Boi Caprichoso

Boi Caprichoso
NomeBoi Caprichoso
SímboloEstrela
CoresAzul e Branco
PresidenteRossy Amoedo (triênio 2024-2026)

Vice-presidente: Diego Mascarenhas

O Boi Caprichoso, cujo nome completo em razão social é Associação Cultural Boi-Bumbá Caprichoso, é uma das duas agremiações culturais que competem no Festival Folclórico de Parintins, um dos mais importantes festivais populares e culturais do Brasil. As cores oficiais do Caprichoso são o azul e o branco, embora seja conhecido como "touro negro" por conta da sua representação ser um touro de pelos pretos, possuindo este uma estrela azulada na testa, sendo esta o seu símbolo maior.

História

Era 1913 quando a Parintins antiga viu nascer nos terreiros úmidos do “Reduto do Esconde”, pelas bandas do Urubuzal, o Boi Caprichoso. Nascido das mãos calejadas de Seu Roque Cid e seus irmãos, Antônio Cid, Beatriz Cid e Pedro Cid, naturais de Crato, no Ceará. O mais velho, Pedro Cid, resolve ficar em Belém, precisava de trabalho urgentemente. Os outros, Roque Cid e Antônio Cid, seguem para Manaus. Aportando em Parintins, saltam e resolvem ficar. O ano era 1913, os Cid ainda não haviam concretizado todos os seus sonhos de prosperar na nova terra e resolvem que vão retornar às suas origens. Fala-lhes sobre um boi de nome Caprichoso que assistira em Manaus, na Praça 14 de Janeiro, contou-lhes como foi sua evolução: toadas, desafios e animação. Os irmãos Cid enchem-se de coragem e no dia 20 de outubro de 1913, juntamente com outros amigos e a promessa a São João foi cumprida: nasce o boi Caprichoso no local conhecido como Esconde, hoje a Travessa Sá Peixoto.

Assim, desde então, de couro negro e luzidio, o boi Caprichoso saiu às ruas pela primeira vez, demarcando seu território azulado, brincado pelas ruas de Parintins, sob as luzes de lamparinas.

O boi brincava, dançando estimulado pela cantoria do Amo e a euforia dos brincantes em número reduzido e lá se iam ao som da marujada de guerra, entoando seus desafios, incentivados pelos torcedores.

De vez em quando, uma parada para o ritual do tira a língua. O boi morria, atirado por pai Francisco para satisfazer o desejo de Mãe Catirina. Sua língua era retirada e vendida ao dono da casa. Assim, angariavam fundos para os festejos da morte do boi quando encerravam os folguedos juninos.

Nascido das mãos de gente simples, logo ganha a simpatia de muitos, tornando-se assim, o presente do povo: pescadores, lavadeiras, pedreiros, compadres e comadres. Eram os seus primeiros brincantes.

De lá para cá, o Boi Caprichoso ganhou os quintais e as ruas, sempre brincando e alegrando gente pobre, negra, indígena e ribeirinha, refletida na estrela azul e branca da testa do Boi Negro da Ilha, lindo e popular. Sob lamparinas de Seu Lioca e cumprimento da promessa junina, fortalecia-se, aos poucos, uma festança popular que, ao longo das gerações, permitiu que os parintinenses sonhassem outros futuros, tecidos por meio dos saberes e da sensibilidade de sua gente cabocla, energizada na utopia e na busca de uma imaginada revolução oriunda desde nossa ancestralidade. Os artistas populares, com suas esculturas superlativas, ganharam o Brasil e o mundo, tornando o Boi Caprichoso, os mais aguerridos lutadores da cultura parintinense.

Em metamorfose ao ritmo tradicional e o ambiente do folguedo em espetáculo capaz de mobilizar multidões e de colocar em cena a louvação à Mãe Natureza, ao passo em que se denunciam as violações dos direitos dos povos da floresta. Valorizando a história de tantas memórias e camadas, diversas em etnias, gêneros, religiões e orientações sexuais. As ruas são galerias vivas de uma arte popular a nutrir e expandir a cultura nacional. Semeando arte em reinvenções permanentes, refazendo identidades, emoldurando ancestralidades com as demandas atuais que brotam da gente.

