| Armandinho | |
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Armandinho em 2010 | |
| Nome completo | Armando da Costa Macedo |
| Pseudônimo(s) | Armandinho |
| Outros nomes |
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| Nascimento | |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Período de atividade | 1963-presente |
| Carreira musical | |
| Gênero(s) | |
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| Modelos de instrumentos |
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Armando da Costa Macedo (Salvador, 22 de maio de 1953), mais conhecido como Armandinho, é um instrumentista, cantor e compositor brasileiro. Foi incluído na lista 30 maiores ícones brasileiros da guitarra e do violão (Categoria: Raízes Brasileiras) da revista Rolling Stone Brasil, em 2012.
É filho de Osmar Macedo (da dupla Dodô e Osmar), músico e idealizador (ou um dos idealizadores) do trio elétrico e da guitarra baiana. Há uma briga judicial envolvendo a titularidade do "inventor do trio elétrico" - na qual ambos os integrantes da dupla reivindicam ter sido precursores individualmente.
"Os pais do músico são gaúchos, mas o avô Armando é natural de Tubarão, cidade localizada ao Sul do estado catarinense. Com isso, Armandinho estava acostumado a passar férias anualmente na casa dos avós. Considera-se um ‘rato de praia’, como cita na canção “Balanço da Rede”, faixa do primeiro álbum da carreira". Despontou como músico quando ainda era estudante no Colégio Antônio Vieira, em 1968, ele, após participar de um concurso de calouros exibido pela extinta TV Tupi.
O cantor já admitiu em entrevista que a música o auxilia com a gagueira, condição que já lhe causou aborrecimentos na infância: "Na verdade, eu gaguejava muito mais quando era criança. Na escola os meninos sempre me zoavam. E comecei a cantar justamente porque descobri que não gaguejava cantando".
Armandinho formou o grupo de frevo Trio Elétrico Mirim em 1962 e em 1967 a banda de rock Hell's Angels. Em 1969, apresentou-se no programa "A grande chance", da TV Tupi, apresentado por Flávio Cavalcanti. Classificou-se em 1º lugar na fase eliminatória, e no ano seguinte foi contratado pela emissora para gravar seu primeiro disco, um compacto duplo e posteriormente um LP. Em 1974 juntou-se aos seus irmãos Aroldo, Betinho e André Macedo para formar a banda Armandinho, Dodô & Osmar, nome dado em homenagem aos criadores do Trio Elétrico Dodô e Osmar, lançando diversos discos carnavalescos ao longo da década de 80.
Paralelamente, no final dos anos 70, Armandinho formou o conjunto A Cor do Som, que inicialmente serviu de banda de apoio a Moraes Moreira (que também apresentava-se no Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar). Ao lado de Dadi (baixo e vocal), Mú Carvalho (teclados e vocal), e Gustavo Schroeter (bateria), a banda lançou seu primeiro disco em 1977 e se notabilizou pela alta qualidade instrumental, mesclando sonoridades de rock, jazz e música brasileira. Em meados de 1979 Ary Dias (percussão e vocal), que também tocava no Trio Elétrico, passa a integrar o grupo, e apresentam canções inéditas no Festival de Jazz de Montreux na Suíça. Uma matéria da época fez o seguinte comentário a respeito da versatilidade do artista: "Armandinho deu um show de virtuosismo e criatividade musical. Deixou jornalistas europeus atônitos, ao misturar Ravel, Carlos Santana, Tom Jobim e até música russa no repertório".
Alcançam novo patamar de sucesso ao introduzirem canções cantadas a partir do disco seguinte, o álbum Frutificar. "Beleza pura" (Caetano Veloso), "Abri a porta" (Gilberto Gil - Dominguinhos), "Zanzibar" (Armandinho - Fausto Nilo) tocaram intensamente nas rádios.
Armandinho deixa a banda em meados de 1981 para se dedicar à carreira solo e seu projeto com Dodô e Osmar. Ao longo dos anos seguintes, tem dado continuidade a seu trabalho instrumental, voltado para o choro e outros gêneros, gravando e se apresentando ao lado de músicos como Raphael Rabello, Paulo Moura, Época de Ouro, Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Caetano Veloso, Yamandú Costa, entre outros. Em 2005 se reúne novamente com A Cor do Som, gravando um disco acústico e realizando shows esporádicos.
Em 2017, a banda celebrou 40 anos de estrada com um lançamento de estúdio e uma turnê nacional com a formação original. O disco, produzido por Ricardo Feghali trouxe duas faixas inéditas, regravações e participações de Gilberto Gil, Roupa Nova, 14 Bis, Natiruts, Lulu Santos, Skank, Djavan e Moska.