| Augusto Massi | |
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Massi em 2026 | |
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| Ocupação | Poeta, professor universitário e editor |
Augusto Massi (São Paulo, 8 de junho de 1959) é poeta, crítico literário, professor universitário e editor brasileiro.
Formou-se em jornalismo na PUC-SP e começou sua carreira como crítico literário no jornal Folha de S. Paulo em 1984. Desde 1990, é professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo. Em 1992, defendeu seu mestrado, Espacio: inventário e invenção, tradução comentada de um poema em prosa do poeta espanhol Juan Ramón Jiménez. Em 2004, concluiu seu doutorado, Militante bissexto: o crítico Prudente de Morais, Neto.
Como editor foi responsável por uma dos mais importantes iniciativas editoriais da década de 1980, a coleção de poesia Claro Enigma, publicada pela livraria Duas Cidades entre 1988 e 1991, que editou obras de Francisco Alvim, José Paulo Paes, Orides Fontela, Sebastião Uchoa Leite, Alberto Martins, Alcides Villaça, Ronaldo Brito, João Moura Jr., Maria Lúcia Alvim, Paulo Henriques Britto, Duda Machado, Age de Carvalho e Rubens Rodrigues Torre Filho.
Em maio de 1990, organizou a semana "Artes e ofícios da poesia", no Museu de Artes de São Paulo (MASP), que além dos poetas citados acima, reuniu também Adélia Prado, Armando Freitas Filho, Alexei Bueno, Carlos Ávila, Felipe Fortuna, Glauco Mattoso e Manoel de Barros, cujos depoimentos foram publicados no ano seguinte em obra homônima. Foi ainda editor da revista de poesia Inimigo Rumor, ao lado do poeta Carlito Azevedo, assim como da Teresa, revista da pós-graduação de Literatura Brasileira da USP.
Entre 2000 e 2018, foi responsável pela coleção Espírito Crítico (Editora 34/ Editora Duas Cidades), que editou obras de referência da crítica literária nacional — Antonio Candido, Alfredo Bosi, Davi Arrigucci Jr, Flora Süssekind, João Luiz Lafetá, Gilda de Melo e Souza e Roberto Schwarz — e internacional — Walter Benjamin, T.W. Adorno e Erich Auerbach. Durante dez anos, entre 2001 e 2011, foi diretor editorial da extinta Cosac Naify.
Como poeta, em 1991, lançou Negativo (Companhia das Letras) e dez anos depois, Vida errada, pela coleção Moby Dick (7 Letras). Em 2016, em parceria com Lu Menezes, publicou Gabinete de Curiosidades, pela Luna Parque. Em 2020, saiu a plaquete Borra pela Tipografia do Zé, de Belo Horizonte.
Em 2016, em parceria com Daniel Kondo, publica Monstros do Cinema (SESI-SP), que recebeu o prêmio FNLIJ 2017 de melhor livro-brinquedo e o Selo Altamente Recomendável FNLIJ. Foi também finalista do Prêmio Jabuti neste mesmo ano, na categoria de Livro Infantil Digital. Em 2025, novamente em parceria com Daniel Kondo, lançou Eletricista (Elo Editora).
Como crítico, organizou vários volumes de poesia, entre eles Poesia completa de Raul Bopp (José Olympio/ Edusp, 1980; 2º edição 2014); Em parceria com Júlio Castañon, Poesia Traduzida, de Carlos Drummond de Andrade (Cosac Naify, 2011); Poesia Reunida, de Adélia Prado (Record, 2015); colaborou com o ensaio em Aniki Bóbó, de João Cabral de Melo Neto e Aloísio Magalhães (Verso Brasil, 2016); e, recentemente, com Júlio Castañon e Murilo Marcondes de Moura, Poesia Completa, de Murilo Mendes (Companhia das Letras, 2025) e colaborou com Ieda Lebensztayn na reedição dos cinco volumes da poesia de Orides Fontela (Hedra, 2026).
Com relação à prosa de ficção, assinou os posfácios de Região, de Zumira Ribeiro Tavares (Companhia das Letras, 2013); Boca do inferno, de Otto Lara Resende (Companhia das Letras, 2014); Antologia pessoal, de Dalton Trevisan (Record, 2023); e colaborou com a edição organizada por Antoine Chareyre de Brás, Bexiga e Barra Funda, de Antônio de Alcântara Machado (Editora 34, 2025).
No âmbito da crônica, organizou e prefaciou com Milton Ohata, Confissões de Minas (1944) e Passeios na ilha (1952), ambos de Carlos Drummond de Andrade (Cosac Naify, 2011); Retratos parisienses, de Rubem Braga (José Olympio, 2013); Os sabiás da crônica (Autêntica, 2021).
No que se refere ao memorialismo, organizou e prefaciou Gaveta de guardados, memórias do pintor Iberê Camargo (Edusp, 1998; 2º edição Cosac Naify, 2011); Eu vi o mundo, memórias do pintor Cícero Dias (Cosac Naify, 2011); Diário do hospício e O cemitério dos vivos, de Lima Barreto (Companhia das Letras, 2017); e Fernando Lemos & Hilda Hilst (Edições SESC-SP, 2018).