| Baltazar Castro | |
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| Nascimento | 1 de maio de 1891 Painzela |
| Morte | 10 de outubro de 1967 (76 anos) Oliveira |
| Cidadania | Portugal |
| Alma mater | |
| Ocupação | arquiteto |
Baltazar da Silva Castro (Baloutas, Painzela, Cabeceiras de Basto, 1 de maio de 1891 — Oliveira, Póvoa de Lanhoso, 10 de outubro de 1967) foi um arquiteto restaurador português.
Nasceu no lugar de Baloutas, freguesia de Painzela, em Cabeceiras de Basto. Era filho dos proprietários José Joaquim da Silva Castro e Ana da Silva Ramalho, naturais de Painzela.
Formou-se pelo Instituto Superior Industrial e pela Escola de Belas Artes do Porto, entre 1906 e 1919, nos cursos de Engenharia Industrial, Construções Civis, Desenho Histórico e Escultura Monumental.
A 23 de maio de 1918, casou civilmente no Porto com a professora Mariana Amélia de Abreu, natural do Porto (freguesia de Vitória). Deste casamento nasceram quatro filhos, entre os quais Celestino de Castro, futuro arquiteto como seu pai.
Começa a sua vida profissional em 1919, indo trabalhar para Direção de Obras Públicas do Distrito do Porto como condutor de Obras Públicas e, em 1921, transita para a Administração dos Edifícios e Monumentos Nacionais do Norte. Em 1927 é colocado, como arquiteto, na Direção-Geral de Belas Artes (3.ª Repartição-Monumentos e Palácios Nacionais, Secção Norte). Em 1929 é transferido para a Direção dos Monumentos do Norte e no ano seguinte é indigitado diretor interino.
Ainda no Porto, irá realizar projetos em associação com Rogério de Azevedo, com quem partilha o ateliê.
Fixa-se em Lisboa, em 1936, assumindo o cargo efetivo de Diretor dos Monumentos e em 1947, após uma reestruturação interna da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, Diretor do Serviço de Monumentos, cargo que ocupa por poucos meses, já que se torna Inspetor Superior de Obras Públicas.
Realizou imensas viagens à Europa com o objetivo de estudar e adquirir conhecimentos da arquitetura dos monumentos europeus. Estes conhecimentos demonstrariam a sua utilidade nas obras de restauro de imensos monumentos nacionais em que esteve envolvido, como:
Não se dedicou somente ao restauro de edifícios e monumentos antigos tendo, juntamente com o arquiteto Rogério de Azevedo, projetado o Edifício do Comércio do Porto e o edifício antigo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, obras localizadas no centro histórico da cidade.
Foi responsável por inúmeros restauros de monumentos românicos do Entre-Douro-e-Minho desde 1927 tendo entrado para a "história portuguesa como uma das maiores figuras do restauro de monumentos do século XX e como um dos protagonistas da linha de ação da DGEMN"
Morreu a 10 de outubro de 1967, numa quinta em Oliveira, Póvoa de Lanhoso.