| Ben Frost | |
|---|---|
Ben Frost no Festival de Roskilde | |
| Informações gerais | |
| Nascimento | 1980 Melbourne, Austrália |
| Gêneros | Música experimental, Música eletrónica |
| Ocupação | Compositor, produtor |
| Período em atividade | 2001–presente |
| Gravadoras | Room40 [en], Bedroom Community [en], Mute |
| Afiliações | Daníel Bjarnason [en], Richard Mosse [en] |
| Página oficial | ethermachines |
Ben Frost (Melbourne, 1980) é um compositor e produtor australiano radicado na Islândia desde 2005, país de que tem também a nacionalidade. Trabalha em discos próprios e em música para cinema, televisão, ópera e instalações. Participou em gravações de músicos como os Swans e Tim Hecker.
Frost cresceu em Melbourne e editou de forma independente o EP Music for Sad Children em 2001. Seguiu-se Steel Wound (Room40, 2003), gravado entre 2002 e 2003 numa praia da Great Ocean Road, no estado de Vitória, tendo a guitarra como único instrumento. Gravou também um álbum de post-rock sob o nome School of Emotional Engineering.
Em 2005 mudou-se para a Islândia, depois de visitar o produtor Valgeir Sigurðsson [en], que conhecera na Austrália. Com Sigurðsson e Nico Muhly fundou a editora e coletivo Bedroom Community, que editou Theory of Machines (2007) e By the Throat (2009). Em 2010 foi escolhido para ser orientado durante um ano por Brian Eno, no âmbito da iniciativa Rolex Mentor and Protégé. No mesmo ano compôs a música de FAR, do coreógrafo Wayne McGregor [en], estreada no Sadler's Wells [en], em Londres.
Por encomenda do festival Unsound [en], criou com Daníel Bjarnason, compositor também ligado à Bedroom Community, Solaris, inspirado no filme de Andrei Tarkovski e no romance de Stanisław Lem e apresentado em Cracóvia em outubro de 2010 com a Sinfonietta Cracovia. A versão em disco, Sólaris, saiu em 2011 pela Bedroom Community. Compôs a banda sonora do filme australiano Sleeping Beauty [en], exibido em competição no Festival de Cannes de 2011. Com o artista Richard Mosse passou grande parte de 2012 na República Democrática do Congo, a trabalhar na instalação audiovisual The Enclave, apresentada na Bienal de Veneza de 2013.
Em 2013 compôs e encenou uma versão para palco de The Wasp Factory [en], romance de Iain Banks, com libreto de David Pountney, apresentada no Festival de Bregenz [en], em Berlim e no Linbury Theatre da Royal Opera House. Nesse ano assinou pela Mute, que coeditou com a Bedroom Community o álbum A U R O R A (2014). Em 2015 publicou, com Paul Haslinger, a música do videojogo Tom Clancy's Rainbow Six Siege. Em 2017 apresentou com Mosse a instalação Incoming, sobre a crise de refugiados na Europa, na Curve do Barbican, em Londres, e editou pela Mute The Centre Cannot Hold, gravado em cerca de dez dias em Chicago com Steve Albini e precedido pelo EP Threshold of Faith.
Para a Netflix compôs a música das três temporadas de Dark, criada por Baran bo Odar e Jantje Friese, com quem voltou a trabalhar em 1899. Outros trabalhos para televisão incluem Fortitude [en] e Raised by Wolves [en]. Em 2022 compôs a banda sonora de Broken Spectre, instalação de Mosse sobre a destruição ambiental na Amazónia, apresentada nos 180 Studios, em Londres. Scope Neglect, o seu sexto álbum de estúdio, gravado com o guitarrista Greg Kubacki e o baixista Liam Andrews, saiu pela Mute em março de 2024. Em 2025 editou Under Certain Light and Atmospheric Conditions, construído a partir de dois anos de concertos, improvisações em testes de som e gravações de campo.