| Nome(s) alternativo(s) | kalapurka |
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| Categoria | Sopa |
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| Criação | Período pré-colombiano |
| Variações | Caldo de pedra, chaskin, curanto, huatia, pachamanca |
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Calapurca ou kalapurka (do aimará qala phurk'a, 'sopa preparada com pedras ardentes') é o nome de uma variedade de preparações gastronômicas de origem pré-colombiana, típicas da área cultural andina. Basicamente, a calapurca é uma sopa que, em algumas ocasiões, é aquecida antes de servir com uma ou várias pedras pré-aquecidas sobre brasas. No norte da Argentina, Bolívia e Chile existem diversas preparações conhecidas com esse nome, como a carapulca ou carapulcra, um guisado peruano preparado de maneira diferente.
A maioria dos lexicógrafos atribui ao vocábulo "calapurca" uma procedência quíchua, que pode ser encontrado escrito como k'ala phurka ou kalapurka. No entanto, segundo Rodolfo Cerrón-Palomino, é mais coerente a origem aimará (qala, 'pedra', e phurk'a, 'assar', 'nas brasas' ou 'em rescaldo').
O preparo de alimentos com pedras quentes é antigo na região andina. Há indícios de que se começou a ferver alimentos desse modo, antes do surgimento da cerâmica, em recipientes que permitiam conter água, como cestos de couro, cabaça ou madeira, durante o período arcaico. No século XVII, o sacerdote e cronista espanhol Bernabé Cobo registrou o termo calapurca, utilizado pelos indígenas para cozinhar cuy:
Os índios comem esse bichinho com a pele, descascando-o apenas como se fosse um leitão, e para eles é uma iguaria; e costumam prepará-lo inteiro em um ensopado, depois de retirar as vísceras, com bastante pimenta e pedrinhas lisas do rio, que chamam de calapurca, o que significa, na língua aimará, "pedras da barriga", pois nesse ensopado colocam essas pedrinhas dentro da barriga do cuy; e os índios apreciam esse ensopado mais do que qualquer outro dos pratos requintados que os espanhóis preparam.
— Bernabé Cobo, Historia del Nuevo Mundo, p. 360
A calapurca permanece, até o presente, com uma variedade de receitas tradicionais que incorporam os alimentos típicos da região, como o mote, a batata chuño e a pimenta de diversos tipos, fazendo parte da cultura andina e sendo consumida cotidianamente ou em festas tradicionais.

Tradicional do norte argentino, seus ingredientes principais são pimenta moída, caldo de osso bovino, cebolas, charque, mote, batatas e tomate. Consiste em uma sopa picante que é servida com uma pedra quente que lhe confere um sabor tostado característico.

Prato típico da região de Potosí, seus ingredientes principais são pimenta moída, carne ou charque bovino, farinha de milho e batatas. Conhecida como k'alapurka, kalapurka, ou k'ala phurka, trata-se de uma sopa quente que é servida com uma pedra quente borbulhando no prato.

Tradicional do norte chileno, seus ingredientes principais são colorau (ají de color), carne bovina, cordeiro, lhama, frango, cebola, cebolinha, mote, batatas e cenouras. É consumida nas localidades cordilheiranas e dos vales do norte chileno, geralmente durante festas tradicionais, como um prato revigorante.
O uso de pedras quentes nesta preparação é muito semelhante ao habitual para o caldo de pedra no México. Além disso, relaciona-se com outros tipos de preparações de origem pré-colombiana no continente americano, como a chashkin, o curanto [es], a huatia e a pachamanca, que utilizam pedras aquecidas em brasas para cozinhar os alimentos. No entanto, em outros continentes também existem preparações desse tipo.