O Caprichoso é o bumbá que permanece se nutrindo em mais de cem anos, nos batuques libertários dos quilombos, em meio a marchas e acampamentos de povos originários, no suor de artesãos locais e nas expressividades dos que ousaram criar no meio da Amazônia, as estruturas gigantescas que que foram nomeadas nos saberes-fazeres de ousadia.

Em 1967, com a participação dos bois no Festival Folclórico de Parintins, o Caprichoso é aclamado pelo público como o melhor boi na saída de São João. O Boi Caprichoso reconhece esse momento como sua primeira vitória, marco que simboliza o início das disputas entre os bois e de sua trajetória de conquistas no Festival.

Entre 1976 e 1979, o Caprichoso conquista quatro títulos consecutivos, estabelecendo uma sequência de vitórias que o torna o primeiro tetracampeão da história do Festival Folclórico de Parintins. As conquistas de 1976, 1977, 1978 e 1979 consolidam uma das primeiras grandes hegemonias do boi azul na competição.

Este boi segue sustentando, em mais de 50 edições do Festival Folclórico, com os artistas do Boi-Bumbá Caprichoso, a função máxima da festa que é bradar a todos os cantos a luta dos homens e das mulheres da floresta, transformando os anseios e sonhos do seu povo em luta: luta em poesia na chama viva da cultura popular do Boi Negro de Parintins.

A partir de 1982, o Boi-Bumbá Caprichoso transforma-se em uma associação, alterando seu formato de gestão. Os antigos proprietários transferem o controle para presidentes eleitos com mandatos específicos, auxiliados por uma diretoria mais ampla. Odinéa Andrade registra a primeira assembleia em 20 de março de 1982, no Salão Nobre do Colégio Nossa Senhora do Carmo. Nesse momento, organizam o primeiro quadro de sócios, e em breve, o Caprichoso adquire um curral, um espaço físico para atividades sociais, ensaios e parte da preparação para as apresentações no Festival.

Localização

Ao longo de sua existência, o Caprichoso ocupou nove Currais (sedes), a cada novo dono o boi se instalou em diferentes locais, numa caminhada pelos quatro cantos da cidade, originando-se daí a sua fama de "Boi de Parintins". A partir de 1981, quando o Caprichoso deixa de ter um dono e passa a ser administrado por uma diretoria, se instala definitivamente em seu curral na Rua Gomes de Castro, que recebeu o nome de Zeca Xibelão em homenagem a seu icônico tuxaua.

Dono Curral
Roque Cid (1913 - 1918) Av. Sá Peixoto
Emídio Vieira (1918-1931) Av. Rio Branco
Pedro Cid (1932-1942) Av. Sá Peixoto
Antônio Boboí (1943) Av. João Meireles
Nascimento Cid (1944 - 1947) Beco Castelo Branco
Luiz Gonzaga (1948 - 1963) Av. Rio Branco
Nilo Gama (1964) Av. Rio Branco e Furtado Belém
Ervino Leocádio (1965 - 1967) Parananema e Travessa Cordovil
Luiz Pereira (1968 - 1981) Travessa Cordovil

Controvérsias sobre o ano de sua fundação

A origem do Boi Caprichoso é objeto de controvérsia historiográfica. A versão adotada pela associação e por grande parte da bibliografia contemporânea sustenta que o boi foi fundado em 20 de outubro de 1913, no reduto do Esconde, em Parintins, por Roque Cid e seus irmãos, migrantes cearenses que teriam criado o Boi Caprichoso em cumprimento a uma promessa feita a São João Batista. Essa narrativa passou a ser amplamente difundida a partir das comemorações do centenário da agremiação e é atualmente reconhecida pelas instituições ligadas ao Festival de Parintins.

