| Assia Djebar | |
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Assia Djebar | |
| Nascimento | 1936 Cherchell, Argélia |
| Morte | 6 de fevereiro de 2015 (79 anos) Paris, França |
| Nacionalidade | Argélia |
| Ocupação | Escritora |
| Prémios | Prêmio Literário Internacional Neustadt 1996 |
| Magnum opus | A mulher sem sepultura |
Assia Djebar, (em árabe: أسيا جبار) pseudónimo literário de Fatema Zohra Imalayen (Cherchell, Argélia, 1936 – Paris, 6 de fevereiro de 2015), foi uma escritora argelina de língua francesa. Autora de romances, novelas, poesia, ensaios, teatro e argumentos de cinema.
A sua obra tem por temas centrais a emancipação feminina, a história, e a Argélia através das suas línguas e culturas. Assia Djebar é considerada uma das mais conhecidas e influentes personalidades da cultura do Maghreb. É membro da Academia francesa desde 2005.
Libertada da clausura própria das mulheres magrebinas, estudou em Argel e em Sèvres (França). Em 1956, durante a greve de estudantes argelinos em Paris, escreveu a sua primeira novela, La Soif. Em 1958 começou a colaborar em El Moudjahid, a revista da Frente de Libertação Nacional. Em 1962, após a libertação da Argélia, passou a ensinar história na Universidade de Argel, mas, com o golpe de Estado de Boumedian, mudou-se para Paris, onde se dedicou à crítica literária e cinematográfica, e ao teatro. Em 1974 reentrou na Universidade de Argel e realizou duas longas-metragens: La Nouba des femmes du Mont Chenoua, prémio da crítica da Bienal de Veneza de 1979, e La Zerda ou les chants de l'oubli. A sua carreira literária, iniciada com La Soif, prossegue com Les Impatients (1958), Les Enfants du nouveau monde (1962), Les Alouettes naïves (1967), Femmes d'Alger dans leur appartement (1980) e Loin de Médine (1992).
O seu nome foi apontado como forte candidata ao Prémio Nobel de Literatura.