Areal | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | arealense |
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| Coordenadas: 22° 13′ 51″ S, 43° 06′ 21″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Rio de Janeiro |
| Municípios limítrofes | Paraíba do Sul, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto e Três Rios |
| Distância até a capital | 103 km |
| Fundação | 10 de abril de 1992 (34 anos) |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | José Augusto Bernardes Lima (PP, 2021–2028) |
| Área | |
| • Total | 110,919 km² |
| Altitude | 444 m |
| População | |
| • Total (estimativa IBGE/2022) | 11 828 hab. |
| Densidade | 106,6 hab./km² |
| Clima | tropical de altitude (Cwa) |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 25845-000 |
| IDH (PNUD/2010) | 0,684 — médio |
| • Posição | 43º |
| PIB (IBGE/2021) | R$ 427,444,18 |
| • Per capita (IBGE/2021) | R$ 33 490,89 |
| Sítio | www.areal.rj.gov.br (Prefeitura) www.areal.rj.leg.br (Câmara) |
Areal é um município brasileiro localizado na região Centro-Sul Fluminense, no estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a uma latitude 22º13'50" Sul e a uma longitude 43º06'20" Oeste, estando a uma altitude de 444 metros. A cidade ganhou o título de "Cidade da Uva" no Rio de Janeiro pela lei estadual Nº 9.388/2021, contando com mais de 30 hectares plantados e sendo um destino comum no estado para o enoturismo.. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2022, era de 11 828 habitantes, e sua área territorial é de 110,919 km².
Sua principal atividade econômica é o turismo, sendo que a Lei Estadual Nº 10.658 de 7 de Janeiro de 2025 declara a cidade como "Cidade das Nações" do estado. O título se deve a construção de vilas temáticas de diversos países. A primeira vila construída foi uma réplica da região de Toscana, na Ítália.

A área onde hoje se localiza Areal começou a ser ocupada no final do século XVIII e início do século XIX. Na época, viajantes que saíam da província de Minas Gerais em direção à região norte do Rio de Janeiro utilizavam caminhos terrestres que passavam às margens do Rio Piabanha. Nesse local havia uma pequena faixa de areia na margem do rio, que passou a ser usada como ponto de referência e parada informal pelos viajantes. Essa área ficou conhecida como “areal”, origem do nome da localidade.
Durante o século XIX, os caminhos que ligavam Minas Gerais às regiões produtoras de café do norte fluminense continuaram passando pelo local. Posteriormente, o traçado da Estrada União e Indústria também atravessou a região, aumentando o movimento de pessoas e mercadorias.
Com o aumento da circulação de viajantes, algumas pessoas passaram a se estabelecer na área. Surgiram pequenas residências e pontos de comércio destinados a atender quem passava pela região. Os moradores produziam alimentos em pequenas lavouras familiares e também realizavam o trato e a troca de animais utilizados no transporte.
Ainda no século XIX, o povoamento da região foi impulsionado pela formação de grandes propriedades rurais pertencentes a famílias aristocráticas. Entre elas destacou-se a Fazenda São Silvestre do Rio Preto, pertencente à família Vieira Afonso e localizada próxima à Fazenda Bemposta. A área ao redor dessas propriedades passou a ser conhecida como Fazenda Velha, nome que atualmente identifica um bairro do município.
Com o passar do tempo, parte dessas terras foram divididas em propriedades menores e vendidas ou arrendadas a outros proprietários. Esse processo contribuiu para a formação de áreas que mais tarde dariam origem ao atual centro urbano e às zonas rurais do município.
Uma parte da área onde se localizava o antigo “areal” foi posteriormente adquirida pela família Wiechers. Essa família doou um terreno para a construção de uma igreja católica, local onde atualmente se encontra a Matriz Nossa Senhora das Dores.
Em 1888, ano da Abolição da escravidão no Brasil, Domingos Pereira da Costa doou parte de suas terras, onde hoje se localiza o bairro Boa Esperança, para quinze famílias de pessoas que haviam sido escravizadas. Muitas dessas famílias permaneceram na região após a libertação, contribuindo para a formação da comunidade local.
A freguesia de Areal foi criada em 21 de agosto de 1891 e confirmada pela Lei Estadual n.º 217, de 17 de dezembro de 1895. Na época, a localidade passou a integrar o município de Paraíba do Sul. Sua criação também foi confirmada pelos Decretos n.º 1, de 8 de maio de 1892, e n.º 1-A, de 3 de junho de 1892. Nas divisões administrativas de 1911 e 1933, Areal continuava como distrito de Paraíba do Sul. Essa situação permaneceu nas divisões territoriais de 1936 e 1937.
Em 14 de dezembro de 1938, pelo Decreto Estadual n.º 634, confirmado pelo Decreto n.º 641 de 15 de dezembro do mesmo ano, o distrito de Areal foi transferido para o município de Entre Rios. Em 31 de dezembro de 1943, pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.056, o município de Entre Rios passou a se chamar Três Rios, mantendo Areal como distrito.
A emancipação ocorreu em 10 de abril de 1992, quando a Lei Estadual n.º 1.986 elevou Areal à categoria de município, desmembrando-o de Três Rios. A instalação oficial do novo município ocorreu em 1º de janeiro de 1993, sendo formado apenas pelo distrito-sede. Em divisões territoriais posteriores, incluindo a de 1995 e a de 2024, o município permaneceu constituído por um único distrito.

O atual prefeito de Areal é Gutinho Bernardes, que foi eleito pela primeira vez em 15 de novembro de 2020 pelo partido Rede, com 47,93% dos votos válidos Foi reeleito em 2024 para seu segundo mandato, pelo Partido Progressista. É ex-vereador da cidade, com ensino superior incompleto. Seu patrimônio declarado é de R$ 44.324,00.
| Nome | Partido | Inicio do mandato | Fim do mandato | Anotações |
|---|---|---|---|---|
| Gilvan Louzada Torrão | PSDB | 1º de janeiro de 1999 | 31 de dezembro de 2000 | Primeiro mandato |
| José Tardelli Sobrinho | PTB | 1º de janeiro de 2001 | 12 de setembro de 2002 | Primeiro mandato |
| José Orestes Gonçalves Diniz | PTB | 13 de setembro de 2002 | 31 de dezembro de 2002 | Primeiro mandato |
| 1º de janeiro de 2003 | 31 de dezembro de 2004 | Segundo mandato | ||
| Ione da Silva Oliveira | PP | 1º de janeiro de 2007 | 31 de dezembro de 2008 | Primeiro mandato |
| José Orestes Gonçalves Diniz | PRB | 1º de janeiro de 2009 | 31 de dezembro de 2010 | Terceiro mandato |
| José Adilson Soares | PP | 1º de janeiro de 2011 | 31 de dezembro de 2012 | Primeiro mandato |
| Maria José Gomes de Souza | PR | 1º de janeiro de 2013 | 31 de dezembro de 2014 | Primeiro mandato |
| Álvaro Lima de Freitas | PP | 1º de janeiro de 2015 | 31 de dezembro de 2016 | Primeiro mandato |
| Marcelo Pipa da Costa | Solidariedade | 1º de janeiro de 2017 | 31 de dezembro de 2018 | Primeiro mandato |
| Denilson da Silva | PTB | 1º de janeiro de 2019 | 31 de dezembro de 2020 | Primeiro mandato |
| Samuel Sanseverino Soares | PDT | 1º de janeiro de 2020 | 31 de dezembro de 2021 | Primeiro mandato |
| Álvaro Lima de Freitas | PSD | 1º de janeiro de 2025 | - | Segundo mandato |
Há uma pequena central hidrelétrica na cidade de Areal, que utiliza o curso d'água do Rio Piabanha para gerar energia elétrica, tendo uma capacidade de geração de 3,5 MW.
A ENEL é a concessionária responsável pela distribuição de energia, uma vez que, a energia gerada é redistribuida para outras cidades.
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Areal (SAAESA), vinculado à administração da prefeitura, é responsável pela captação, tratamento e distribuição de água potável, bem como pela coleta e tratamento de esgoto no município.
De acordo com o diagnóstico elaborado no âmbito do Plano Regional de Saneamento com base municipalizada da bacia do Rio Piabanha, o abastecimento de água apresenta cobertura relativamente ampla em Areal. Entre os problemas identificados estão a baixa cobertura da rede de coleta de esgoto, a ausência de tratamento em grande parte dos efluentes gerados e falhas na limpeza e manutenção de bueiros e sistemas de drenagem.
A Viação Progresso faz a ligação entre Areal e os municípios de Três Rios, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto e os distritos da Posse, Pedro do Rio, Itaipava e Cascatinha (ambos em Petrópolis) e Bemposta (Três Rios). A empresa também é responsável pela mobilidade urbana, ao fazer a ligação entre os bairros mais afastados.
A Viação Águia Branca faz a ligação entre Areal e o Rio de Janeiro em linha rodoviária direta.
O transporte ferroviário foi operado entre 1886 e 1963, primeiramente pela Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará e posteriormente pela Estrada de Ferro Leopoldina, a qual dispunha de duas linhas férreas (Linha do Norte e Ramal de São José do Rio Preto), atualmente extintas na região. Possui duas antigas estações ferroviárias, hoje sendo apenas pontos turísticos.