norte do Rio Tamisa, à Tate Modern, na margem sul.
Ao longo da sua carreira, Caro recebeu algumas das mais altas honras do Reino Unido. Foi primeiro nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE), depois a Rainha Isabel II do Reino Unido condecorou-o com o título de Cavaleiro, em 1987 e, em Maio de 2000, nomeou-o também membro da Ordem do Mérito.
Em 1992, Caro recebeu o Praemium Imperiale na categoria de escultura. Era membro honorário estrangeiro da Academia Americana de Artes e Letras desde 1979. Em 1988, foi eleito para a Academia Americana de Artes e Ciências.