Entretanto, pesquisadores e antigos brincantes apontam a existência de uma tradição alternativa segundo a qual o Boi Caprichoso teria sido fundado apenas em 1925, sob a liderança de Luiz Gonzaga personagem que posteriormente se tornou um dos principais responsáveis pela consolidação e expansão da agremiação. Os defensores afirmam que o surgimento do Boi Caprichoso foi feita diante das divergências internas do Boi Galante, reforçando a mudança de identidade pela família Cid, na suposta tentativa de apagar a família Gonzaga e se apropriarem da história do touro negro.

Festas Tradicionais

Boi de Rua

O "Boi de Rua" é a festa mais tradicional realizada pelo Caprichoso, ocorre sempre no mês de Abril e faz parte da temporada bovina em Parintins. Fogueiras, lamparinas, Marujada, Vaqueirada, Pai Francisco e Mãe Catirina são elementos presentes na brincadeira, que até hoje reúne famílias nas portas das casas e centenas de brincantes em caminhada, pelas ruas da cidade. Durante o trajeto, o Boi de Rua passa por pontos importantes do município de Parintins, como a catedral de Nossa Senhora do Carmo, até chegar ao curral Zeca Xibelão.

Bar do Boi

Realizado a 30 anos, o Bar do Boi é um tradicional evento do Boi Caprichoso em Manaus, promovido pelo Movimento Marujada e é considerado vitrine do Festival Folclórico de Parintins para o Brasil e o mundo. É um grande show realizado com a presença de todos os itens, bandas e grupos de danças do Boi e atrai um grande público.

Projeto social

Desde 1997, o Caprichoso mantém a Escola de Artes Irmão Miguel de Pascalle, conhecida também como "Escolinha de Artes Caprichoso", criada na gestão do então presidente Joilto Azedo. Inicialmente de forma tímida como um projeto experimental, envolvia cerca de 50 crianças. Nos dias Atuais, a escola de artes atende mais de 700 jovens entre 07 a 20 anos no compromisso de iniciação artística, no apoio aos esportes e auxilio no reforço escolar. Este Projeto já atende a demanda interna do boi Caprichoso em praticamente todos os seus setores, que concorrem o festival e em especialmente na parte artística e musical. Para participar das atividades e laboratórios da escola, é preciso apenas estar matriculados na rede de ensino formal. As crianças e adolescentes não precisam torcerem para o Caprichoso para serem aceitas, tanto que a escola já revelou itens inclusive para o adversário.

Festivais

A seguir, os temas e subtemas defendidos pelo Boi Caprichoso na era pós-Bumbódromo:
Boi Caprichoso
Ano Colocação Tema Presidente Ref.
1985 Campeão Negrão Maravilha Waldemar Queiroz
1986 Vice-campeão Arte, Amor e Paz João Andrade
1987 Campeão Revolução da Arte no Mundo João Andrade
1988 Vice-campeão Rei Negro, Tributo a Liberdade Irineu Teixeira
1989 Vice-campeão A Força da Natureza Rubens dos Santos
1990 Campeão Raízes de um Povo Junta Governativa
1991 Vice-campeão Cultura Cabocla Geraldo Medeiros
1992 Campeão A Arte de Folclorear Ray Viana
1993 Vice-campeão No Silêncio da Mata João Andrade
1994 Campeão Capricho dos Deuses Ray Viana
1995 Campeão Luz e Mistérios da Floresta Ray Viana
1996 Campeão Criação Cabocla Ray Viana
1997 Vice-campeão O Boi de Parintins Joilto Azêdo
1998 Campeão 85 Anos de Cultura Joilto Azêdo
1999 Vice-campeão Faz da Arte Sua História Joilto Azêdo
2000 Empate A Terra é Azul Joilto Azêdo
2001 Vice-campeão Amor e Paixão Dodózinho Carvalho
2002 Vice-campeão Amazônia Cabocla de Alma Indígena Dodózinho Carvalho
2003 Campeão 90 Anos de Raízes e Tradições na Amazônia César Oliveira
2004 Vice-campeão Amazonas: Terra do Folclore, Fonte de Vida César Oliveira
2005 Vice-campeão A Estrela do Brasil César Oliveira
2006 Vice-campeão Amazônia Solo Sagrado Carmona Oliveira
2007 Campeão O Eldorado é Aqui Carmona Oliveira
2008 Campeão O Futuro é Agora Carmona Oliveira
2009 Vice-campeão Amazonas, Onde o Verde Encontra o Azul Carmona Oliveira
2010 Campeão O Canto da Floresta Carmona Oliveira
2011 Vice-campeão A Magia Que Encanta Márcia Baranda
2012 Campeão Viva a Cultura Popular! Márcia Baranda
2013 Vice-campeão O Centenário de uma Paixão Márcia Baranda
2014 Vice-campeão Amazônia Táwapayêra Joilto Azêdo
2015 Campeão Amazônia Joilto Azêdo
2016 Vice-campeão Viva Parintins! Joilto Azêdo
2017 Campeão A Poética do Imaginário Caboclo

