Brandon Johnson | |
|---|---|
Johnson em 2024 | |
| Walter Burnett Jr. (2023–2025) | |
| Antecessor(a) | Lori Lightfoot |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 27 de março de 1976 (50 anos) Elgin, Illinois, Estados Unidos |
| Alma mater | Aurora University(MA) |
| Cônjuge | Stacie Rencher (c. 1998) |
| Filhos(as) | 3 |
| Partido | Democrata (Partido Democrata do Condado de Cook) |
| Assinatura | |
Brandon Johnson (nascido em 27 de março de 1976) é um político e ex-educador norte-americano que, desde 2023, atua como o 57.º prefeito de Chicago. Membro do Partido Democrata, Johnson serviu anteriormente no Conselho de Comissários do Condado de Cook entre 2018 e 2023, representando o 1.º distrito.
Nascido e criado em Elgin, Illinois, Johnson iniciou sua carreira como professor de estudos sociais no sistema das Escolas Públicas de Chicago. Também foi um membro ativo do Sindicato dos Professores de Chicago, ajudando a organizar a greve de 2012. Em sua primeira disputa por um cargo público, Johnson foi eleito para o Conselho de Comissários do Condado de Cook em 2018, derrotando o titular do cargo. Johnson representou partes da West Side de Chicago e alguns dos subúrbios a oeste da cidade. Foi reeleito na eleição de 2022.
Johnson concorreu com sucesso ao cargo de prefeito de Chicago em 2023. No primeiro turno da eleição, ele e Paul Vallas avançaram para um segundo turno, eliminando a prefeita em exercício Lori Lightfoot. Posteriormente, Johnson derrotou Vallas no segundo turno.
Ao longo de sua carreira política, Johnson tem sido descrito como um político progressista. Como prefeito, Johnson tem concentrado sua atuação no combate à falta de moradia e na implementação de reformas nas áreas de segurança pública e educação. No entanto, enfrentou baixos índices de aprovação ao longo de seu mandato.
Johnson nasceu em Elgin, Illinois. Foi um dos dez filhos de Andrew e Wilma Jean Johnson. Cresceu em Elgin. Seu pai era pastor, e seus pais ocasionalmente atuavam como pais adotivos temporários. O pai de Johnson, Andrew Johnson, também trabalhou no Elgin Mental Health Center. Johnson estudou na Elgin High School, onde jogou beisebol e foi escolhido para a seleção de sua conferência como defensive lineman no futebol americano.
Quando Johnson tinha dezenove anos, sua mãe morreu em decorrência de insuficiência cardíaca congestiva. Johnson conheceu sua esposa, Stacie Rencher, em uma convenção religiosa. Eles se casaram quando Johnson tinha 22 anos.
Johnson obteve um bacharelado em desenvolvimento juvenil em 2004 e um mestrado em ensino em 2007, ambos pela Aurora University, em Aurora, Illinois.

Johnson trabalhou como professor de estudos sociais na Jenner Academy Elementary entre 2007 e 2010, uma escola pública próxima ao conjunto habitacional Cabrini–Green, na região de Near North Side de Chicago. Em seguida, lecionou por menos de um ano na George Westinghouse College Prep, no bairro de East Garfield Park, antes de tornar-se organizador sindical em tempo integral. Ambas as escolas fazem parte do sistema das Escolas Públicas de Chicago.
Johnson tornou-se organizador do Sindicato dos Professores de Chicago em 2011 e ajudou a organizar a greve dos professores de Chicago de 2012. Também ajudou a liderar as campanhas de campo nas eleições para prefeito e vereador de Chicago, realizadas em 2015.
Johnson e sua família vivem no bairro de Austin, na West Side de Chicago.
Johnson concorreu contra o titular Richard Boykin na eleição de 2018 para o 1.º distrito do Conselho de Comissários do Condado de Cook. Recebeu o apoio de diversas organizações sindicais e grupos progressistas de defesa de causas públicas, entre eles o Sindicato dos Professores de Chicago, a Grassroots Illinois Action, a The People's Lobby, a Our Revolution e as seções locais 1 e 73 da SEIU. Também recebeu o apoio da presidente do Conselho de Comissários do Condado de Cook, Toni Preckwinkle. Johnson venceu a eleição primária do Partido Democrata em 20 de março de 2018, derrotando Boykin por 0,8 ponto percentual (437 votos), e concorreu sem oposição na eleição geral de 6 de novembro de 2018. Johnson tomou posse como comissário do Condado de Cook em 3 de dezembro de 2018.
