| CRRC | |
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| Razão social | CRRC Corporation Limited |
| Atividade | Ferrovias, Material rodante |
| Fundação |
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| Sede | |
| Empregados | 183 061 (2016) |
| Website | Site oficial |
A CRRC Corporation Limited (China Railway Rolling Stock Corporation) é um conglomerado estatal chinês fabricante de locomotivas e material rodante. É o maior fabricante de material rodante do mundo, superando empresas europeias tradicionais no segmento, tais como Alstom e Siemens.
A empresa foi fundada em 1954 como Changchun Car Company. Em 2015, houve a fusão do grupo CNR Corporation Limited com a CSR Corporation Limited para formar a CRRC Corporation Limited. A empresa tem uma variada produção de material rodante para clientes na China e no exterior, incluindo locomotivas, carros de passageiros, unidades múltiplas (TUEs), BRTs e VLTs.
O conglomerado é composto de diversas subsidiárias que levam o nome das cidades aonde as fábricas se encontram, por exemplo: CRRC Qingdao Sifang e CRRC Changchun Railway Vehicles.
No Brasil o consórcio CMC-CNR-CRC (hoje parte da CRRC) forneceu para a SuperVia no Rio de Janeiro, os TUEs da Série 3000, entre os anos de 2011 e 2015. A primeira compra de 30 trens, feita em 2009, foi no valor de US$ 165 milhões. Os trens chegaram a partir de 2012. A segunda compra de 60 trens, foi feita em 2012 no valor de US$ 306,5 milhões (R$ 543 171 084,49), cerca de 9 milhões de reais por trem, 6% abaixo da licitação anterior. O consórcio venceu ofertas das empresas concorrentes, Consortium MPE-CSR, Hyundai Rotem Company, Alstom Brasil Energia e Transporte e CAF.
Já para o Metrô do Rio de Janeiro, a CNR Changchun Railway Vehicles forneceu os TUEs das Séries 4000 e 5000, entre os anos de 2012 e 2015. As primeiras 19 composições, a série 4000, com seis carros de passageiros cada, foram compradas pela concessionária MetrôRio, mediante ajuste no período de concessão, por um valor de R$ 320 milhões. Já os série 5000, um total de 15 composições também de 6 carros cada, foram comprados pela concessionária RioBarra (hoje também parte da MetrôRio).

A CRRC forneceu oito trens para a Série 2500 do Trem Metropolitano de São Paulo, que presta serviços na Linha 13–Jade. Esta foi a primeira série de origem chinesa da CPTM.
Em 18 de março de 2025, a empresa venceu processo licitatório para fornecer 44 composições (264 carros) da nova Frota R para o Metrô de São Paulo, no valor de R$ 3,1 bilhões. Após esta vitória, a CRRC Qingdao Sifang decidiu iniciar uma fábrica no Brasil para montagem do material rodante. O investimento inicial de R$ 60 milhões foi feito em parte da planta anteriormente utilizada pela Hyundai Rotem, em Araraquara, interior de São Paulo. O início da produção está previsto para o segundo semestre de 2026.
Em dezembro de 2025, foram fornecidas 2 locomotivas diesel-elétricas e 4 vagões (3 hooper e 1 prancha) para o apoio operacional e manutenção da via da Linha 7-Rubi e dar suporte na construção do Trem Intercidades Eixo Norte.

Em 2024, sua subsidiária CRRC Changchun Railway Vehicles assinou um contrato com para fornecer 24 novos trens da Série 2000 para o Metrô de Belo Horizonte, que começaram a operar a partir de 2026. A primeira chegou a Belo Horizonte em janeiro de 2026 e deve começar a operar até o meio do ano. A nova frota vai operar tanto na Linha 1 quanto na Linha 2 e irão substituir todos os trens da Série 900, que serão retirados de circulação e aposentados.

Um VLP da CRRC, produzido pela subsidiária CRRC Nanjing Puzhen, chamado localmente de Bonde Urbano Digital, um misto de ônibus e VLT, está sendo testado em uma das linhas da Sistema Integrado de Mobilidade de Curitiba, numa linha entre as cidades de Pinhais e Piraquara. O ônibus possui carenagem similar a de um VLT e trafega através de "trilhos virtuais", seguindo marcações ópticas no asfalto no trajeto.
Entre 2024 e 2025, a subsidiária CRRC Qingdao Sifang exportou 62 carros de passageiros para a Vale, sendo que 34 unidades foram entregues para a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e o restante para a Estrada de Ferro Carajás (EFC). Os primeiros carros de passageiros da EFVM entraram em operação em fevereiro de 2025.

Em 2008, a Ferrovia Centro-Atlântica S.A. comprou duas locomotivas diesel-elétrica da CSR, as CSR SDD8, por cerca de US$ 2 milhões.
Em 2025, a CRRC anunciou a construção de uma fábrica em Araraquara, no estado de São Paulo, com o nome de CRRC Brasil Equipamentos Ferroviários, nas antigas instalações da Hyundai Rotem, que se encontravam desativadas. Em 25 de março de 2026 foi realizado um ato com o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e outras autoridades do governo federal.
Na ocasião, foi assinado um contrato de financiamento de R$ 5,6 bilhões através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), alocando recursos do Governo Federal para o Trem Intercidade entre Campinas e a capital paulista, além da expansão da Linha 2 do Metrô de São Paulo. Em Araraquara serão produzidos trens para os dois projetos.
| “ | Importante fazer parcerias com países que queiram trazer tecnologias. O Brasil precisa ultrapassar essa barreira e se transformar definitivamente num país desenvolvido. O Brasil tem todas as condições de dar um salto de qualidade e se transformar em uma nação desenvolvida. | ” |
— Presidente Lula, | ||
A nova planta da CRRC no Brasil será responsável pela fabricação de 22 composições do TIC e 44 trens destinados à Linha 2 do Metrô.

Em Portugal, a Metro do Porto adquiriu junto a CRRC Tangshan 18 veículos (MP201 a 218) em 2020 pelo preço de 49,6 milhões de euros, entregues em 2022 e 2023. Em 2023 uma nova compra de mais 22 trens foi feita, no valor de 69,5 milhões de euros e com previsão de entrega no final de 2026.
A CRRC foi escolhida como a fornecedora com preços mais baixos para as carruagens da Linha Violeta do Metropolitano de Lisboa, mas o processo de compra foi interrompido devido a suspeitas da União Europeia de que a competição tenha sido injusta devido a empresa receber subsídios estatais chineses.