(Subtemas: “Tecedura - Gênese da Cultura Cabocla”, “Encantaria - O Imaginário Caboclo”, “Arte - Criação Cabocla")

Babá Tupinambá
2018 Campeão Sabedoria Popular: Uma revolução ancestral

(Subtemas: “Ancestralidade - O Ethos do Saber Popular”, “Encontros - Um Mosaico de Saberes”, “Arte - A Revolução pelo Saber Popular")

Babá Tupinambá
2019 Vice-campeão Um Canto de Esperança para Mátria Brasilis

(Subtemas: “Mátria Brasilis: do Caos à Utopia", "No Braseiro da Fé, Esperança é Minha Luz", "O Brasil que a Gente Quer Reinventar”)

Babá Tupinambá
2020 não houve festival Jender Lobato
2021 Jender Lobato
2022 Campeão Amazônia: Nossa Luta em Poesia

(Subtemas: “Amazônia-Floresta: O Grito da Vida”, “Amazônia-Aldeia: O Brado do Povo”, “Amazônia-Festeira: O Clamor da Cura")

Jender Lobato
2023 Campeão O Brado do Povo Guerreiro

(Subtemas: “Ancestralidade: A Semente das Nossas Lutas”, “Resistência: A Força da Nossa Existência”, “Revolução: A Consagração pelo Saber Popular")

Jender Lobato
2024 Campeão Cultura - O Triunfo do Povo
(Subtemas: “Raízes: O Entrelaçar de Gentes e Lutas”, “Tradições: o flamejar da resistência popular”, “Saberes, o Reflorestar das Consciências")
Rossy Amoedo
2025 Vice-campeão É Tempo de Retomada
(Subtemas: “Amyipaguana: Retomada pelas Lutas", "Kizomba: Retomada pela Tradição", "Kaá-eté: Retomada pela Vida”)
Rossy Amoedo
2026 Campeão Caprichoso - Brinquedo que Canta seu Chão

(Subtemas: “O Brinquedo do Povo Canta: Parintins - O Chão de Origem”, “O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia - O Chão da Vida”, “O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil - Chão de Bravos")

Rossy Amoedo

Títulos

Títulos do Boi Caprichoso
Títulos Festivais
29 1967, 1969, 1972, 1974, 1976, 1977, 1978, 1979, 1985, 1987, 1990, 1992, 1994, 1995, 1996, 1998, 2000, 2003, 2007, 2008, 2010, 2012, 2015, 2017, 2018, 2022, 2023, 2024 e 2026.

