A Dinastia Capetina, também chamada Capetíngia ou Capetiana, é uma dinastia principesca de origem franca, descendente dos Robertianos, cuja origem certa remonta a Roberto o Forte, que viveu no século IX na Nêustria e cujo trisneto Hugo Capeto foi eleito rei dos Francos em 987.
Os descendentes de Hugo Capeto reinam sobre a França sem interrupção até 1792 (com a linha direta até 1328, depois as ramas cadetes dos Valois até 1589 e dos Bourbons), e novamente de 1814 a 1848, com uma interrupção durante os Cem Dias. Luís Filipe (quarta casa capetiana de Orleães) é o último soberano da dinastia na França.
A dinastia capetiana é a que mais influenciou os povos da Europa durante a Idade Média. Principalmente baseados na França, os Capetianos reinaram sobre: o reino da França, o reino de Portugal, o reino de Aragão, o reino de Navarra, o Império Latino de Constantinopla, o reino da Polônia, o reino da Hungria (sucedendo ao dos Magiares/Ávaros), um ducado no Sacro Império Romano-Germânico e um no reino da Inglaterra.
Os Capetianos formam tradicionalmente a terceira dinastia dos reis da França (também chamada terceira raça), após os Merovíngios e os Carolíngios. Eles também reinam sobre outros Estados europeus (como Portugal, Borgonha, Nápoles, Espanha, Hungria, Polônia, Luxemburgo, etc.) e do mundo (como os Courtenay, que foram imperadores de Constantinopla). Além disso, com apenas um grau de descendência feminina, todas as dinastias principescas europeias são capetianas.
Também se designa por Robertianos a família dos ancestrais agnáticos de Hugo Capeto, em referência ao nome do bisavô deste, Roberto o Forte, marquês da Nêustria morto em 866.
Segundo o historiador Karl Ferdinand Werner, os Capetianos constituem a mais antiga dinastia real em sucessão masculina do mundo. De fato, com os dois reis robertianos Odo e Roberto I, de 888 a 1848, a dinastia de Hugo Capeto deu trinta e sete reis à França. Os Capetianos deram também treze reis a Nápoles e à Sicília, onze reis à Espanha, quatro reis à Hungria, três reis à Polônia, dois grão-duques ao Luxemburgo, trinta e dois reis a Portugal, dois imperadores ao Brasil e três imperadores latinos de Constantinopla.
Atualmente, ramos cadetes da Casa Capetina continuam reinando: o grão-duque de Luxemburgo Guilherme V e o rei da Espanha Filipe VI são descendentes diretos.
Antes de Hugo Capeto, dois membros da família dos Robertianos foram reis dos Francos, com reinados intercalados entre os dos Carolíngios: Odo I e Roberto I. Estes dois primeiros reis eram filhos de Roberto o Forte. A origem da família dos ancestrais de Hugo Capeto permaneceu desconhecida durante muito tempo, o que permitiu a formulação de diversas conjecturas. No século XX, os trabalhos de três historiadores, permitiram esclarecer uma série de hipóteses e quase-certezas sobre a história e a genealogia dos Robertianos. Os ancestrais dos Capetianos formariam um grupo familiar constituído por servidores dos últimos Merovíngios na Nêustria, como Roberto, referendário de Dagoberto I, e depois por próximos dos primeiros Carolíngios na Austrásia, como Roberto I, conde de Hesbaye e de Worms, morto em 764.
Em 836, um dos membros presumidos desta família, Roberto o Forte, vindo da Austrásia, tomou partido por Carlos II o Calvo contra o irmão deste, Lotário I, o que o levou a abandonar as suas possessões renanas pela vale do Loire, onde o rei lhe concedeu importantes condados. A fraqueza dos Carolíngios (minoridade de Carlos III o Simples, morte prematura de Luís IV, Lotário e Luís V), aliada à energia dos Robertianos tanto perante os invasores normandos como perante o poder real, esteve na origem da ascensão da linhagem de Hugo Capeto.
O prestígio da família dos Robertianos era anterior aos feitos de Roberto o Forte e dos seus filhos, como testemunham os seus numerosos laços familiares comprovados ou possíveis com os Carolíngios. A ascensão desta família traduziu-se pela acessão ao trono de dois dos seus membros e, em seguida, pela obtenção do título de dux francorum (duque dos Francos) por Hugo o Grande, pai de Hugo Capeto. Este último, tal como Carlos Martel e o seu filho Pepino o Breve que substituíram os Merovíngios, também detinha este título antes de substituir os Carolíngios à cabeça do reino dos Francos.