
O Burel é um tecido artesanal português, feito de lã dos ovinos de raça Serra da Estrela do tipo Bordaleira, Churra e Merina. Destaca-se pela sua qualidade, boa performance térmica e um aspecto visual muito apelativo.

Para a manufactura do Burel, utiliza-se, basicamente, lã de cor preta. A lã após carmeada e cardada é fiada e torcida (com roca e fuso), etapas que convém serem executadas pela mesma pessoa para o fio ter sempre a mesma espessura e textura. Do fuso, a lã passa para o novelo na operação de dobar. Depois de torcida, a lã é urdida e então urdida, é colocada no pisão, uma máquina que bate e escalda a lã de modo a tornar o pano mais duro e apertado. As teias pisoadas são então entregues a um alfaiate que as transforma em capas, casacos, coletes e calças de burel para os inúmeros dias de chuva, neve e vento. Hoje em dia, o artigo mais em uso é a capa de burel.
Quimicamente, o tecido burel é composto por Carbono (50%), Hidrogénio (7%), Oxigénio (21%), Azoto (17%) e Enxofre (5%).
O burel é um produto natural com propriedades físicas que lhe conferem uma utilidade superior: