| Armillaria | |||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||
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| Espécie-tipo | |||||||||||||
| Armillaria mellea (Vahl) P. Kumm. | |||||||||||||





Armillaria é um género de fungos parasitas que vivem em árvores e arbustos lenhosos. Inclui mais de 40 espécies antes agrupadas numa única, A. mellea. Estes fungos têm uma vida longa e formam alguns dos maiores organismos do mundo. O maior organismo individual (da espécie Armillaria ostoyae) cobre mais de 8.9 km² e tem milhares de anos de idade. Algumas espécies de Armillaria formam micorrizas de orquídeas; outras, como A. gallica, A. mellea, e A. tabescens, são bioluminescentes. e podem ser responsáveis por fenómenos como o fogo-fátuo.
Como patógeno florestal, Armillaria pode ser muito destrutivo. É responsável pela podridão branca das florestas e distingue-se de Tricholoma (micorrízico) por esta natureza parasítica, sendo capaz de infectar mais de 600 espécies de plantas lenhosas. A sua grande destrutividade vem do facto de, ao contrário da maioria dos parasitas, não necessitar de moderar o seu crescimento de forma a evitar matar o seu hospedeiro, uma vez que continuará a desenvolver-se sobre a matéria morta. É o maior ser vivo do mundo.
Os corpos frutíferos são cogumelos que crescem em madeira, tipicamente em pequenos amontoados densos. Os seus chapéus são tipicamente amarelo-acastanhados, algo pegajosos ao toque quando húmidos, e, dependendo da idade, com forma cónica a convexa. O pé pode ou não ter anel. Todas as espécies de Armillaria têm esporada branca e nenhuma tem volva.
Espécies grosseiramente similares são Pholiota spp. que também cresce em amontoados cespitosos em madeira e que frutificam no outono. Porém Pholiota spp. têm aparência amarelada a amarelo-esverdeada e esporada castanho-escura a castanho-acinzentada. Os colectores de cogumelos necessitam ter especial cuidado com Galerina spp. que pode crescer lado a lado com Armillaria spp. também em madeira. Galerina tem esporada castanho-escura e é mortal.
É um organismo patogénico que afecta árvores, arbustos, trepadeiras lenhosas e, raramente herbáceas perenes lenhosas. Desenvolve-se sobre árvores vivas bem como em material lenhoso em decomposição.
Dispersa-se por meio de rizomorfos semelhantes a raízes de cor castanho-avermelhada a negra, à velocidade de aproximadamente 1 m por ano, embora a infecção por contacto radicular seja também possível. A infecção por esporos é rara. Os rizomorfos desenvolvem-se relativamente próximo da superfície do solo (nos 20 cm superiores) e invadem novas raízes de plantas lenhosas. Uma árvore infectada morrerá assim que o fungo a rodear, ou quando tiver ocorrido morte radicular significativa. Tal pode suceder rapidamente, ou pode levar vários anos a acontecer. As plantas infectadas deterioram-se, embora possam apresentar produção prolífica de flores e frutos pouco antes de morrerem.
Os sintomas iniciais de infecção incluem a morte de ramos folhosos ou o não aparecimento de de folhas na primavera. Filamentos negros semelhantes a atacadores de sapatos surgem sob a casca e em volta da árvore, e os corpos frutíferos crescem em amontoados desde a planta afectada desaparecendo após a primeira geada. Porém, estes sinais não significam necessariamente que as estirpes patogénicas deste fungo sejam a causa do declínio ou morte da planta, pelo que outros métodos de identificação deverão ser usados antes de fazer o diagnóstico. A presença de camadas finas de micélio, exalando forte odor a cogumelos, sob a casca na base do tronco ou caule, por vezes estendendo-se para cima, ou uma goma ou resina exsudando de fissuras na casca de coníferas indicam que o fungo será a causa provável do problema.
