| Nome oficiais |
(az) Xankəndi (até ) (ru) Степанакерт (- (az) Xankəndi (a partir de ) |
|---|---|
| Nomes locais |
(az) Xankəndi (ru) Степанакерт (az) Xankəndi |
| País | |
|---|---|
| Capital de |
Karabakh economic region (en) (a partir de ) |
| Área |
29,12 km2 |
| Altitude |
813 m |
| Coordenadas |
| População |
49 848 hab. () |
|---|---|
| Densidade |
1 711,8 hab./km2 () |
| Estatuto | |
|---|---|
| Presidente |
Elchin Yusubov (d) (a partir de ) |
| ISO 3166-2 |
AZ-XA |
|---|---|
| Língua oficial |
| Código postal |
AZ 2600 |
|---|---|
| TGN | |
| matrícula |
26 |
Canquendi (em azeri: Xankəndi; romaniz.: Khankendi), denominada pelos armênios de Estepanaquerte (em armênio/arménio: Ստեփանակերտ; romaniz.: Stepanakert), é uma cidade na região do Alto Carabaque, no Azerbaijão. A cidade estava sob controle e era a capital da autoproclamada República de Artsaque antes da ofensiva do Azerbaijão de 2023 na região. A cidade está localizada num vale na encosta oriental da cordilheira Carabaque, na margem esquerda do rio Qarqarçay (Karkar).
A área que se tornaria Canquendi era originalmente um assentamento armênio chamado Vararakn. Durante o período soviético, a cidade foi feita a capital do Oblast Autônomo do Alto Carabaque, tornando-se um centro de atividade econômica e industrial. A cidade tornou-se um foco para a atividade política, servindo como o centro para manifestações armênias pedindo a unificação de Alto Carabaque com a Armênia. Estepanaquerte sofreu danos extensos após a dissolução da União Soviética e a eclosão da Primeira Guerra do Alto Carabaque e passou para as mãos de armênios locais com o estabelecimento da República de Artsaque. Durante os períodos soviético e artsaque, a cidade era um centro regional de educação e cultura, sendo o lar da Universidade de Artsaque, escolas musicais e um palácio de cultura. A economia era baseada na indústria de serviços e tinha empresas variadas, processamento de alimentos, produção de vinho e tecelagem de seda sendo a mais importante. Em 2021, a população de Estepanaquerte era de 75 mil pessoas, quase inteiramente armênia.
Em setembro de 2023, o Azerbaijão capturou a República de Artsaque e expulsou a população armênia do Alto Carabaque para a Armênia. O Azerbaijão começou a assentar novos moradores na cidade em setembro de 2024 com a abertura da Universidade de Carabaque, com a cidade tendo uma população de 24 mil azeris em 2026.

De acordo com fontes armênias medievais, que atestam um assentamento na localidade originalmente chamado Vararakn (em armênio: Վարարակն). Do século X ao XVI, o assentamento foi uma parte do Principado Armênio de Khachen. Ao longo dos séculos, passaria sucessivamente para as mãos dos Melicados de Carabaque e dos Canatos de Carabaque antes de ficar sob o controle do Império Russo em 1822.
No Império Russo, a aldeia fazia parte do uezd de Shusha da gubernia de Elizavetpol. De acordo com o autor do século XIX Raffi, em 1826, os meliques armênios locais se encontraram com o príncipe herdeiro persa Abas Mirza, que havia invadido Carabaque com seu exército, na aldeia para se reconciliar com os persas e garantir a segurança da população armênia de Carabaque. Em 1847, Vararakn era uma aldeia de cerca de 132 casas, composta por 80 famílias armênias, 52 famílias russas, uma igreja armênia e um cemitério. Nesse mesmo ano, a aldeia foi renomeada de Vararakn para Canquendi (Khankendi); no entanto, Vararakn permaneceu como o nome armênio local para a cidade até 1923. Em 1886, havia 52 casas no assentamento. A população de Canquendi consistia de soldados aposentados e seus descendentes, que pertenciam à Igreja Ortodoxa Russa. A população estava envolvida na agricultura, bem como em vários artesanatos, transporte, aluguel de apartamentos (principalmente para militares) e assim por diante. Depois de 1898, o governo czarista transformou Canquendi em uma guarnição militar russa. A guarnição consistia em quartéis, hospitais e uma igreja, bem como várias casas onde as famílias dos oficiais e uma pequena população local, que abastecia as unidades militares com comida. A população local era constituída por armênios e azeris.
Em fevereiro de 1920, depois que um corpo que se pensava ser de um soldado azeri foi encontrado, um tumulto anti-armênio ocorreu na aldeia que custou várias centenas de vidas. Após o massacre da população armênia de Shusha em março de 1920, o assentamento recebeu um influxo de armênios; como resultado, os armênios formaram a maioria da população a partir daquele tempo. No verão de 1920, a aldeia foi ocupada por parte do Exército Vermelho. Em 1923, Canquendi foi renomeada para Estepanaquerte (Stepanakert) pelo governo soviético em homenagem a Stepán Shaumián, um membro caído do partido bolchevique e líder dos 26 comissários de Bacu. A antiga capital regional era Shusha, no entanto, após o despovoamento de armênios em Shusha, a capital do Oblast Autônomo do Alto Carabaque foi transferida para Estepanaquerte. Na época da formação do Oblast Autônomo do Alto Carabaque, Estepanaquerte era um assentamento em ruínas, onde o número de edifícios sobreviventes mal chegava de 10 a 15. Alguns edifícios foram destruídos, outros não tinham portas e janelas, e apenas paredes permaneceram em vários. Durante os primeiros anos do oblast, alguns dos edifícios foram restaurados. Muitos foram reconstruídos, as estradas foram melhoradas e as comunicações de eletricidade e telefone foram instaladas na cidade. Com o tempo, Estepanaquerte cresceu para se tornar a cidade mais importante da região (um status que recebeu em 1940). Sua população subiu de 10.459 em 1939 para 33 mil em 1978.
O Azerbaijão declarou a sua independência após o colapso da União Soviética, vindo o governo do Azerbaijão voltar a chamar à cidade de Canquendi. Porém, com a eclosão da Primeira Guerra do Alto Carabaque, a cidade passou para as mãos de armênios locais, que permaneceram chamando a mesma de Estepanaquerte, que, com o estabelecimento da autoproclamada República de Artsaque passou a ser sua capital.
Em setembro de 2023, o Azerbaijão conquistou a República de Artsaque e expulsou a população armênia do Alto Carabaque para a Armênia, deixando Estepanaquerte como uma cidade fantasma vazia. O Azerbaijão começou a assentar novos moradores na cidade a partir de setembro de 2024.
Em 3 de fevereiro de 2016, o município paulista de Franco da Rocha, através da Lei 1174/2016, se declara cidade-irmã de Estepanaquerte, capital da então autodeclarada República de Artsaque.
Dois anos depois, em 18 de junho de 2018, o município paulista de Mairiporã foi declarado, através da Lei n° 3767/18, também cidade-irmã de Estepanaquerte.
Apesar do alerta dado pelo Itamaraty sobre o problema de que o Brasil, nem qualquer país integrante da ONU, reconhecia a este país como independente, ambos municípios mantiveram Estepanaquerte como sua cidade-irmã.