| CTT Correios de Portugal | |
|---|---|
| Razão social | CTT - Correios de Portugal, S.A. |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | Euronext Lisboa: CTT |
| Atividade | Logística de comércio eletrónico |
| Género | Sociedade anónima |
| Fundação | 6 de novembro de 1520 (505 anos) com o nome "Correio Público" |
| Sede | Lisboa |
| Pessoas-chave | Conselho de Administração |
| Empregados | 14048 (2025) |
| Produtos | Correio Normal Expresso e Encomendas Correio Verde Logística serviços empresariais serviços digitais de proximidade comércio eletrónico e-fulfilment contact center |
| Lucro | |
| Faturamento | |
| Website | www.ctt.pt |
Os CTT - Correios de Portugal, S.A. MHM são um grupo empresarial com atividade nas áreas de logística e comércio eletrónico, serviços postais, serviços financeiros, soluções empresariais e serviços bancários, através do Banco CTT.
Os CTT são uma sociedade cotada em bolsa desde 2013.
Com forte presença ibérica, os CTT empregam mais de 14 mil pessoas e registaram, em 2025, um aumento de 11% nos lucros e rendimentos operacionais de 1 288,1 milhões de euros, com a área de Soluções de Comércio Eletrónico a representar 49% deste valor, ultrapassando a área de Correio e Serviços.
A sustentabilidade é um dos maiores compromissos da empresa, que tem como objetivo eletrificar a totalidade da sua frota de última milha até 2030.
As origens dos CTT remontam a 6 de Novembro de 1520, ano em que o Rei D. Manuel I de Portugal criou o primeiro serviço de correio público de Portugal e o cargo de Correio-Mor do Reino, desde 1606 também de Correio-Mor das Cartas do Mar, cargos extintos por D. João, Príncipe Regente da Rainha D. Maria I de Portugal em 1797, criando-se em seu lugar a Superintendência-Geral dos Correios e Postas do Reino, a 1 de Agosto de 1799. Os modernos CTT têm origem na fusão da Direcção-Geral dos Correios e da Direcção-Geral dos Telégrafos num único departamento, denominado Direcção-Geral dos Correios, Telégrafos e Faróis.
Em 1911 a instituição passa a ser dotada de autonomia administrativa e financeira, passando a denominar-se Administração-Geral dos Correios, Telégrafos e Telefones, adoptando a sigla CTT que mantém até aos dias de hoje, apesar das posteriores alterações de denominação oficial. Em 1969 os CTT são transformados em empresa pública, com a denominação de CTT - Correios e Telecomunicações de Portugal, E. P..
Em 1992 os CTT são transformados em sociedade anónima, com a denominação CTT - Correios de Portugal, S. A.. Ao mesmo tempo a área das telecomunicações é separada, formando uma empresa autónoma, a Telecom Portugal.

A 6 de Outubro de 2000 foram feitos Membros-Honorários da Ordem do Mérito. Em 2000 assinaram com o Estado a concessão do serviço universal postal, a obrigatoriedade de assegurar a troca de correspondência em todo o país. Em 2004 os CTT adquiriram a Payshop .[carece de fontes]
Entraram também no capital da Mailtec com o objetivo de reforçar o posicionamento dos CTT na Área de Dados e Documentos e mais especificamente no negócio de finishing (preparação/fabrico de correio). Em 2005 adquiriram a empresa espanhola Tourline Express, que actua na área do correio expresso e encomendas em todo o território espanhol. Em 2020, a Tourline Express passa por um processo de rebranding e reposicionamento, passando a chamar-se CTT Express.
