Argirita | |
|---|---|
| Hino | |
| Lema | "Argirita,ou você ama ou você não conhece" |
| Gentílico | argiritense |
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| Coordenadas: 21° 36′ 36″ S, 42° 50′ 09″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Minas Gerais |
| Municípios limítrofes | Leopoldina, São João Nepomuceno, Maripá de Minas, Senador Cortes, Santo Antônio do Aventureiro |
| Distância até a capital | 326 km |
| Fundação | 30 de dezembro de 1962 |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Alex Andrade Anzolin (Patriotas, 2021–2024) |
| Área | |
| • Total | 159,326 km² |
| Altitude | 280 m |
| População | |
| • Total (IBGE/2010) | 2 901 hab. |
| Densidade | 18,2 hab./km² |
| Clima | Tropical |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 36710-000 a 36719-999 |
| IDH (PNUD/2000 ) | 0,735 — alto |
| PIB (IBGE/2008) | R$ 22 886,823 mil |
| • Per capita (IBGE/2008) | R$ 7 467,15 |
| Sítio | www.argirita.mg.gov.br (Prefeitura) www.argirita.mg.leg.br (Câmara) |
Argirita é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 2.901 habitantes.
A cidade localiza-se na Mesorregião da Zona da Mata e dista por rodovia 326 km da capital Belo Horizonte.
A altitude da sede é de 280 m. O clima é do tipo tropical com chuvas durante o verão e temperatura média anual em torno de 21 °C, com variações entre 15,3 °C (média das mínimas) e 27,9 °C (média das máximas). (ALMG)
O município integra a bacia do rio Paraíba do Sul, sendo banhado pelo rio Pardo.
Dados do Censo - 2010
População Total: 2.901
Densidade demográfica (hab./km²): 19,9
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 27,1
Expectativa de vida (anos): 70,5
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,0
Taxa de Alfabetização: 83,7%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,735
(Fonte: PNUD/2000)
A extração mineral de pedras preciosas foi a grande responsável pelo crescimento da região central de Minas Gerais, entre os anos de 1699 a 1711. A Zona da Mata mineira não possuía muitas riquezas minerais e suas matas eram densas e montanhosas, criando um obstáculo natural quase impenetrável, dificultando a expansão da região. Como se não bastasse, a Coroa Portuguesa não tinha interesse em povoar essa região, evitando assim a abertura de novos caminhos que poderiam facilitar o contrabando ainda maior de pedras preciosas. Só no século seguinte, com escassez de riquezas minerais, tendo que gerar outras formas de assentamento para garimpeiros que ficaram sem serviço, é que aparecem as primeiras evidências de povoamento na chamada região da Zona da Mata. A princípio, os primeiros imigrantes ocuparam as terras desordenadamente, e em consequência, as propriedades pequenas tinham como fonte de renda as lavouras de subsistência. Rio Pardo era habitado pelos índios Puris e Botocudos, e virou um lugar de pousada de bandeirantes e posteriormente de tropeiros que encurtavam caminho entre São Paulo e Rio de Janeiro. A primeira capela foi construída com palmiteiro. Posteriormente, por volta de 1830, foi construída uma igreja em alvenaria, com telhado coberto de telhas, um campanário à direita e um cemitério. Essa igreja foi totalmente destruída por um incêndio. A nova Matriz foi construída em terras doadas ao patrimônio de Senhor do Bom Jesus do Rio Pardo pelo fazendeiro Inácio Nunes de Moraes e sua esposa Dona Maria José do Espírito Santo. A primeira eleição ocorreu em dezembro de 1962, tendo sido Sílvio Vitoi eleito o primeiro prefeito de Argirita, tendo como vice-prefeito o João Batista de Almeida. Como curiosidade, tanto Sílvio quanto João Batista foram eleitos prefeitos por três mandatos. A primeira atividade econômica do município foi a agricultura, onde sobressaíam as culturas de café, cana-de-açúcar, milho, arroz, feijão e mandioca. Quase todas as fazendas tinham engenhos com alambiques onde se fabricavam cachaça, açúcar preto e rapadura. Através do Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural de Argirita, vem sendo realizado um trabalho junto ao IEPHA, tendo ocorrido o primeiro tombamento a nível municipal de um imóvel conhecido como Casa de Cultura Augusto Martins Rossi (antiga casa da Cooperativa). Fazem parte da agenda cultural do município o Concurso de Poesias Castro Alves, em sua 16ª edição, com a participação de poetas de várias cidades mineiras e até de outros estados. O Jubileu do Senhor Bom Jesus de Argirita é a festa mais tradicional, assim como a Festa de São Geraldo, na Comunidade dos Bitirras; a Festa da Nossa Senhora da Cabeça, na Comunidade dos Carmos, e a Festa de Santo Antônio da Comunidade rural da Serra da Prata. O Carnaval, a Exposição Agropecuária, a Festa Junina Arraiá do Custódio, o Festival da Terra e o Encontro do Argiritense Ausente são as festas mais tradicionais do município.

Nasceu na cidade o advogado Antônio Jacó da Paixão, signatário da Constituição brasileira de 1891.