Muitas espécies são difíceis ou impossíveis de distinguir-se de outras usando características observáveis; testes laboratoriais de incompatibilidade são muitas vezes usados em culturas puras para determinar a espécie de modo fiável. Devido às dificuldades colocadas à identificação rotineira das espécies, o uso de sequenciação de ADN e filogenética tornou-se o método padrão para ajudar a clarificar relações entre as espécies. As espécies diferem na sua distribuição geográfica e posição ecológica, especificidade de hospedeiros, caracteres micro e macroscópicos, e também quanto à sua agressividade na colonização de hospedeiros lenhosos. Segue-se uma lista de espécies de Armillaria baseada na resenha taxonómica de Daniel Pegler em 2000, bem como em espécies novas publicadas desde então.
| Espécie autoridade | Ano | Distribuição | Referências |
|---|---|---|---|
| Armillaria adelpha (Berk.) Sacc. |
1887 | Ásia | |
| Armillaria apalosclerus (Berk.) Chandra & Watl. |
1981 | Ásia | |
| Armillaria affinis (Singer) T.J. Volk & Burds. |
1995 | América Central | |
| Armillaria borealis Marxm. & Korhonen |
1982 | Europa Ásia |
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| Armillaria calvescens Bérubé & Dessur. |
1989 | América do Norte | |
| Armillaria camerunensis (Henn.) Courtec. |
1995 | África | |
| Armillaria cepistipes Velen. |
1920 | Europa Ásia |
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| Armillaria dicupella (Berk.) Sacc. |
1887 | Ásia | |
| Armillaria duplicata (Berk.) Sacc. |
1887 | Ásia | |
| Armillaria ectypa (Fr.) Lamoure |
1965 | Europa | |
| Armillaria fellea (Hongo) Kile & Watl. |
1983 | Austrália | |
| Armillaria fumosa Kile & Watl. |
1983 | Austrália | |
| Armillaria fuscipes Petch |
1909 | Ásia África |
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| Armillaria gallica Marxm. & Romagn. |
1987 | América do Norte Ásia Europa África |
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| Armillaria gemina Bérubé & Dessur. |
1989 | América do Norte | |
| Armillaria griseomellea (Singer) Kile & Watl. |
1983 | América do Norte América do Sul |
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| Armillaria heimii Pegler |
1977 | África | |
| Armillaria hinnulea Kile & Watling |
1983 | AustralÁsia | |
| Armillaria horrens (Berk.) Sacc. |
1887 | Ásia | |
| Armillaria jezoenis J.Y. Cha & Igararashi |
1994 | Ásia | |
| Armillaria laricina (Bolton) Sacc. |
1887 | Europa | |
| Armillaria limonea (G. Stev.) Boesew. |
1977 | AustralÁsia América do Sul |
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| Armillaria luteobubalina Watling & Kile |
1978 | AustralÁsia América do Sul |
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| Armillaria mellea (Vahl) P. Kumm |
1871 | Europa Ásia |
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| Armillaria melleorubens (Berk. & M.A. Curtis) Sacc. |
1887 | América do Norte | |
| Armillaria montagnei (Singer) Herink |
1973 | Europa América do Sul |
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| Armillaria multicolor (Berk.) Sacc. |
1887 | Ásia | |
| Armillaria nabsnona T.J. Volk & Burds. |
1996 | América do Norte Ásia |
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| Armillaria nigropunctata (Fr.) Herink |
1973 | Europa | |
| Armillaria novae-zelandiae (G. Stev.) Boesew. |
1973 | AustralÁsia América do Sul |
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| Armillaria omnituens (Berk.) Sacc. |
1887 | Ásia | |
| Armillaria ostoyae (Romagn.) Herink |
1973 | Europa Ásia |
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| Armillaria pallidula Kile & Watl. |
1988 | Austrália | |
| Armillaria paulensis Capelari |
2007 | América do Sul | |
| Armillaria pelliculata Beeli |
1927 | África | |
| Armillaria procera Speg. |
1889 | América do Sul | |
| Armillaria puiggarii Speg. |
1889 | América do Sul | |
| Armillaria sinapina Bérubé & Dessur. |
1988 | América do Norte Ásia |
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| Armillaria singula J.Y. Cha & Igarashi |
1994 | Ásia | |
| Armillaria socialis (DC.) Fayod |
1889 | Ásia Europa América do Norte |
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| Armillaria sparrei (Singer) Herink |
1973 | América do Norte América do Sul |
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| Armillaria tabescens (Scop.) Emel |
1921 | Europa Ásia |
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| Armillaria tigrensis (Singer) T.J. Volk & Burds. |
1983 | América do Sul | |
| Armillaria vara (Berk.) Sacc. |
1887 | Ásia | |
| Armillaria viridiflava (Singer) T.J. Volk & Burds. |
1995 | América do Sul | |
| Armillaria yungensis (Singer) Herink |
1973 | América do Sul |