

Atsabe (em fontes antigas: Artessabe, Atisasabo) é uma cidade no suco Laclo (posto administrativo de Atsabe, município de Ermera), em Timor-Leste. Em 1936, Atsabe foi renomeada Nova Ourém pelos portugueses. No entanto, o nome não se popularizou e, alguns anos após a Segunda Guerra Mundial, o nome antigo foi reinstaurado.
Atsabe já era um dos centros de Timor antes da era colonial. Seu governante era conhecido como liurai, e costumavam dominar todas as áreas habitadas pelos Kemaks em Timor-Leste. Além da região de Atsabe, seu domínio se extendia para áreas ao norte do atual município de Bobonaro, no norte de Ainaro e na região de Suai. Os governantes de Atsabe tinham a reputação de serem particularmente inclinados a se rebelar contra os portugueses e sua presença. Eles resistiram repetidamente aos invasores. No século XVIII, Atsabe participou da rebelião de Cailaco contra os portugueses.

Durante a Ocupação japonesa de Timor (1942 a 1945), os Atsabe-Kemak ofereceram resistência passiva, recusando-se a realizar trabalho forçado ou entregar alimentos aos japoneses. Em razão disso, os ocupantes prenderam o liurai Dom Siprianu e seis de seus parentes, que estavam em sua linha de sucessão, sendo um após o outro executados pelos japoneses. No entanto, os habitantes de Atsabe continuaram a resistir, dando guarida a soldados australianos que por lá se envolveram na guerra de guerrilha.
O último liurai de Atsabe e filho de Dom Siprianu, Guilherme Maria Gonçalves, foi um forte apoiador da APODETI na década de 1970. Entre 1978 e 1982, foi governador da província de Timor Timur, durante a ocupação indonésia.