Em 2008 dá-se a liberalização dos serviços postais na União Europeia. Em 2013, o Estado decide privatizar os CTT através da dispersão de ações em bolsa, de 70% do capital dos CTT. No ano seguinte, em 2014, pela mesma via é alienado o restante capital, passando os CTT a ser uma empresa com capital totalmente privado com 100% do seu capital em free float. Entram na bolsa portuguesa a 5 de Dezembro de 2013, num processo aprovado em Conselho de Ministros, através de Oferta Pública de Venda e de admissão à negociação na Euronext Lisbon.[carece de fontes]
A 5 de setembro de 2014 conclui-se a privatização da empresa liderada por Francisco de Lacerda, assinalada numa cerimónia especial com o toque do sino na Euronext Lisbon. A venda de ações representativas de 31,5% do capital social da Empresa que o Estado ainda detinha foi concretizada com sucesso, numa operação realizada através de um processo de venda rápida, dirigido exclusivamente a investidores institucionais. Nas duas fases de privatização, instituições e particulares investiram 922 milhões de euros. Os CTT passaram a ser uma empresa 100% privada, com uma alargada base acionista de investidores institucionais e particulares, portugueses e estrangeiros.
O ano de 2015 os CTT lançam um o Banco CTT, que arrancou no dia 18 de Março de 2016, com a abertura simultânea de 52 balcões. Em 2019 o Banco CTT conclui a compra da 321 Crédito, empresa especializada em crédito automóvel.
No dia 30 de agosto de 2021, os CTT concluíram a aquisição da totalidade do capital social da NewSpring Services, S.A. e da sua holding HCCM - Outsourcing Investment, S.A., sociedades que atuam no mercado de Business Process Outsourcing (BPO) e Contact Center, pelo preço de 7 milhões de euros.
Em dezembro de 2024 os CTT anunciaram a aquisição da empresa de desalfandegamento Cacesa, reforçando assim a área de serviços logísticos para comércio eletrónico. no dia seguinte anunciaram uma joint venture estratégia com a DHL eCommerce Espanha, que prevê a aquisição da DHL ecommerce Portugal e a troca de participações de capital.
Os CTT reforçaram também a logística e e-commerce, com particular foco na Península Ibérica. Com a aquisição da Cacesa apostaram na área de desalfandegamento, em 2025. O passo mais importante, contudo, foi a joint venture com a DHL e-commerce Espanha, anunciada em dezembro de 2024 e concretizada em maio de 2026 e que prevê a criação de duas redes ibéricas altamente eficientes, através da troca de participações e da combinação das capacidades das duas empresas nos segmentos B2B e B2C e nas entregas Out of Home.
Em 2025 os CTT anunciaram a aquisição da Decopharma, empresa logística especializada la logística para produtos farmacêuticos.
A área de Soluções de Comércio Eletrónico reúne as atividades de transporte e distribuição de encomendas e outras soluções logísticas associadas ao comércio eletrónico. a atividade tem presença em Portugal e Espanha e inclui distribuição B2C e B2B, entregas de última milha, serviços out of home, soluções de desalfandegamento e outros serviços relacionados com cadeia logística do comércio eletrónico.
Em 2025 esta área registou rendimentos operacionais de 626,3 milhões de euros, um crescimento de 33,7% em relação ao ano anterior.
A expansão ibérica foi reforçada através da parceria estratégica estabelecida com a DHL. O acordo foi anunciado em dezembro de 2024 e formalizado em maio de 2026.
Esta área integra a atividade postal dos CTT e um conjunto de outros serviços disponibilizados através da rede da empresa, incluindo os serviços financeiros, nomeadamente a comercialização de dívida pública e ainda outros serviços de proximidade. Esta área inclui também a rede de proximidade dos CTT, constituída por lojas, pontos parceiros e cacifos, além da rede da Payshop.
A diversificação da oferta permite aos CTT utilizar a rede física não apenas para a prestação de serviços postais mas como canal de acesso a outros serviços dirigidos a particulares e empresas, complementando a atividade tradicional de correio.
Em 2025, a área de Correio e Serviços apresentou rendimentos operacionais de 516,4 mihões de euros, mais 1,5% do que no ano anterior.
O Banco CTT é a instituição bancária do Grupo CTT. Criado em 2015, iniciou a atividade comercial em março de 2016. O banco comercializa produtos de banca de retalho, incluindo contas, cartões, crédito à habitação e ao consumo, produtos de poupança e seguros.
