| Biosphere | |
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Geir Jenssen em 2011 | |
| Informações gerais | |
| Nome completo | Geir Jenssen |
| Nascimento | 30 de maio de 1962 (64 anos) Tromsø, Noruega |
| Gêneros | Música ambiente, música eletrónica |
| Ocupação | Músico, compositor |
| Instrumentos | Sintetizador, sampler |
| Período em atividade | 1985–presente |
| Gravadoras | Touch, Smalltown Supersound, Biophon, AD 93 [en] |
| Afiliações | Bel Canto [en], Deathprod [en] |
| Página oficial | biosphere |
Geir Jenssen (Tromsø, 30 de maio de 1962 (64 anos)), conhecido pelo nome artístico Biosphere, é um compositor e músico norueguês de música ambiente. A sua música eletroacústica combina sons eletrónicos com gravações de campo e instrumentos acústicos, e o seu estilo é muitas vezes descrito como «ambient ártico». Antes de adotar o nome Biosphere, integrou a banda Bel Canto [en] e gravou como Bleep.
Entre 1985 e 1990 Jenssen fez parte dos Bel Canto, com Nils Johansen e Anneli Drecker; com a banda gravou dois álbuns para a editora belga Crammed Discs [en]. Depois de sair, editou como Bleep vários singles e o álbum The North Pole by Submarine. Por volta de 1990 adotou o nome Biosphere, inspirado no projeto Biosfera 2, no deserto do Arizona.
O primeiro álbum como Biosphere, Microgravity, foi editado em 1991 pela norueguesa Origo Sound e lançado internacionalmente no ano seguinte pela Apollo, subsidiária da R&S Records. Seguiu-se Patashnik (1994), editado pela norueguesa Origo Sound e pela Apollo. O tema «Novelty Waves», deste álbum, foi usado num anúncio da Levi's, após o que Jenssen se afastou das batidas em direção a uma música mais abstrata. Em 1997 lançou Substrata e compôs a banda sonora do filme norueguês Insomnia [en].
A partir de 2000 publicou uma série de álbuns pela editora Touch. Cirque (2000) foi em parte inspirado na história de Chris McCandless, contada por Jon Krakauer no livro Into the Wild. Dez das doze faixas de Shenzhou (2002) baseiam-se livremente em excertos de obras de Claude Debussy. Autour de la Lune (2004) resultou de uma encomenda da Radio France Culture e combina amostras de uma dramatização radiofónica de Da Terra à Lua, de Jules Verne, com sons gravados na estação espacial Mir. Em Dropsonde (2006) aproximou-se de sonoridades do jazz. Em 2006 a Ash International editou Cho Oyu 8201m – Field Recordings from Tibet, com gravações feitas em 2001 durante a sua ascensão ao Cho Oyu.
N-Plants (2011) tem faixas com nomes de centrais nucleares japonesas; Jenssen concluiu-o a 13 de fevereiro de 2011, cerca de um mês antes do acidente nuclear de Fukushima. Com Helge Sten (Deathprod [en]) dividiu Stator (2015), encomendado pelo festival Tape to Zero, de Oslo; foi o segundo disco partilhado pelos dois, depois de Nordheim Transformed, com reelaborações de música de Arne Nordheim [en]. Recebeu o prémio Spellemannprisen [en] em 2000, por Cirque, em 2011, por N-Plants, e em 2016, por Departed Glories.
Departed Glories (2016), concebido durante uma estadia em Cracóvia, saiu pela Smalltown Supersound; nessa altura Jenssen vivia na ilha de Senja, a cerca de 100 km de Tromsø. Pela sua própria editora, Biophon, reeditou Patashnik em 2016 e lançou Shortwave Memories (2022) e Inland Delta (2023). The Way of Time (2025), editado pela AD 93 [en], usa amostras da voz de Joan Lorring numa adaptação radiofónica de 1951 do romance The Time of Man, de Elizabeth Madox Roberts. A sua música foi também usada no filme The Good Nurse (2022).