
A avoparcina é um antibiótico glicopeptídico com peso molecular superior a 1 900 Da. Seu espectro de ação concentra-se principalmente sobre bactérias Gram-positivas. É obtida por fermentação de uma cepa de Streptomyces candidus.
A avoparcina foi amplamente utilizada como aditivo promotor de crescimento na alimentação de aves, suínos e bovinos, devido à sua capacidade de reduzir infecções causadas por bactérias Gram-positivas e melhorar a eficiência alimentar dos animais. Entretanto, seu uso foi progressivamente restringido em diversos países em razão da preocupação com o desenvolvimento de bactérias resistentes aos glicopeptídeos.
Estudos demonstraram que o uso contínuo da avoparcina em animais de produção favoreceu o surgimento de cepas de Enterococcus resistentes à vancomicina, um dos antibióticos mais importantes para o tratamento de infecções graves em seres humanos. Essa associação levou diversos países, incluindo os membros da União Europeia, a proibirem sua utilização como promotor de crescimento na década de 1990.
É utilizado como promotor do crescimento e engorda em pintos, porcos, bezerros e potros. No Brasil o uso como promotor de crescimento foi proibido pelo Ofício Circular DFPA n° 047 de 1998 expedido pelo Ministério da Agricultura. Também é utilizado na prevenção de enterite necrótica (Clostridium perfringens) em pintos.
O Avoparcin, anteriormente fabricado pela Roche e Cyanamid, hoje tem sua comercialização proibida, por sua configuração molecular ser análoga à Vancomicina, que vinha causando resistência antibiótica em Enterococcus.
O Avoparcin tem sua aplicação e comercialização proibida na Comunidade Europeia, Austrália entre outros.