Em 2025, a área Banco CTT registou rendimentos operacionais de 145,4 milhões de euros, mais 11,9% do que no ano anterior, um resultado líquido consolidado de 20,8 milhões de euros e um volume de negócios de 7851 milhões de euros..
Fazem parte do grupo as seguintes empresas:
| Empresa | Descrição | Área |
|---|---|---|
| CTT - Correios de Portugal S.A. | Empresa-mãe do grupo. | Soluções de comércio eletrónico, Correio e Serviços, atividade bancária |
| CTTexpress | Serviço expresso, logística de comércio eletrónico | Soluções de comércio eletrónico |
| Cacesa | logística e desalfandegamento do comércio eletrónico internacional | soluções de comércio |
| Banco CTT | Banco de retalho do grupo CTT | atividade bancária |
| Payshop | Rede e serviços de pagamentos | Correio e serviços |
| Locky | Cacifos automáticos | soluções de comércio eletrónico |
| Newspring Services | Outsourcing e BPO | Correio e Serviços |
Atualizado em 15 de outubro de 2026
| Entidade | N.º de ações | % de capital |
|---|---|---|
| Manuel Champalimaud, SGPS, S.A | 19.747.000 | 14,76% |
| Global Portfolio Investments, S.L. | 19.128.138 | 14,29% |
| GreenWood Builders Fund I, LP | 8.533.568 | 6,38% |
| CTT, S.A. (ações próprias) | 4.619.936 | 3,45% |
| Restantes acionistas | 81.791.358 | 61,12% |
| Nome | Título | Período | Referências | |
|---|---|---|---|---|
| I) Correios-Mores do Reino de Nomeação Régia | ||||
| 1.º | Luís Homem | 1.º Correio-Mor do Reino | 1520-1532 | |
| 2.º | Luís Afonso | 2.º Correio-Mor do Reino | 1532-1565 | |
| 3.º | Francisco Coelho | 3.º Correio-Mor do Reino | 1565-1577 | |
| 4.º | Manuel de Gouveia | 4.º Correio-Mor do Reino | 1579-1598 | |
| II) Correios-Mores do Reino e Correios-Mores das Cartas do Mar Privados e Hereditários | ||||
| 5.º | Luís Gomes da Mata Coronel | 5.º Correio-Mor do Reino e 1.º Correio-Mor das Cartas do Mar | 1606-1607 | |
| 6.º | António Gomes da Mata Coronel | 6.º Correio-Mor do Reino e 2.º Correio-Mor das Cartas do Mar | 1607-1641 | |
| 7.º | Luís Gomes da Mata | 7.º Correio-Mor do Reino e 3.º Correio-Mor das Cartas do Mar | 1641-1674 | |
| 8.º | Duarte de Sousa da Mata Coutinho | 8.º Correio-Mor do Reino e 4.º Correio-Mor das Cartas do Mar | 1674-1696 | |
| 9.º | Luís Vitório de Sousa da Mata Coutinho | 9.º Correio-Mor do Reino e 5.º Correio-Mor das Cartas do Mar | 1696-1735 | |
| 10.º | José António da Mata de Sousa Coutinho | 10.º Correio-Mor do Reino e 6.º Correio-Mor das Cartas do Mar | 1735-1790 | |
| 11.º | Manuel José da Maternidade da Mata de Sousa Coutinho (depois 1.º Conde de Penafiel) | 11.º Correio-Mor do Reino e 7.º Correio-Mor das Cartas do Mar | 1790-1797 | |
| III) Administração Pública | ||||
| 12.º | José Diogo Mascarenhas Neto | 1.º Superintendente-Geral dos Correios e Postas do Reino | 1799-1805 | |
| 13.º | António Joaquim de Morais | 1º Subinspector-Geral dos Correios e Postas do Reino | 1805-1807 | |
| 14.º | Lourenço António de Araújo | 2.º Subinspector-Geral dos Correios e Postas do Reino | 1810-1827 | |
| 15.º | José Basílio Rademaker | 3.º Subinspector-Geral dos Correios e Postas do Reino | 1827-1828 | |
| 16.º | António Xavier de Abreu Castelo Branco | 4.º Subinspector-Geral dos Correios e Postas do Reino | 1828-1833 | |
| 17.º | João de Sousa Pinto de Magalhães | 5.º Subinspector-Geral dos Correios e Postas do Reino | 1833-1853 | |
