| Brosimum | |||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Espécies | |||||||||||||||
Brosimum é um gênero botânico Neotropical, pertencente à tribo Dorstenieae, na família Moraceae, a mesma família das Amoras (gênero Morus), dos Figos (gênero Ficus), das Jacas e Frutas-pão (gênero Artocarpus).
É constituído principalmente de árvores altas (chegando à 40 metros de altura), mas também pode apresentar espécies arbustivas. Poussi espécies de interesse madeireiro como B. rubescens e B. guianense, bem como espécies de interesse alimentício como a Noz-de-Maia (B. alicastrum) e a Mama-Cadela, Inharé ou Chicletinho-do-Cerrado (B. gaudichaudii). Diversas povos tradicionais brasileiros e sul-americanos utilizam partes de plantas do gênero Brosimum em rituais e como medicina alternativa.
Podem ser monoicas ou dioicas e apresentam folhas inteiras, por vezes com margens denteadas ou onduladas e cobertas por tricomas pluricelulares de forma globosa ou oblongo-capitada. Apresentam estípulas livres ou fusionadas, podendo ser amplexicaules (abraçando todo o caule) ou não. Suas flores são sempre unissexuadas mas suas inflorescências podem ser díclinas ou monóclinas, com formas variando entre (sub)globosas, hemisféricas, turbinadas ou convexamente discoides. O receptáculo encontra-se, inicialmente, completamente coberto por brácteas peltadas. As flores estaminadas são numerosas, contendo de 1 à 4 estames, podendo conter pistilódios nos subgêneros Heliantostylis e Trymatococcus, enquanto as flores pistiladas podem ocorrer em número de uma (ao centro) à várias por inflorescência.
Atualmente, o gênero encontra-se dentro da tribo Dorstenieae, tendo sido considerado monofilético apenas recentemente, com a inclusão dos gêneros Helianthostylis Baill e Trymatococcus Poepp. & Endl. por Gardner et al. (2021), após Dartyviller e Weiblen (2004) e Silva (2007) terem evidenciado que Brosimum sensu Berg (1972, 2001) seria parafilético. Dessa forma, aumentando a diversidade total de 15 para 19 espécies. Ainda segundo Gardner et al. (2021), o gênero Brosimum é subdividido em quatro subgêneros, com base em características morfológicas reprodutivas e vegetativas, além de dados moleculares recentes: B. subg. Brosimum e B. subg. Ferolia - com ampla distribuição - B. subg. Trymatococcus e B. subg. Helianthostylis - retritos ao domínio amazônico.
Árvores monoicas ou dioicas, com estípulas dispostas lateralmente. As inflorescências podem ser unissexuadas ou bissexuadas, geralmente apresentando forma aproximadamente globosa. Nas inflorescências estaminadas, o perianto é geralmente pouco desenvolvido, e não há pistilódio. Os cotilédones são desiguais entre si.
Distribuição: México e Grandes Antilhas, estendendo-se até o norte da América do Sul e a Bacia Amazônica, com ocorrência na Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Brasil, Bolívia, Guiana Francesa, Costa Rica, Panamá, México, Guatemala, Nicarágua e Paraguai.
B. acutifolium Huber
B. alicastrum Sw.
B. costaricanum Liebm.
B. gaudichaudii Trécul
B. glaucum Taub.
B. glaziovii Taub.
B. guianense (Aubl.) Huber ex Ducke
B. lactescens (S.Moore) C.C.Berg.
Árvores monoicas, com estípulas amplexicaules. As inflorescências são geralmente bissexuadas, podendo apresentar formato globoso, hemisférico, cilíndrico ou turbinado, e, ocasionalmente, serem irregularmente lobadas. O perianto das flores estaminadas é pouco desenvolvido, o pistilódio está ausente e os cotilédones são iguais.
Distribuição: os representantes deste subgênero estão predominantemente concentrados na porção norte da América do Sul, estando claramente associados ao Escudo das Guianas, com ocorrência no Panamá, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Brasil, Bolívia, Guiana e Guiana Francesa.
B. longifolium Ducke
B. melanopotamicum C.C.Berg
B. multinervium C.C. Berg
B. parinarioides Ducke
B. potabile Ducke
B. rubescens Taub.
B. utile (Kunth) Oken.
Árvores monoicas ou androdioicas, com estípulas laterais. As inflorescências são bissexuadas ou estaminadas, variando de globosas a turbinadas. O perianto das flores estaminadas é bem desenvolvido, assim como o pistilódio, que é frequentemente vistoso. Os cotilédones são iguais.
Distribuição: Bacia Amazônica, com ocorrência no Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru e Venezuela.
B. sprucei (Baill.) E.M.Gardner & Zerega
B. steyermarkii (C.C.Berg) E.M.Gardner & Zerega
Árvores monoicas, com estípulas laterais. As inflorescências são bissexuadas, turbinadas e providas de protuberâncias. O perianto das flores estaminadas é bem desenvolvido, com pistilódio presente, porém diminuto. Os cotilédones são desiguais.
Distribuição: região do Alto Amazonas até as Guianas, com ocorrência na Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Equador, Peru e Brasil.
B. amazonicum (Poepp. & Endl.) E.M.Gardner & Zerega
B. oligandrum (Benoist) E.M. Gardner & Zerega