Segmentos

Presidentes

Aqui, a lista dos presidentes da agremiação:

Presidentes Mandato Ref.
Roque Cid 1913
Emídio Vieira 1918-1931
Pedro Cid 1932-1942
Antônio BoBoí 1943
Nascimento Cid 1944-1947
Luiz Gonzaga 1948-1963
Nilo Gama 1964
Ervino Leocádio 1965-1967
Luiz Pereira 1968-1981
Alcinelcio Vieira 1982
Geraldo Medeiros 1983-1984
Waldemar Queiroz 1984-1985
João Andrade 1986-1987
Irineu Teixeira 1988-1989
Rubens dos Santos 1989
Junta Governativa (Ray Viana, Emílio Silva, Nazaré Leitão, Feijó, Manolo e Socorro Lopes) 1990
Geraldo Medeiros 1991
Ray Viana 1992
João Andrade 1993
Ray Viana 1994-1996
Joilto Azêdo 1997-2000
Dodózinho Carvalho 2001-2002
César Oliveira 2003-2005
Carmona Oliveira Filho 2005-2010
Márcia Baranda 2010-2013
Joilto Azêdo 2013-2016
Babá Tupinambá 2016-2019
Jender Lobato 2019–2023
Rossy Amoedo 2023-presente

Apresentador

Apresentador do Boi Caprichoso
Período Apresentador Naturalidade Ref.
1987-1989 Marcos Santos
1990-1997 Gil Gonçalves
1998-2004 Arlindo Júnior Manaus
2005-2013 Junior Paulain
2014 Arlindo Júnior Manaus
2015 Junior Paulain
2016 Fabiano Neves
2016-presente Edmundo Oran

Levantador de Toadas

Levantador de Toadas do Boi Caprichoso
Período Levantador de Toadas Naturalidade Ref.
1989-1999 Arlindo Júnior Amazonas Manaus
2000-2001 Renato Freitas
2002-2004 Robson Junior
2005-2006Arlindo JúniorAmazonas Manaus
2007-2009Edilson SantanaPará Santarém
2010-2020David AssayagAmazonas Parintins
2020-atualPatrick AraújoPará Juruti

Marujada de Guerra

Marujada de Guerra do Boi Caprichoso

A sustentação rítmica é a base do espetáculo, fornecida por um agrupamento de percussão essencial às toadas. Reger uma orquestra de percussão já é complexo, e dividir 450 ritmistas em duas partes, com dois regentes, é um desafio que exige concentração e comprometimento artístico, alinhando os espetáculos de Arena com grandes musicais.

Porta-Estandarte

Porta Estandarte do Boi Caprichoso
Período Porta-estandartes Naturalidade Ref.
1989Rosames SuelyAmazonas Parintins
1990Wanderlane
1991Marcela Pessoa
1992Inah Lopes
1993Moza Santana/Marcela Pessoa
1994-1995Marlessandra Barbosa Fernandes
1996-1998Marlessandra Nascimento Santana
1999-2004Lucenize Moura
2005-2006Analú Vieira
2007-2011Karyne Medeiros
2012Jeane Benoliel
2013-2014Rayssa Tupinambá
2015Jessica Tavares
2016Thaisa Brasil
2017Taynessa Brasil
2017-atualMarcela MarialvaAmazonas Manaus

Amo do Boi

Amo do Boi Caprichoso
Período Amo do Boi Naturalidade Ref.
1984-1998Rey Azevêdo
1999-1999Benedito Siqueira
2000-2003Rey Azevêdo
2004-2004Renato Freitas
2005-2006Edilson SantanaPará Santarém
2007-2009Prince do Boi
2010-2013Edilson SantanaPará Santarém
2014-2014Junior PaulainAmazonas Parintins
2015-2016Edmundo Oran
2017-2024Herland "Prince do Boi" Pena
2025-atualCaetano Medeiros

Sinhazinha da Fazenda

Sinhazinha do Boi Caprichoso
Período Sinhazinhas da Fazenda Naturalidade Ref.
1993-1998 Karina Cid Amazonas Parintins
1999-2000 Jeane Benoliel
2001-2006 Adriane Viana
2007-2013 Thainá Valente
2014-2015 Karyne Medeiros
2016 Adriane Viana
2017-atual Valentina Cid

