Central Sindical e Popular Conlutas | |
|---|---|
| Sigla | CSP Conlutas |
| Fundação | junho de 2010 |
| Sede | São Paulo |
| Página oficial | cspconlutas.org.br |
A Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas) é uma central sindical brasileira. Com trajetória organizativa iniaciada em 2004, foi efetivamente fundada em 6 de junho de 2010.
Em março de 2004 ocorreu o Encontro Nacional Sindical Contra as Reformas Sindical e Trabalhista, em Luziânia (GO), que reuniu mais de 1.800 dirigentes e ativistas sindicais e de movimentos sociais. Alguns setores e categorias sindicais ali presentes, insatisfeitos com as políticas de conciliação de classes do governo Lula e a parca autocrítica à tal situação na Central Única dos Trabalhadores (CUT), denunciaram a situação e separaram-se da entidade para formar a "Coordenação Nacional de Lutas" (Conlutas). A Conlutas representava de 30 a 40 % da direção da CUT e estava mais próxima do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) — eles próprios facções dissidentes (predominantemente socialistas e trotskistas) que surgiram do Partido dos Trabalhadores (PT). A Conlutas se propunha a construir uma alternativa de luta à Central Única dos Trabalhadores, à União Nacional dos Estudantes e ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra. A nota de justificativa de saída da CUT, assinada por seus fundadores, alegava que essas organizações não mais representariam os trabalhadores e a base dos seus sindicatos e movimentos "por sua estreita ligação ao governo", "pelos seus métodos burocráticos" e por "não defender consequentemente os trabalhadores". O primeiro ato da Conlutas foi uma manifestação em Brasília, em 16 de junho de 2004, que reuniu cerca de 20 mil pessoas.
Entre 2004 e 2006 a Conlutas existiu como uma organização sindical autônoma, mas sem poder representativo legal. Durante o período de 2005 a 2010 juntou suas lutas com a Intersindical, outra corrente separada da CUT (em 2005). Foi convocado um Congresso Nacional dos Trabalhadores (CONAT), que se realizou entre os dias 5 e 7 de maio de 2006, em Sumaré (SP). Neste evento foi aprovado a oficialização da Conlutas como uma nova entidade.

A Conlutas e a Intersindical convocaram um Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT), a ocorrer na cidade de Santos, São Paulo, nos dias 5 e 6 de junho de 2010. No congresso houve a fusão e filiação de várias entidades sindicais e populares existentes. Mesmo assim, foi da Conlutas que veio a maior parte da base sindical da nova entidade. Entretanto a esperada fusão entre a Conlutas e a Intersindical não se realizou por divergências em relação ao nome da nova entidade. A votação do nome da entidade, "Conlutas-Intersindical. Central Sindical e Popular", aprovada por uma maioria de mais de 60%, encontrou resistência nos delegados ligados à Intersindical, que abandonaram o plenário denunciando um "hegemonismo da Conlutas". Com isso, foi aprovado a supressão do nome Intersindical, surgindo a "Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas)". Na sua nota de fundação, conclamava a unidade dos setores do movimento sindical na luta contra as reformas aplicadas pelo governo Lula. Em 21 setembro de 2010, o jornal Estado de São Paulo contabilizava a central como formada por 140 sindicatos e 2 milhões de trabalhadores. Outra disposição importante derivada do Congresso foi a realização da "Jornada Nacional de Lutas".
Em julho de 2012, durante reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), um dos fundadores da entidade, anunciou sua saída, lançando a uma nota. Membros da direção da CSP-Conlutas participam e impulsionaram a preparação do Encontro Internacional do Sindicalismo Alternativo em 2013, em que foi debatido a crise, os processos de mobilização e de como os trabalhadores podem avançar nas lutas e na unidade internacional.
Em 2023, a principal entidade filiada à CSP-Conlutas, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), pediu sua desfiliação, representando um enorme impacto em sua capacidade organizativa.