| 18.º | Eduardo Lessa | 6.º Subinspector-Geral dos Correios e Postas do Reino e 1.º Director-Geral dos Correios | 1853-1877 | |
| 19.º | Guilhermino Augusto de Barros | 2.º Director-Geral dos Correios e 1.º Director-Geral de Correios, Telégrafos e Faróis | 1877-1893 | |
| 20.º | Ernesto Madeira Pinto | 2.º Director-Geral dos Correios, Telégrafos e Faróis | 1893-1899 | |
| 21.º | Guilhermino Augusto de Barros | 3.º Director-Geral dos Correios, Telégrafos e Faróis | 1899-1900 | |
| 22.º | Alfredo Pereira | 1.º Director-Geral dos Correios e Telégrafos | 1900-1910 | |
| 23.º | António Maria da Silva | 2.º Director-Geral de Correios e Telégrafos e 1.º Administrador-Geral dos Correios e Telégrafos | 1910-1917 | |
| 24.º | Henrique Jacinto Ferreira de Carvalho | 2.º Administrador-Geral dos Correios e Telégrafos | 1919 | |
| 25.º | António Maria da Silva | 3.º Administrador-Geral dos Correios e Telégrafos | 1919-1926 | |
| 26.º | Luís de Albuquerque Couto dos Santos | 4.º Administrador-Geral dos Correios e Telégrafos | 1933-1965 | |
| 27.º | Carlos Gomes da Silva Ribeiro | 1.º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 1968-1974 | |
| 28.º | João da Cunha e Serra | 1.º Presidente do Conselho de Gerência dos Correios, Telégrafos e Telefones | 1974 | |
| 29.º | João Manuel de Almeida Viana | 2.º Presidente do Conselho de Gerência dos Correios, Telégrafos e Telefones | 1974 | |
| 30.º | Francisco José Pinto Correia | 2.º Presidente Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 1974-1975 | |
| 31.º | Norberto da Cunha Junqueira Fernandes Félix Pilar | 3.º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 1976-1981 | |
| 32.º | João Maria Leitão de Oliveira Martins | 4.º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 1981-1984 | |
| 33.º | Virgílio da Silva Mendes | 5.º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 1984-1986 | |
| 34.º | José Carlos Pinto Soromenho Viana Baptista | 6.º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 1986-1989 | |
| 35.º | Jorge Manuel Águas da Ponte Silva Marques | 7.º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 1989-1992 | |
| 36.º | José Augusto Perestrelo de Alarcão Troni | 8.º Presidente Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 1993-1995 | |
| 37.º | Carlos Maria Cunha Horta e Costa | 9.º Presidente Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 1995-1996 | |
| 38.º | Norberto da Cunha Junqueira Fernandes Félix Pilar | 10.º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 1996-1999 | |
| 39.º | Emílio José Pereira Rosa | 11.º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 1999-2002 | |
| 40.º | Carlos Maria Cunha Horta e Costa | 12.º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 2002-2005 | |
| 41.º | Luís Filipe Nunes Coimbra Nazaré | 13.º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 2005-2008 | |
| 42.º | Estanislau José Mata Costa | 14.º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 2008-2010 | |
| IV) Administração Privada | ||||
| 43.º | Francisco José de Queirós de Barros de Lacerda | 15.º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones e 1.º Presidente da Comissão Executiva dos Correios, Telégrafos e Telefones | 2012-2019 | |
| 44.º | João Bento | 16º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 2019- 2026 | |
| 45ª | Guy Pacheco | 17º Presidente do Conselho de Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones | 2026 - presente | |