Rainha do Folclore

Período Rainhas do Folclore Naturalidade Ref.
1984-1986 Inah Lopes Amazonas Parintins
1988-1992 Karina Cid
1993-1996 Dunya Assayag
1997-1999 Camila Assayag
2000-2004 Daniela Monteiro Alencar
2005-2008 Karla Thainá
2009-2018 Brena Dianná
2018-atual Cleise Simas

Cunhã-Poranga

Maria Azêdo foi Cunhã Poranga do Boi Caprichoso de 2007 a 2016.
Período Cunhã-poranga Naturalidade Ref.
1989Luisiana MedeirosPará Belém
1990Maria Cecília Monteiro
1991-1995Daniela AssayagAmazonas Manaus
1996-1998Marlessandra Barbosa FernandesAmazonas Parintins
1999-2000Marlessandra Nascimento Santana
2001-2004Jeane Benoliel
2005-2006Isabel de Souza da Silva
2007-2016Maria Azêdo
2017-atualMarciele AlbuquerquePará Juruti

Notas

Boi-Bumbá evolução

Boi Bumbá Caprichoso em Evolução
Período Tripa do Boi Naturalidade Ref.
1990–2016 Marcos Azevedo Amazonas Parintins
2017–atual Alexandre Azevedo
2025–atual Edson Azevedo Jr.

Pajé

Pajé do Boi Caprichoso
Período Pajés Naturalidade Ref.
1992-2016 Waldir Santana Amazonas Parintins
2017-2019 Neto Simões
2020-atual Erick Beltrão

A Galera Azul e Branca

Galera Azul e Branca do Boi Caprichoso

A massa humana que forma uma das maiores coreografias uníssonas do mundo é um elemento crucial do espetáculo, com mais de dez mil torcedores ocupando a arquibancada do Bumbódromo desde cedo, enfrentando chuva, sol e calor. Esse sacrifício garante seus lugares para participar gratuitamente do grande coro que embala as apresentações do Boi Caprichoso. Após um dia inteiro de espera, eles mostram sua garra e força cantando as toadas, executando coreografias com braços ou adereços, e transmitindo sua energia e amor para a arena, interagindo ativamente com o apresentador.

Em 1988, ano de inauguração do Bumbódromo oficial de concreto armado e alvenaria, o jovem Arlindo Júnior assumiu o posto de levantador de toadas em 1989, inovando com novas coreografias. Em 1996, começaram os Medleys, misturas de arranjos com coreografias de braço que impactavam a arena. Em 2010, David Assayag, com raízes no Caprichoso desde 1991, voltou como levantador oficial de toadas após um período no boi adversário. A galera azul e branca permaneceu invicta por 8 anos, de 2011 a 2018, conquistando títulos em 2012, 2015, 2017 e 2018, e empates em 2011, 2013, 2014 e 2016 no item 19.

Ver também

Notas

  1. ↑ Ocorreu em 2000 o primeiro e único empate entre os dois bois.

