Benedetta Carlini

 Nota: Para outros significados, veja Carlini (desambiguação).
Benedetta Carlini
Nascimento20 de janeiro de 1590
Vellano
Morte7 de agosto de 1661 (71 anos)
Pescia
Ocupaçãoreligiosa católica
Cargo(s)
abadessa (1619–1623)
Religiãocatolicismo

Benedetta Carlini (1591-1661) foi uma freira católica mística e lésbica, que viveu na Itália na época da Contrarreforma. A escritora Judith C. Brown narrou sua vida no livro Atos impuros (1986), que discutiu os acontecimentos que levaram à sua importância arquivística para os historiadores da espiritualidade das mulheres e lesbianismo. A dramaturga e diretora canadense Rosemary Rowe escreveu uma peça sobre seu caso amoroso com a irmã Bartolomea, chamada de "Benedetta Carlini: Lésbicas da Itália renascentista".

Vida

Benedetta Carlini nasceu em uma família de classe média italiana, que foi capaz de lhe conceder um lugar em um convento razoavelmente confortável, o Convento de Madre de Deus, na localidade de Pescia. Já aos trinta anos, Benedetta tornou-se abadessa do convento. Após algum tempo, começou a relatar uma série de visões perturbadoras em que os homens estavam tentando matá-la. Receosa de que a Irmã Benedetta estava sendo assediada por entidades demoníacas, outras irmãs do convento designaram a Irmã Bartolemea para acompanhá-la diariamente. Depois disso, as visões cessaram, apesar de ela ainda alegar ter visitações sobrenaturais.

Este fato chamou a atenção do Papado, que na época atuava na Contrarreforma. Após cerca de três ou quatro visitas ao convento, todas seguidas de intensos interrogatórios, descobriu-se que Benedetta Carlini e Bartolemea eram amantes. De acordo com Bartolemea, ela e Irmã Benedetta mantinham relações sexuais há anos.

Começava o declínio de Benedetta. De acordo com o livro de Brown, Benedetta foi despojada de sua primazia como abadessa e em seguida, mantida sob guarda pelos 35 anos restantes de sua vida. Ela morreu em 1661, enquanto sua ex-amante, a irmã Bartolomea, morreu em 1660.

Referências