Anvari (Abiward, 1126 – Bactro, 1189), cujo nome completo é Awhad ad-Din 'Ali ibn Mohammad Khavarani ou Awhad ad-Din 'Ali ibn Mahmud (em persa: اوحد الدین علی ابن محد انوری) foi um poeta persa.
Anvari nasceu em Abiward ou Abi-ala (agora no Turcomenistão) e morreu em Bactro, Coração (atualmente no Afeganistão),. Estudou ciências e literatura no instituto universitário de Tus (atualmente Ferdows, no Irã), tornando-se um famoso astrônomo, além de poeta.
Os poemas de Anvari foram reunidos em um Divã, coleção de poesias árabes, que contém panegíricos, elogios fúnebres, sátiras, e outros. Sua elegia Lágrimas de Coração, traduzido para o inglês em 1789, é considerada um dos mais belos poemas da literatura persa. The Cambridge History of Iran considera Anvari “uma das maiores figuras da literatura persa”. Apesar de sua beleza, seus poemas frequentemente exigiam muita ajuda para serem interpretados, pois eram muitas vezes complexos e difíceis de compreender.
O panegírico de Anvari em honra do sultão seljúcida Amade Sanjar (1117-1157), governante de Coração, granjeou-lhe o favor real e permitiu-lhe continuar a desfrutar do patrocínio de dois dos sucessores de Sanjar. No entanto, quando sua profecia de desastres em outubro de 1185 não se concretizou, ele caiu em desgraça junto à realeza e foi forçado a uma vida de serviço acadêmico, acabando por tirar a própria vida em 1189.
Anvari nasceu no distrito de Khawaran (Bactro), no Coração, no início do século XII. Ele gozava do favor especial do sultão Sanjar, a quem acompanhava em todas as suas expedições bélicas. Em certa ocasião, quando o sultão sitiava a fortaleza de Hazarasp, travou-se um feroz conflito poético entre Anvari e seu rival Rashidi, que se encontrava dentro do castelo sitiado, por meio de versos presos a flechas. Seus dotes literários são consideráveis, como demonstrado em seu famoso lamento sobre a ruína causada pelos oguzes em Coração, e seus exercícios de ironia e ridículo proporcionam uma leitura pungente. Ele era versado em astrologia e considerava-se superior aos seus contemporâneos em lógica, música, teologia, matemática e todas as outras atividades intelectuais.
Parece que seus patronos, após o sultão Amade Sanjar, não valorizavam seus serviços tanto quanto ele próprio; de qualquer forma, ele considerava suas recompensas insuficientes. Seja por esse motivo, seja por inveja de seus rivais, ele abandonou a composição de elogios fúnebres e de gazéis, embora seja difícil determinar em que momento de sua carreira isso ocorreu. Suas sátiras, sem dúvida, lhe renderam inimigos. Sua sorte em declínio levou a reclamações persistentes contra o destino caprichoso. Em estilo e linguagem, ele é por vezes obscuro, de modo que Dawlatshah Samarqandi declara que ele precisa de um comentário. Essa obscuridade, e uma mudança no gosto literário, podem ser uma das razões para sua relativa negligência.
Anvari faleceu em Bactro no final do século XII. O Divã, ou coletânea de seus poemas, é composto por uma série de poemas longos e por várias composições mais simples. Sua obra mais longa, As Lágrimas de Coração, foi traduzida para a poesia inglesa pelo capitão Kirkpatrick.