Referências

  1. ↑ AM, Adneison SeverianoDo G1 (9 de março de 2013). «Descendentes de fundador do bumbá Caprichoso recordam tradição, no AM». Amazonas. Consultado em 10 de fevereiro de 2023. Cópia arquivada em 16 de abril de 2024
  2. ↑ Andrade, Odinéa (2023). Estrelas de um centenário: Trajetória do Boi-Bumbá Caprichoso. RIO DE JANEIRO: EDITORA UEA. p. 35. ISBN 978-85-7883-563-7
  3. ↑ Andrade, Odinéa (2023). Estrelas de um centenário: Trajetória do Boi-Bumbá Caprichoso. Rio de Janeiro: Editora UEA. p. 183. ISBN 978-85-7883-563-7
  4. ↑ Andrade, Odinéa (2023). Estrelas de um centenário: Trajetória do Boi-Bumbá Caprichoso. Rio de Janeiro: EDITORA UEA. p. 101. ISBN 978-85-7883-563-7
  5. ↑ Andrade, Odinéa (2023). Estrelas de um centenário: Trajetória do Boi-Bumbá Caprichoso. Rio de Janeiro: EDITORA UEA (publicado em fevereiro de 2023). p. 47. ISBN 978-85-7883-563-7
  6. ↑ Cabocla, Midia (fevereiro de 2024). «Artistas do Caprichoso se destacam em escolas de sambas do Brasil». Midia Cabloca. Consultado em 15 de junho de 2024. Cópia arquivada em 24 de abril de 2025
  7. ↑ 1 Omar, 2 Garcia, 3 Nakanome, 1 Diego, 2 Elziandra, 3 Erick (2021). Os Bois-Bumbás de Parintins: novos olhares. Rio de Janeiro: Editora UEA. p. 271. ISBN 978-65-80033-34-8
  8. ↑ Folha de Parintins, Folha (23 de maio de 2021). «Caprichoso brinca de boi, emociona e leva mensagem de apoio ao povo Yanomami, em boi de rua». Folha de Parintins. Consultado em 23 de maio de 2021. Cópia arquivada em 24 de abril de 2025
  9. 1 2 Andrade, Odinéa (2023). Estrelas de um centenário: Trajetória do Boi-Bumbá Caprichoso. Rio de Janeiro: EDITORA UEA (publicado em fevereiro de 2023). ISBN 978-85-7883-563-7
  10. ↑ https://www2.ufjf.br/ppgacl/wp-content/uploads/sites/139/2023/06/Dissertação_Jhonathan_versão-com-folha-aprovação-2_compressed-compactado.pdf
  11. ↑ «"Amazônia do Povo Vermelho" é o tema do Boi Caprichoso para 2022». 13 de novembro de 2021. Consultado em 3 de julho de 2024. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2021
  12. ↑ «Caprichoso divulga roteiro da 1ª noite de festival». Portal Mário Adolfo. 24 de junho de 2022. Consultado em 26 de novembro de 2024
  13. ↑ Graça, Dante (30 de junho de 2023). «Veja o que o Boi Caprichoso irá apresentar no Festival de Parintins 2023». A Crítica. Consultado em 26 de novembro de 2024. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2026
  14. ↑ «Caprichoso e Garantido iniciam duelo em primeira noite de Festival Folclórico de Parintins, no AM». G1. 1 de julho de 2023. Consultado em 18 de maio de 2024. Cópia arquivada em 1 de julho de 2023
  15. ↑ acritica.com (20 de novembro de 2022). «"O brado do povo guerreiro" é o tema do Caprichoso para 2023». A Crítica. Consultado em 22 de junho de 2025. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2026
  16. ↑ Alerta, Manaus (29 de junho de 2024). «Parintins 2024: Com o tema 'Cultura - O Triunfo do Povo', Caprichoso abre primeira noite e empolga o público». Portal Manaus Alerta. Consultado em 22 de junho de 2025. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2026
  17. ↑ «Boi Caprichoso abre segunda noite do Festival de Parintins 2024». G1. 29 de junho de 2024. Consultado em 22 de junho de 2025. Cópia arquivada em 22 de junho de 2025
  18. ↑ «Bois Caprichoso e Garantido brilham no 57º Festival de Parintins; confira o resumo das três noites | Festival de Parintins». G1. 1 de julho de 2024. Consultado em 22 de junho de 2025. Cópia arquivada em 22 de junho de 2025
  19. ↑ «Parintins 2025: 'É Tempo de Retomada!', o tema do Boi Bumbá Caprichoso». Quem. 16 de junho de 2025. Consultado em 22 de junho de 2025. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2026
  20. ↑ «Boi Caprichoso anuncia tema para Festival de Parintins 2026». G1. 20 de outubro de 2025. Consultado em 28 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 28 de março de 2026
  21. ↑ Caprichoso, Associação Cultural Boi-Bumbá. «A História do Boi Caprichoso». boicaprichoso.com. Consultado em 23 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 10 de agosto de 2026
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