Johnson foi o principal autor da Just Housing Ordinance, que alterou a legislação habitacional do condado ao proibir que potenciais proprietários ou locadores perguntassem ou considerassem os antecedentes criminais de candidatos a inquilinos ou compradores de imóveis. A medida foi aprovada em abril de 2019.
Em outubro de 2019, Johnson discursou em um ato de solidariedade em apoio aos professores e funcionários de apoio em greve durante a greve das Escolas Públicas de Chicago de 2019 e escreveu cartas favoráveis ao movimento publicadas no Chicago Tribune e no Chicago Sun-Times.
Johnson trabalhou como organizador remunerado do Sindicato dos Professores de Chicago, concentrando-se em assuntos legislativos. Após a greve, o Illinois Playbook, do Politico, noticiou que Johnson era cogitado como um possível candidato à prefeitura nas eleições de 2023. Johnson respondeu chamando os rumores de "risíveis" e criticou a publicação por estabelecer uma ligação entre a greve e sua carreira eleitoral.
Em novembro de 2019, Johnson escreveu um ensaio em uma publicação do Sindicato dos Professores de Chicago, no qual distinguiu o modelo de organização sindical daquilo que chamou de "governança escolar de cima para baixo". Johnson apoiou Toni Preckwinkle antes do primeiro turno da eleição para prefeito de Chicago de 2019. Também apoiou Melissa Conyears-Ervin na eleição para tesoureiro municipal de Chicago de 2019. Em agosto de 2019, Johnson declarou apoio à candidatura de Elizabeth Warren nas eleições primárias presidenciais do Partido Democrata de 2020.
No verão de 2020, em meio aos protestos por George Floyd, Johnson foi o autor da resolução Justice for Black Lives, aprovada em julho de 2020. A resolução defendia a realocação de recursos "do policiamento e do encarceramento" para "serviços públicos não administrados pelas forças de segurança que promovam a saúde e a segurança das comunidades de forma equitativa".
Em uma entrevista naquele mesmo ano, Johnson elogiou o slogan político "desfinanciamento da polícia" (defund the police) como um "objetivo político real". Posteriormente, recuou em seu apoio ao slogan, especialmente durante sua campanha para a prefeitura de Chicago em 2023, quando procurou dissociar sua imagem dessa expressão.
Johnson foi reeleito em 2022.
Durante o mandato de Johnson no Conselho de Comissários, a presidente do órgão, Toni Preckwinkle, exerceu forte influência sobre as políticas adotadas pelo conselho. De modo geral, Johnson manteve uma aliança política com Preckwinkle.

Johnson foi eleito prefeito de Chicago na eleição para prefeito de Chicago de 2023. Tornou-se a terceira pessoa negra eleita para o cargo de prefeito de Chicago e o primeiro prefeito oriundo da West Side da cidade desde a década de 1930. Johnson tomou posse como o 57.º prefeito de Chicago em 15 de maio de 2023.
Em 13 de setembro de 2022, Johnson criou um comitê exploratório para avaliar uma candidatura à eleição para prefeito de Chicago de 2023.
Nas semanas seguintes, recebeu o apoio da organização United Working Families, do Sindicato dos Professores de Chicago, e de organizações políticas independentes progressistas dos 30.º, 33.º, 35.º e 39.º distritos eleitorais da cidade.
Em 23 de outubro, a American Federation of Teachers comprometeu-se a doar US$ 1 milhão para a campanha de Johnson caso ele oficializasse sua candidatura. Em 27 de outubro, Johnson anunciou formalmente sua candidatura em Seward Park. A campanha de Johnson foi apoiada pelo que Heather Cherone, da WTTW News, descreveu como uma "coalizão de grupos progressistas". Johnson também foi beneficiado pela decisão de Chuy García de adiar o anúncio de sua candidatura à prefeitura até depois da eleição para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos de 2022, uma vez que diversos grupos que haviam apoiado a campanha de García na eleição para prefeito de Chicago de 2015, como o Sindicato dos Professores de Chicago e a United Working Families, perderam a paciência diante da demora de García em decidir se concorreria e passaram a apoiar Johnson.
