Cardiotoxicidade é a ocorrência de dano muscular ou disfunção de eletrofisiologia do coração. O coração torna-se mais fraco e não é tão eficiente em bombeamento e, portanto, compromete a circulação do sangue. Cardiotoxicidade pode ser causada por tratamento de quimioterapia, complicações decorrentes da anorexia nervosa, os efeitos adversos da ingestão de metais pesados, ou um medicamento administrado incorretamente como a bupivacaína.[carece de fontes]
No organismo humano, o desequilíbrio entre a produção de radicais livres e a capacidade de neutralização desses compostos pelos sistemas antioxidantes leva ao chamado estresse oxidativo. Esse processo pode ocorrer tanto pelo aumento da produção de espécies reativas quanto pela redução das defesas antioxidantes, ou por ambos.
O estresse oxidativo é considerado prejudicial, pois os radicais livres podem reagir com componentes celulares importantes, como lipídios, proteínas e DNA, causando danos estruturais e funcionais.
Esses danos podem afetar diretamente o funcionamento do sistema cardiovascular. Nesse contexto, a cardiotoxicidade é definida como alterações no sistema cardiovascular induzidas por agentes externos, especialmente tratamentos oncológicos.
As manifestações cardiotóxicas podem incluir desde a piora de fatores de risco cardiovasculares, como hipertensão, dislipidemias e síndrome metabólica, até eventos mais graves, como síndromes coronarianas agudas, tromboembolismo pulmonar e arritmias ventriculares.