| Buzeira | |
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Buzeira no dia de sua prisão | |
| Nome | Bruno Alexssander Souza Silva |
| Nascimento | 28 de abril de 1995 (31 anos) |
| Pseudônimo(s) | Buzeira |
| Nacionalidade(s) | brasileiro |
| Ocupação | Influenciador digital, empresário |
| Crime(s) | lavagem de dinheiro, associação criminosa e tráfico internacional de drogas |
| Situação | Em liberdade condicional, com tornozeleira eletrônica |
| Cônjuge |
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Bruno Alexssander Souza Silva (São Paulo, 28 de abril de 1995), mais conhecido como Buzeira, é um influenciador digital e empresário brasileiro. Ficou conhecido na mídia por sua associação a carros de luxo, joias e festas de grande repercussão, mas também por investigações policiais envolvendo a legalidade de suas atividades.
Em outubro de 2025, Buzeira foi preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Narco Bet, investigação que apura sua participação em um esquema de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas. Segundo a PF, o grupo investigado movimentou cerca de 630 milhões de reais por meio de criptomoedas e apostas eletrônicas, utilizando empresas de fachada e contas em diferentes estados. Antes da operação, Buzeira já havia sido mencionado em relatórios sobre supostos desvios ligados ao Sport Club Corinthians Paulista, ocasião em que sua residência foi alvo de mandado de busca e apreensão.
Bruno Alexssander Souza Silva, natural de Itaquera, Zona Leste de São Paulo, tentou a carreira de jogador de futebol, mas não se firmou na área, e também se aventurou como MC. Trabalhou ainda no setor de logística, atuando com um tio e posteriormente na multinacional DB Schenker.
A partir de 2020, passou a organizar rifas e sorteios online, inicialmente de forma amadora, prática que rapidamente ganhou visibilidade nas redes sociais. Essa estratégia lhe trouxe projeção midiática, mas também levantou questionamentos sobre a legalidade dos modelos de premiação adotados.
Em junho de 2025, Buzeira foi citado no relatório da Polícia Civil de São Paulo referente ao chamado caso VaideBet, investigação sobre supostos crimes na intermediação do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet. O documento incluiu sua empresa, Buzeira Digital, em movimentações financeiras associadas a companhias suspeitas de envolvimento em lavagem de dinheiro, como a Wave Intermediações Tecnológicas e a Victory Trading Intermediação.
Segundo a apuração, a Wave recebeu um milhão de reais de uma empresa de fachada, a Neoway Soluções Integradas, usada para movimentar valores desviados do clube, e posteriormente repassou recursos à UJ Football, suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Na quebra de sigilo bancário, a Buzeira Digital foi identificada como beneficiária de depósitos de terceiros que também transferiram quantias à Wave, incluindo um agropecuarista de Goiás e um promotor de vendas do Espírito Santo.
A Victory Trading, por sua vez, repassou diretamente valores para Buzeira. Em abril de 2024, a empresa realizou transferências de 490 mil, 510 mil e 300 mil reais em favor da Buzeira Digital, pouco depois de enviar recursos à UJ Football. O delegado responsável descreveu como "suspeito" o percurso financeiro, ressaltando que havia indícios de um entrelaçamento entre dirigentes do clube, empresas de fachada e o influenciador.
O relatório também anexou registros fotográficos de Buzeira em reuniões no CT Joaquim Grava, além de imagens no gramado com jogadores após a conquista do Campeonato Paulista de 2025. Uma denúncia anônima chegou a apontá-lo como financiador da campanha eleitoral do então presidente Augusto Melo, hipótese não comprovada pela investigação.
Em setembro de 2025, a CNN divulgou trechos da versão final do inquérito, que apontava que parte das comissões do contrato com a VaideBet teria sido desviada para quitar dívidas de campanha de Melo, envolvendo empresários, influenciadores e até um agiota da Zona Leste de São Paulo. Segundo o documento, o plano previa o repasse de 7 por cento do valor total contratado, em parcelas de 700 mil reais, o que totalizaria 25,2 milhões de reais. O relatório final reforçou a suspeita de que recursos desviados foram parar em contas de empresas ligadas ao PCC, como a UJ Football.
Procurado, Buzeira negou qualquer envolvimento com o caso e afirmou não ter ligação com a VaideBet: "Não tem nada a ver com VaideBet, nunca nem divulguei. Manda a Polícia abrir uma investigação. Não devo satisfação para ninguém." A defesa de Augusto Melo, por sua vez, divulgou nota negando de forma veemente qualquer vínculo do dirigente com organizações criminosas e questionando a forma como parte das informações foi divulgada à imprensa.
O empresário Victor Shimada, que foi um alvo de sanções dos Estados Unidos em 1 de julho de 2026, aparece em investigações da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público em um esquema que conecta o caso VaideBet, o Corinthians, empresas citadas em apurações sobre PCC e transferências para o influenciador Buzeira.
A empresa Victory Trading Intermediação de Negócios, um dos alvos das sanções impostas no mesmo dia pelo governo dos Estados Unidos por suposta ligação com uma rede de lavagem de dinheiro associada ao PCC, também aparece em outra investigação da Polícia Civil de São Paulo por movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo o influenciador Buzeira. Segundo relatório produzido pela Delegacia de Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil no inquérito que apura o desvio de recursos do contrato entre Corinthians e VaideBet, a Victory Trading realizou, em apenas um dia, duas transferências que somaram 1 milhão de reais para a empresa Buzeira Digital Ltda.
Em 14 de outubro de 2025, Buzeira foi preso pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Narco Bet, deflagrada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas.
Segundo a PF, o grupo investigado teria movimentado aproximadamente 630 milhões de reais por meio de criptomoedas, casas de apostas eletrônicas e empresas de fachada, com o intuito de ocultar valores provenientes de atividades ilícitas.
Buzeira foi detido em São Paulo e levado sob prisão preventiva, sendo investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e tráfico internacional de drogas. A operação contou com o apoio da Polícia Criminal Federal da Alemanha (BKA), que realizou prisões cautelares de outros investigados em território europeu.
A 1.ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital é responsável pela condução do caso. Até o momento, não há condenação judicial definitiva.
A PF encontrou um arsenal de armas em um quarto de difícil acesso, semelhante a um bunker, na mansão do influenciador Buzeira durante uma operação policial.
Em agosto de 2026, após dez meses preso, foi solto em liberdade condicional, devendo usar tornozeleira eletrônica.
Buzeira leva um estilo de vida marcado pela ostentação, frequentemente exibido em suas redes sociais.
Em 2023, presenteou Neymar com um colar de ouro avaliado em cerca de 2 milhões de reais durante o cruzeiro "Ney em Alto-Mar". O influenciador também esteve presente em jogos e eventos relacionados ao atleta.
Em julho de 2025, casou-se com Hillary Yamashiro em uma cerimônia de grande repercussão em São Paulo. A festa se tornou assunto nas redes sociais e em portais de notícias devido à forma como foi conduzida a tradicional "hora da gravata". Na ocasião, convidados entregaram relógios e joias de alto valor, com estimativas de arrecadação que ultrapassaram dez milhões de reais. O episódio gerou críticas e questionamentos sobre a devolução dos itens, levando o próprio Buzeira a se pronunciar publicamente e prometer esclarecer o destino dos objetos.