Johnson foi descrito como um político "progressista" e como o candidato preferido da esquerda dos Estados Unidos. Sua campanha enfatizou o financiamento e o fortalecimento das Escolas Públicas de Chicago, uma plataforma de segurança pública que incluía auditorias de eficiência e respostas a emergências de saúde mental sem o envolvimento da Polícia de Chicago, apoio à iniciativa Bring Chicago Home, que propunha um imposto sobre a transferência de imóveis para financiar ações de combate e prevenção da falta de moradia, e um orçamento que previa arrecadar US$ 1 bilhão em novas receitas, incluindo impostos novos ou mais elevados sobre companhias aéreas, transações financeiras, transferências de imóveis de alto valor e hotéis. Em meio a pesquisas que apontavam o crime e as relações com a polícia como a principal preocupação do eleitorado, Johnson foi o único candidato nas eleições primárias que não defendeu a contratação de mais policiais. Em vez disso, propôs ampliar o efetivo de detetives a partir dos quadros existentes, expandir programas municipais de emprego para jovens, reabrir centros de saúde mental e aumentar os investimentos em prevenção da violência como formas de enfrentar as "causas profundas da criminalidade", em consonância com pesquisas que indicavam preferência dos eleitores por maior qualificação profissional e oportunidades econômicas em vez da expansão do efetivo policial.
No primeiro turno da eleição, realizado em 28 de fevereiro, Johnson ficou em segundo lugar com cerca de 22% dos votos. Ele avançou para o segundo turno, realizado em 4 de abril, no qual enfrentou Paul Vallas, que havia obtido o primeiro lugar na votação inicial com mais de 33% dos votos. A campanha de Johnson foi apoiada pelo que Heather Cherone, da WTTW News, descreveu como uma "coalizão de grupos progressistas". Johnson também foi beneficiado pela decisão de Chuy García de adiar o anúncio de sua candidatura à prefeitura até depois da eleição para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos de 2022, uma vez que diversos grupos que haviam apoiado a campanha de García na eleição para prefeito de Chicago de 2015, como o Sindicato dos Professores de Chicago e a United Working Families, perderam a paciência diante da demora de García em decidir se concorreria e passaram a apoiar Johnson.
Johnson foi descrito como um político "progressista" e como o candidato preferido da esquerda dos Estados Unidos. Sua campanha enfatizou o financiamento e o fortalecimento das Escolas Públicas de Chicago, uma plataforma de segurança pública que incluía auditorias de eficiência e respostas a emergências de saúde mental sem o envolvimento da Polícia de Chicago, apoio à iniciativa Bring Chicago Home, que propunha um imposto sobre a transferência de imóveis para financiar ações de combate e prevenção da falta de moradia, e um orçamento que previa arrecadar US$ 1 bilhão em novas receitas, incluindo impostos novos ou mais elevados sobre companhias aéreas, transações financeiras, transferências de imóveis de alto valor e hotéis. Em meio a pesquisas que apontavam o crime e as relações com a polícia como a principal preocupação do eleitorado, Johnson foi o único candidato nas eleições primárias que não defendeu a contratação de mais policiais. Em vez disso, propôs ampliar o efetivo de detetives a partir dos quadros existentes, expandir programas municipais de emprego para jovens, reabrir centros de saúde mental e aumentar os investimentos em prevenção da violência como formas de enfrentar as "causas profundas da criminalidade", em consonância com pesquisas que indicavam preferência dos eleitores por maior qualificação profissional e oportunidades econômicas em vez da expansão do efetivo policial.
No primeiro turno da eleição, realizado em 28 de fevereiro, Johnson ficou em segundo lugar com cerca de 22% dos votos. Ele avançou para o segundo turno, realizado em 4 de abril, no qual enfrentou Paul Vallas, que havia obtido o primeiro lugar na votação inicial com mais de 33% dos votos.
Após serem eliminados no primeiro turno da eleição para prefeito, o deputado federal Chuy García e o deputado estadual de Illinois Kam Buckner declararam apoio a Johnson no segundo turno. Entre as figuras mais proeminentes que apoiaram Johnson na eleição geral estavam o ativista e duas vezes candidato à presidência Jesse Jackson, a presidente do Conselho de Comissários do Condado de Cook, Toni Preckwinkle (segunda colocada na eleição para prefeito de 2019), o Procurador-Geral de Illinois Kwame Raoul, a ex-senadora dos Estados Unidos Carol Moseley Braun (candidata à presidência nas eleições primárias presidenciais do Partido Democrata de 2004 e candidata à prefeitura de Chicago em 2011), o deputado federal pela Carolina do Sul Jim Clyburn, além das senadoras dos Estados Unidos e ex-candidatas à presidência Elizabeth Warren (de Massachusetts) e Bernie Sanders (de Vermont).

Johnson criticou Vallas por seus vínculos com organizações e figuras do Partido Republicano, bem como por sua ligação com causas do conservadorismo nos Estados Unidos. No primeiro debate do segundo turno, Johnson declarou: "Chicago não pode se dar ao luxo de ter republicanos como Paul Vallas". Em resposta, Vallas afirmou ser um "democrata por toda a vida", citando sua candidatura nas primárias da eleição para governador de Illinois de 2002 e sua campanha, sem sucesso, como candidato do Partido Democrata ao cargo de vice-governador na eleição para governador de Illinois de 2014. Johnson também acusou Vallas de ter prejudicado as finanças das Escolas Públicas de Chicago durante o período em que ocupou o cargo de diretor executivo do sistema escolar. Vallas, por sua vez, acusou Johnson de carecer de "conteúdo", alegando que ele não possuía um histórico político significativo. Vallas fez campanha com foco na redução da criminalidade, caracterizando Johnson como um defensor do "desfinanciamento da polícia".
Em 4 de abril, Johnson derrotou Vallas e venceu o segundo turno da eleição. Sua vitória foi descrita por diversos veículos de comunicação como uma vitória surpresa.
Johnson arrecadou significativamente menos recursos para sua campanha do que Vallas, e seus gastos foram quase metade dos de seu adversário. Alguns jornalistas atribuíram a vitória de Johnson à mobilização de base organizada em apoio à sua candidatura.
Muitas das pessoas que integraram a equipe de transição de Johnson, incluindo seu presidente, tinham vínculos com sindicatos.
Em 6 de abril de 2023, o prefeito eleito Johnson reuniu-se com a prefeita Lori Lightfoot em seu gabinete na Prefeitura de Chicago para discutir a transição de governo. No dia seguinte, Johnson reuniu-se pessoalmente com o governador de Illinois, J. B. Pritzker. Em 14 de abril de 2023, encontrou-se com o procurador-geral de Illinois, Kwame Raoul.
Em 11 de abril de 2023, foi anunciado que Chicago havia sido escolhida para sediar a Convenção Nacional Democrata de 2024. Johnson havia apoiado a candidatura da cidade. Após derrotar Lightfoot no primeiro turno, tanto Johnson quanto Paul Vallas prometeram apoiar a candidatura de Chicago para sediar a convenção, iniciativa defendida por Lightfoot durante seu mandato. Também foi noticiado que, quando o presidente Joe Biden telefonou para parabenizar Johnson pela vitória projetada na eleição, este aproveitou a conversa para defender a candidatura de Chicago como sede da convenção. Nos dias seguintes à eleição, Johnson e o governador Pritzker trabalharam conjuntamente para reforçar a candidatura de Chicago antes da decisão final do Comitê Nacional Democrata sobre a cidade-sede.
Cerca de uma semana após sua eleição, Johnson participou de um piquete ao lado de professores em greve da Chicago State University.
