Boto

Como ler uma infocaixa de taxonomiaBoto
Comparação do tamanho do boto-cor-de-rosa relativamente a uma figura humana
Comparação do tamanho do boto-cor-de-rosa relativamente a uma figura humana
Estado de conservação
Espécie vulnerável
Vulnerável
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Subordem: Odontoceti
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Boto é um termo da língua portuguesa utilizado para designar golfinhos no geral. Em Portugal, no século XX, a palavra tem caído em desuso, estando cada vez mais circunscrita às comunidades piscatórias do Norte, onde o nome é ainda usado para designar a toninha-comum. No Brasil, o termo boto é usado como sinônimo de golfinho para se referir a algumas espécies específicas, sobretudo espécies não delfinídeas, sejam elas fluviais, como o boto-cor-de-rosa da Amazônia, o boto-sul-asiático da Índia e o boto-do-yang-tsé (ou baiji) da China, ou estuarinas, como o boto-do-rio-da-prata (ou franciscana), além de algumas espécies delfinídeas, como o tucuxi (fluvial) e o boto-cinza (estuarino ou marinho), ambos do gênero Sotalia, e o boto-de-Lahille do gênero Tursiops. A única exceção se dá pelo uso do termo para se referir a algumas espécies de toninhas, como a Neophocaena phocaenoides (comumente conhecida como boto-do-indíco) e a Phocoena spinipinnis (comumente conhecida como boto-de-burmeister).

Embora algumas pessoas se refiram ao boto como peixe-boto, os botos não são peixes, mas mamíferos aquáticos.

Etimologia

"Boto" provém do latim tardio buttis, como "toninha" é oriundo do latim tardio thunnina.

Espécies não delfinídeas

Gênero Inia (único gênero com espécies não extintas da família Iniidae - superfamília Inioidea)

Crânio de boto (Inia spp.)

Gênero Pontoporia (único gênero da família Pontoporiidae - superfamília Inioidea)

Gênero Platanista (único gênero da família Platanistidae)

Espécies delfinídeas

Gênero Sotalia (família Delphinidae - superfamília Delphinoidea)

Gênero Tursiops (família Delphinidae - superfamília Delphinoidea)

Espécies focenídeas

Gênero Phocoena (família Phocoenidae - superfamília Delphinoidea)

Botos extintos

O boto nos mitos

Diz a lenda amazônica que o boto pode se transformar e ir às festas da região na forma de um homem bonito e forte, vestido de branco, bronzeado e muito perfumado, que convida as moças para dançar e depois as seduz. Mas o boto nunca tira o chapéu para esconder seu segredo: um buraco na cabeça por onde ele respira. Ele também toma muito cuidado para ir embora das festas antes do amanhecer.

Por isso, toda donzela era alertada por suas mães para tomarem cuidado com flertes que recebiam de belos rapazes em bailes ou festas. Por detrás deles, poderia estar a figura do boto, um conquistador de corações, que pode engravidá-las e abandoná-las.

A lenda serve como pretexto para moças justificarem a gravidez sem casamento. "Foi o boto", dizem.

Há um filme no Brasil que fala sobre a lenda do boto: Ele, o boto.

Ver também

Phocoenidae

Referências

  1. ↑ «Plano Sectorial da Rede Natura 2000 - Phocoena phocoena». ICNB. Consultado em 16 de setembro de 2016
  2. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 296
  3. ↑

Ligações externas

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre boto
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