Em abril de 2023, depois que grandes grupos de adolescentes e jovens adultos se envolveram em tiroteios e atos de vandalismo em diversos locais da cidade, Johnson divulgou uma nota afirmando: "de forma alguma aprovo as atividades destrutivas que vimos na região do Loop e na orla do lago neste fim de semana. Isso é inaceitável e não tem lugar em nossa cidade. No entanto, não é construtivo demonizar jovens que, de outra forma, foram privados de oportunidades em suas próprias comunidades".
Em 18 de abril, Johnson iniciou uma viagem à capital estadual, Springfield, onde se reuniu com parlamentares estaduais. No dia seguinte, discursou perante a Assembleia Geral de Illinois.
Durante o período de transição, Johnson tomou decisões sobre a composição de sua equipe, incluindo a escolha de seu chefe de gabinete. Também foi anunciado que o chefe interino da polícia, Eric Carter, deixaria o cargo no mesmo dia da posse de Johnson.
Johnson tomou posse ao meio-dia de 15 de maio de 2023, na Credit Union 1 Arena. Horas depois, assinou quatro decretos executivos relacionados à segurança pública, aos migrantes e ao emprego para jovens.
Em outubro de 2023, o Conselho Municipal aprovou a lei One Fair Wage, com o apoio de Johnson. A legislação estabelece um cronograma para a eliminação gradual do salário mínimo reduzido aplicado aos trabalhadores que recebem gorjetas, prevendo sua extinção até 1.º de julho de 2028.
Como prefeito, Johnson buscou reduzir a burocracia para agilizar o desenvolvimento habitacional e comercial na cidade.
Durante a campanha para a prefeitura em 2023, Johnson defendeu a aprovação da proposta Bring Chicago Home, um plano para aumentar o imposto sobre transferência de imóveis (RETT) sobre vendas de imóveis acima de US$ 1 milhão, com o objetivo de financiar habitação a preços acessíveis e serviços de apoio à população em situação de rua. Em novembro de 2023, o Conselho Municipal votou pela realização de um referendo para alterar esse imposto, incluído na cédula da eleição primária de março de 2024. O referendo foi rejeitado, com 53,2% dos eleitores votando contra a medida.
Em 2024, Johnson apoiou a construção de um edifício residencial com 615 apartamentos (dos quais 124 seriam destinados à habitação a preços acessíveis) em um antigo terreno industrial localizado na 1840 North Marcey Street. O vereador do distrito, Scott Waguespack, tentou utilizar o chamado privilégio do vereador (aldermanic privilege) para bloquear o empreendimento, mas Johnson defendeu a agilização do projeto e procurou impedir que Waguespack atrasasse ou impedisse sua execução.
Em fevereiro de 2025, Johnson apresentou a proposta da lei Green Social Housing. A medida criou uma organização sem fins lucrativos administrada pelo Departamento de Habitação da cidade para financiar, por meio de empréstimos com juros reduzidos, a construção privada de empreendimentos habitacionais de renda mista. Cada novo empreendimento deve destinar pelo menos 30% de suas unidades à habitação a preços acessíveis. Após a conclusão das obras, a cidade mantém participação majoritária na propriedade dos imóveis, e a receita proveniente dos aluguéis é destinada ao financiamento de novos projetos. Os edifícios também devem atender a padrões de sustentabilidade ambiental, concebidos para reduzir as emissões de carbono, diminuir os custos com energia e melhorar a qualidade do ar interno. Em maio de 2025, o Conselho Municipal aprovou a proposta.
Em julho de 2023, Johnson nomeou novos membros para o Conselho de Educação de Chicago, incluindo Jianan Shi como presidente do conselho.
Em 2024, a cidade de Chicago estava envolvida em negociações contratuais com o Sindicato dos Professores de Chicago, antigo empregador de Johnson. Em julho de 2024, Johnson passou a defender que o distrito escolar contraísse um novo empréstimo para cobrir as despesas necessárias ao atendimento das reivindicações do sindicato relacionadas ao financiamento de pensões e contratos. Entretanto, dirigentes do distrito escolar e o próprio Conselho de Educação manifestaram preocupação com a possibilidade de assumir novas dívidas, considerando os compromissos financeiros já existentes.
Em meio ao impasse, o sindicato dos professores criticou publicamente o diretor-executivo das Escolas Públicas de Chicago, Pedro Martinez, responsabilizando-o pela situação e classificando-o de forma depreciativa como um "remanescente da administração Lightfoot". Johnson também solicitou, em caráter privado, a renúncia de Martinez (embora tenha negado publicamente ter feito esse pedido). Em 24 de setembro, o Chicago Tribune publicou um artigo de opinião assinado por Martinez, no qual ele expôs os motivos pelos quais se recusava a atender ao pedido de renúncia feito por Johnson.
Como tudo isso ocorreu às vésperas de uma mudança na composição do conselho — uma vez que a eleição para o Conselho de Educação de Chicago de 2024 transformaria o órgão de um conselho inteiramente nomeado para um modelo híbrido —, os membros então em exercício recusaram-se unanimemente a destituir Martinez. Em consequência do conflito, todos os integrantes do conselho, incluindo sua presidente Jianan Shi, apresentaram suas renúncias no início de outubro. Quarenta e um dos cinquenta membros do Conselho Municipal de Chicago (inclusive alguns dos principais aliados de Johnson) assinaram uma carta aberta criticando a tentativa do prefeito de reformular rapidamente o conselho poucas semanas antes da eleição. Dias depois, Johnson nomeou novos integrantes para seis das sete cadeiras. Os sete novos membros nomeados e o novo presidente tomaram posse conjuntamente em 28 de outubro.
Na reformulação do conselho, Johnson nomeou o reverendo Mitchell Ikenna Johnson como novo presidente. Após sua nomeação, surgiram controvérsias relacionadas a diversas publicações antigas em suas redes sociais. Pouco depois de assumir o cargo, ganhou repercussão uma publicação em que ele descrevia os ataques de 7 de outubro como uma "resistência contra a opressão". Quarenta membros do Conselho Municipal e o governador JB Pritzker manifestaram preocupação, e o governador acusou Johnson e sua administração de não terem realizado uma verificação adequada de seus antecedentes. Posteriormente, o reverendo Johnson pediu desculpas pela publicação. Inicialmente, o prefeito defendeu o presidente do conselho, afirmando:
| “ | Ele reconhece o dano que essas declarações causaram, expressou seu pedido de desculpas e continuará buscando reparar esse erro para conquistar a plena confiança de todas as comunidades da cidade de Chicago. | ” |
Em 31 de outubro, vieram à tona outras publicações controversas, incluindo um meme misógino e uma postagem defendendo uma teoria conspiratória sobre os atentados de 11 de setembro. O governador Pritzker divulgou uma nota pública pedindo a renúncia do reverendo Johnson. Jornalistas também identificaram diversas publicações críticas a Israel e favoráveis à Palestina que utilizavam linguagem hostil e ofensiva em relação ao povo judeu. Ainda naquele dia, o reverendo Johnson apresentou sua renúncia ao cargo de presidente do conselho. O prefeito divulgou um comunicado afirmando que a renúncia ocorrera a seu pedido, em razão das antigas publicações na internet, que eram "não apenas ofensivas, mas profundamente perturbadoras".
Em 11 de dezembro, Johnson nomeou Sean Harden como presidente do Conselho de Educação. Em 20 de dezembro, os novos integrantes nomeados por Johnson para o conselho votaram por unanimidade pela demissão de Pedro Martinez do cargo de diretor-executivo das Escolas Públicas de Chicago.
Em meados de novembro de 2024, Johnson propôs um aumento de US$ 300 milhões no imposto sobre a propriedade para equilibrar o orçamento da cidade. A proposta foi rejeitada por unanimidade pelo Conselho Municipal, por 50 votos a 0. Posteriormente, Johnson afirmou que a proposta de aumento não era séria, mas tinha apenas o objetivo de chamar a atenção das pessoas. Em março daquele ano, os eleitores também rejeitaram um aumento do imposto sobre a transferência de imóveis para propriedades avaliadas em mais de US$ 1 milhão, enquanto seu plano de recorrer a um empréstimo para financiar as reivindicações contratuais do Sindicato dos Professores de Chicago levou à renúncia em massa dos membros do Conselho de Educação de Chicago. O conselho editorial conservador do The Wall Street Journal criticou as reformas econômicas de Johnson, afirmando que elas colocavam Chicago em uma "trajetória kamikaze progressista".
Entre 2024 e 2025, o Chicago Sun-Times noticiou que o assessor sênior de Johnson, Jason Lee, exercia considerável influência sobre a formulação das políticas do prefeito. O jornal chegou a se referir a Lee como o "prefeito-sombra" de Chicago. Lee é filho da falecida deputada federal pelo Texas Sheila Jackson Lee e mantém residência oficial em Houston, embora viva em Chicago, tendo votado como residente do Texas em 2024.
Em outubro de 2025, Johnson recusou-se a demitir Lee, apesar de recomendação nesse sentido feita pela inspetora-geral da cidade, Deborah Witzburg. Em janeiro de 2026, Johnson voltou a defender Lee, apesar da controvérsia gerada por sua decisão de trabalhar fora do estado na campanha da deputada federal texana Jasmine Crockett ao Senado dos Estados Unidos. O prefeito chegou a afirmar que o papel desempenhado por Lee nessa campanha era importante para sua própria agenda política em Chicago.
No fim de novembro de 2023, Johnson confirmou que a cidade de Chicago, com o apoio do governador de Illinois, JB Pritzker, construiria uma cidade de tendas para abrigar principalmente migrantes venezuelanos na porção sudoeste do South Side da cidade. Além do acampamento, Johnson trabalhou em conjunto com igrejas de 17 paróquias da Arquidiocese de Chicago para acomodar aproximadamente 350 migrantes.
Em janeiro de 2024, Johnson deu o voto de desempate em favor de uma resolução do Conselho Municipal que pedia um cessar-fogo permanente na Guerra de Gaza.
Em fevereiro de 2024, Johnson anunciou, na condição de prefeito de Chicago, ações judiciais contra grandes empresas do setor de petróleo e gás, incluindo BP, Chevron, ConocoPhillips, ExxonMobil, Phillips 66, Shell e o American Petroleum Institute. As ações alegavam que essas empresas haviam enganado o público sobre os impactos de seus produtos nas mudanças climáticas, enquanto a cidade buscava responsabilizá-las pelos prejuízos relacionados ao clima sofridos por Chicago.
Em março de 2024, Johnson nomeou sua amiga de faculdade Clinée Hedspeth para dirigir o departamento municipal de artes e cultura. A decisão gerou controvérsia após um curto período no cargo, em razão de denúncias envolvendo intimidação, antissemitismo, assédio sexual, entre outras alegações. Hedspeth renunciou menos de dezoito meses após sua nomeação e foi incluída na lista de pessoas inelegíveis para futura contratação pela administração municipal.
Em outubro de 2024, um homem judeu ortodoxo foi baleado enquanto caminhava em direção à sua sinagoga no bairro de West Rogers Park, tradicionalmente associado à comunidade judaica de Chicago. Ativistas e organizações judaicas locais criticaram Johnson por não ter mencionado a identidade judaica da vítima em sua declaração inicial sobre o ataque. O deputado federal Ritchie Torres, de Nova Iorque, também criticou Johnson, sugerindo que o prefeito deveria renunciar caso não estivesse disposto a agir contra manifestações explícitas de antissemitismo na cidade. Em novembro, o Departamento de Polícia de Chicago anunciou que o suposto autor do ataque responderia por acusações de crime de ódio e terrorismo.
Em 16 de junho de 2025, foi divulgada uma pesquisa segundo a qual 26% dos entrevistados aprovavam o desempenho de Johnson no cargo, 38% o desaprovavam e 36% manifestavam "opiniões mistas", resultando em uma aprovação líquida de −12 pontos. Isso representou uma melhora de 44 pontos em relação ao índice de aprovação líquida registrado na pesquisa de outubro de 2024. Uma pesquisa de outubro de 2025 realizada por uma empresa de pesquisas ligada ao Partido Democrata apontou que sua aprovação era de 31%, enquanto 61% dos entrevistados desaprovavam sua gestão.
Durante os primeiros meses de 2026 e no início do ciclo eleitoral da eleição para prefeito de Chicago de 2027, Johnson continuou a enfrentar baixos índices de aprovação. Uma pesquisa Suffolk–Chicago Tribune indicou que, embora 30% dos moradores considerassem Chicago um excelente lugar para viver, uma parcela significativa tinha uma visão desfavorável de sua liderança. Seus índices de aprovação permaneceram entre a faixa dos 20% e o início da casa dos 30% durante o fim de 2025 e o início de 2026, sem atingir o patamar de 50% frequentemente considerado necessário para uma reeleição bem-sucedida.
Até agosto de 2026, Johnson ainda não havia anunciado oficialmente sua candidatura à reeleição. Em abril de 2026, foi noticiado que ele havia arrecadado apenas US$ 813 mil para sua campanha, enquanto o Secretário de Estado de Illinois Alexi Giannoulias havia arrecadado US$ 18,3 milhões por meio de seu comitê de ação política. Uma pesquisa realizada em julho de 2026 constatou que apenas 14% dos moradores de Chicago desejavam que Johnson concorresse à reeleição. A imprensa local e comentaristas destacaram que Johnson ainda não havia anunciado sua candidatura à reeleição, enquanto outros democratas de destaque, como o deputado federal Mike Quigley, a tesoureira do Condado de Cook Maria Pappas, a controladora de Illinois Susana Mendoza e Alexi Giannoulias já haviam anunciado suas candidaturas para disputar a prefeitura. Em entrevista concedida no fim de julho de 2026, Johnson afirmou que não tinha pressa para anunciar sua candidatura à reeleição, ao mesmo tempo em que defendeu sua gestão e sua agenda política. Em artigo publicado pelo The New York Times no mês seguinte, observou-se que Johnson enfrentava um caminho difícil rumo à reeleição devido ao enfraquecimento de seu apoio político, aos problemas financeiros da cidade, ao aumento dos índices de desaprovação e ao desempenho modesto na arrecadação de recursos para uma eventual campanha.
Johnson vive no bairro de Austin, no West Side de Chicago, com sua esposa, Stacie, e seus três filhos.
Em março de 2023, foi revelado que Johnson devia à cidade de Chicago US$ 3.357,04 em contas não pagas de água e esgoto, além de US$ 1.144,58 referentes a multas de trânsito não quitadas de 2014 e 2015. Contudo, foi confirmado que Johnson havia quitado integralmente essas dívidas até 31 de março de 2023.
| Candidato | Partido | Votos | % |
|---|---|---|---|
| Brandon Johnson | Partido Democrata | 24.863 | 50,44 |
| Richard Boykin (titular) | Partido Democrata | 24.426 | 49,56 |
| Total | 49.289 | 100,00 |
| Candidato | Partido | Votos | % |
|---|---|---|---|
| Brandon Johnson | Partido Democrata | 88.590 | 100,00 |
| Total | 88.590 | 100,00 |
| Candidato | Partido | Votos | % |
|---|---|---|---|
| Brandon Johnson (titular) | Partido Democrata | 30.702 | 100,00 |
| Total | 30.702 | 100,00 |
| Candidato | Partido | Votos | % |
|---|---|---|---|
| Brandon Johnson (titular) | Partido Democrata | 71.077 | 92,87 |
| James Humay | Partido Libertário | 5.457 | 7,13 |
| Total | 76.534 | 100,00 |
| Candidato | Primeiro turno | Segundo turno | ||
|---|---|---|---|---|
| Votos | % | Votos | % | |
| Brandon Johnson | 122.093 | 21,63 | 319.481 | 52,16 |
| Paul Vallas | 185.743 | 32,90 | 293.033 | 47,84 |
| Lori Lightfoot (titular) | 94.890 | 16,81 | — | — |
| Chuy García | 77.222 | 13,68 | — | — |
| Willie Wilson | 51.567 | 9,13 | — | — |
| Ja'Mal Green | 12.257 | 2,17 | — | — |
| Kam Buckner | 11.092 | 1,96 | — | — |
| Sophia King | 7.191 | 1,27 | — | — |
| Roderick Sawyer | 2.440 | 0,43 | — | — |
| Voto por inscrição | 29 | 0,00 | — | — |
| Total | 564.524 | 100,00 | 612.514 | 100,00 |